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Governo aceita negociar parceria entre Embraer e Boeing, diz jornal

Fontes do Valor Econômico afirmam que o governo brasileiro aceita negociar parcerias envolvendo a Embraer que não mexam no controle da empresa

  • Da redação
Jato Embraer 190 é apresentado em São José dos Campos, em 2004. | Antônio Milena/Agência Brasil
Jato Embraer 190 é apresentado em São José dos Campos, em 2004. Antônio Milena/Agência Brasil
 
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O governo brasileiro é irredutível no que diz respeito à cessão do controle da Embraer, mas está aberto a parcerias entre a empresa e a norte-americana Boeing, segundo fontes ouvidas pelo jornal Valor Econômico.

Essas possíveis parcerias podem abranger diversas áreas, como logística, comercialização, compra de insumos e distribuição de produtos. De qualquer maneira, a perda do controle ou relação de subordinação de hierarquia está fora de cogitação. Tal postura decorre de uma “Golden Share”, ação especial que dá direito de veto para mudanças estratégicas na Embraer, que o governo brasileiro detém.

Segundo pessoas envolvidas com as negociações ouvidas pelo Valor, Embraer e Boeing não têm a intenção de “levar adiante qualquer decisão que conflite com interesses do governo brasileiro”, especialmente alguma que envolva as áreas de defesa e segurança, o que significa que a Golden Share não é impeditivo para diversos formatos de parcerias. O sinal verde do Planalto pode viabilizar todas que não coloquem em xeque o controle da Embraer.

Segundo analistas, parcerias entre Embraer e Boeing podem beneficiar ambas as empresas. Os negócios de ambas são vistos como complementares. A brasileira é líder em jatos regionais, com até cem lugares, segmento que a Boeing abandonou em meados dos anos 2000 e que hoje experimenta forte crescimento em mercados emergentes, como a China. Airbus e Bombardier, rivais diretas da Boeing e da Embraer, respectivamente, firmaram uma parceria para o programa de jatos CSeries, o que aumentou a pressão sobre a Boeing.

LEIA TAMBÉM:E190-E2 e KC-390: os novos aviões da Embraer para 2018

Para a Embraer, aportes são bem-vindos. O desenvolvimento de novos produtos é custoso — o da família E2 e do cargueiro KC-390 consumiu US$ 5 bilhões em cinco anos — e o momento da indústria aeroespacial é visto pela empresa como um de consolidação, o que exige fôlego para investimentos. Além disso, joint business agreements (JBA) ou uma joint venture também estão entre os modelos possíveis dessa parceria.

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