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Ministério da Agricultura diz que fiscalização está “alerta”

Texto feito para tranquilizar mercado internacional trata escândalo de adulteração como “fatos pontuais”. Temer encontrará embaixadores na segunda-feira

  • Estadão Conteúdo Web
Nota do Ministério da Agricultura ressalta “reputação de excelência” do serviço brasileiro de inspeção. | Daniel Castellano/Gazeta do Povo
Nota do Ministério da Agricultura ressalta “reputação de excelência” do serviço brasileiro de inspeção. Daniel Castellano/Gazeta do Povo
 
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Com o objetivo de tentar tranquilizar os mercados internacionais que consomem carne brasileira e que importam esses produtos, que foram alvo de denúncias de irregularidades, o Ministério da Agricultura divulgou, há pouco, nota informando que o sistema brasileiro de fiscalização está “alerta” e garantindo ao consumidor a “qualidade dos produtos de origem agropecuária de nosso país”.

A nota foi divulgada após demorada avaliação do Planalto com os ministérios da Agricultura e Relações Exteriores. Diante da cobrança que já surgiu por parte das autoridades estrangeiras (particularmente das europeias) por causa das denúncias, Temer convocou para segunda-feira, às 14 horas, uma reunião com embaixadores dos países para os quais o Brasil exporta seus produtos.

Além disso, neste domingo, o presidente convocou outra reunião de emergência com as entidades que representam o setor, no Palácio do Planalto, para discutir a crise e pedir também empenho para ajudar na luta pela manutenção da qualidade da carne brasileira.

Na nota, o Ministério da Agricultura diz ainda que “o Serviço de Inspeção Federal é considerado um dos mais eficientes e rigorosos do mundo” e que “a investigação da Polícia Federal e a pronta reação das nossas autoridades do Ministério da Agricultura são a maior prova de que nosso sistema de proteção e fiscalização está alerta e funcionando plenamente e servem como garantia ao consumidor da qualidade dos produtos de origem agropecuária de nosso país”.

O ministério salienta ainda que “alguns fatos pontuais começaram a ser investigados após denúncia de um servidor da área de fiscalização do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento” e cita que, “ao todo, 33 fiscais federais estão sob investigação e três plantas foram interditadas, enquanto outras 21 estão sob fiscalização especial”.

A nota faz questão de explicitar que a preocupação do governo não é só com a exportação, embora este seja o principal temor do governo, por causa do impacto que terá nas exportações, em um momento em que o Planalto faz um esforço monumental para reverter o quadro recessivo da economia e as vendas para o exterior são fundamentais para a retomada do crescimento.

Depois de destacar a eficiência e rigor do SIF, a nota informa que “o governo brasileiro, através dos seus serviços de fiscalização, da Polícia Federal e outros órgãos de controle, cumpre seu papel de garantir a qualidade e sanidade, tanto dos produtos alimentícios destinados ao mercado externo quanto ao mercado interno, sejam de origem animal ou vegetal”.

A nota faz comparação ainda entre o numero de funcionários que o serviço de inspeção federal possui – 2,3 mil servidores, que inspecionam 4.837 unidades produtoras habilitadas para exportação para 160 países, e que são 33 fiscais federais sob investigação. “Foi com este serviço que construímos uma reputação de excelência na agropecuária e conseguimos atender às exigências rigorosas de diferentes nações”, justificou.

Ainda neste sábado, o presidente Michel Temer falaria por telefone com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A conversa já estava marcada, mas a expectativa é que o problema da carne seja abordado na conversa, para que o Brasil tranquilize os norte-americanos sobre a qualidade do produto brasileiro.

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