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Ministro italiano defende venda de ativos contra crise

Itália tem uma dívida pública de 1,95 trilhão de euros, equivalente a 123% do PIB, o que é uma fonte de preocupação para os investidores enquanto o governo tecnocrata tenta evitar se tornar uma nova vítima da crise de dívida soberana da zona do euro

 
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O novo ministro da Economia da Itália, Vittorio Grilli, afirmou que a planejada venda de ativos públicos pode levantar dinheiro suficiente para ajudar a reduzir a grande dívida pública do país em 20% no prazo de cinco anos, segundo reportagem do jornal italiano Corriere della Sera.

Em sua primeira entrevista desde que foi nomeado para o cargo, Grilli disse que a melhor forma de fazer isso seria vender entre 15 bilhões de euros e 20 bilhões de euros em ativos por ano, equivalente a 1% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.

"Se você considerar que já temos um superávit público, antes de pagamentos de juros sobre a dívida, de 5% e calcular um crescimento nominal de 3%, excluindo uma inflação de 1%, isso levaria a uma redução na dívida de 20% em cinco anos", declarou Grilli, que tomou posse em 11 de julho, depois de atuar como vice-ministro.

No entanto, Grilli disse que o governo, que está impondo uma série de medidas para melhorar as finanças públicas italianas, poderá ter dificuldades em vender ativos, especialmente bens imóveis, porque a qualidade deles não é tão boa quanto a dos ativos vendidos há vinte anos.

A Itália tem uma dívida pública de 1,95 trilhão de euros, equivalente a 123% do PIB, o que é uma fonte de preocupação para os investidores enquanto o governo tecnocrata tenta evitar se tornar uma nova vítima da crise de dívida soberana da zona do euro.

"Um orçamento equilibrado está ao alcance das mãos e reformas estruturais estão em andamento. Nenhum outro país fez tanto em um período tão curto de tempo", defendeu Grilli. O ministro também afirmou esperar que o governo não tenha de elevar o imposto sobre valor agregado (IVA) para 23%, como está previsto para o próximo ano.

Com relação à queda no PIB esperada para este ano, Grilli prevê uma contração de menos de 2% - estimativa mais otimista do que outras, como a da Confindustria, que calcula um declínio de mais de 2%. As informações são da Dow Jones.

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