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Carreira

Como se preparar para concursos

É preciso manter-se atualizado sobre os conteúdos mesmo se as provas ainda não tiverem data

  • Leandro Rodrigues
  • Agência RBS
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Com o desemprego no setor privado ainda assustando, é nas vagas dos concursos públicos que muitos apostam as fichas para um futuro com menos turbulência. E o que mais oferece oportunidades é o da Defensoria Pública do Estado (DPE), com 107 vagas abertas, além de sete para cadastro reserva. Por isso, a expectativa inicial é de cerca de 20 mil inscritos.

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Cada concurso terá seus conteúdos e provas específicas, mas há capacidades que os candidatos precisarão desenvolver, como a memória para guardar tanta informação. “A expectativa das pessoas é daquela memória de decorar listas. Só que esse tipo de memória não é necessária em 99% dos conteúdos”, adianta o escritor, palestrante e professor Fernando Mesquita.

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O especialista reforça outra orientação aos candidatos: ler não é estudar. Estudo é processar as informações: ler, entender o que foi lido, fechar o livro e escrever o que se entendeu com as próprias palavras.

Veja algumas dicas valiosas para estudar para qualquer concurso:

Defina a área

-Decida se você quer seguir uma carreira na área de formação ou quer procurar novas opções.

-Para a maioria dos concurseiros, as alternativas são os cargos de formação geral, administrativos, de áreas de controle e outros que não exigem formação específica.

-Conheça, pelo menos, a essência de cada carreira para entender por que é interessante escolher uma área, não necessariamente um cargo específico.

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Escolha os materiais

-É preciso ter em mãos as ferramentas certas: livros, aulas presenciais, apostilas em PDF, videoaulas e questões (objetivas e discursivas).

-Para descobrir o que mais se ajusta ao seu caso, será preciso experimentar cada material e ver do que se gosta mais.

-A avaliação final dos materiais é do aluno. O que vai determinar o sucesso é a afinidade com o material e a capacidade de se adaptar a ele.

-Um bom aluno consegue superar um material ruim, mas nenhum material será bom o suficiente para um candidato fraco que não procure melhorar.

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Faça um estudo ativo

-Estudo ativo não é somente ler o material com o programa da seleção com atenção. É preciso processar as informações que se estuda.

-A melhor estratégia para processar os conteúdos estudados é ler, entender o que foi lido, fechar os livros e escrever o que se entendeu com as próprias palavras.

-Quando se faz um resumo com o livro aberto ao lado, simplesmente copiando, não há processamento da informação, apenas cópia.

Ache tempo para estudar

-Aproveite cada minuto escondido no dia. Há muitos: esperas em filas, intervalos de reuniões e até sobras do horário do almoço etc.

-Evite esperar para começar o estudo sempre na hora certa, como 11h ou 13h. Cada minuto é importante.

-Áudio de aulas ajuda muito quem tem pouco tempo ou outras atividades.

-Experimente acordar mais cedo e dormir mais cedo. Durante a madrugada, antes de o dia começar, tudo é mais calmo. Com o tempo, fica mais fácil administrar o sono.

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Memória é algo que se conquista

-Para a maioria dos concursos, não são necessárias técnicas de memorização literal de textos e números.

-Claro que a memória é importante, mas dificilmente uma questão vai pedir a citação de um artigo, por exemplo. O que a questão vai exigir é a compreensão do sentido do conteúdo.

-Para isso, será importante revisar aquela matéria que foi processada, compreendida. Do contrário, será esquecida.

-Para a memória funcionar, o material de revisão deve ser marcante, visualmente interessante e visto repetidamente pelo estudante.

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Aprenda a resumir com eficiência

-Use as suas próprias palavras (estudo ativo).

-Use títulos, subtítulos e cores em seu resumo.

-Utilizar cores diferentes para assuntos diferentes ajuda a navegar visualmente e a recuperar o que você estuda.

-Escreva o mínimo possível e, conforme for resolvendo questões e encontrando dificuldades, complemente o resumo.

Fazer um mapa mental ajuda nos estudos

-É o diagrama para representar os conteúdos relacionados com palavras-chave ou ideia central. Torna a revisão menos cansativa.

-Seu mapa deve ter uma imagem central, a partir da qual nascem os demais ramos.

-Use uma ou duas palavras por ramo, no máximo. Essa é uma das recomendações mais difíceis de serem seguidas pelos iniciantes.

-Cada palavra deve ser o maior possível. Causa interesse visual e fica mais fácil de ler.

-O tamanho ideal de um mapa é uma folha A4 na horizontal em que se consiga identificar prontamente as palavras.

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Fique de olho na frequência

-A revisão dos conteúdos estudados na semana deve ser diária por meio de mapas mentais.

-No caso de resumos, no mínimo uma revisão semanal, pode ser também a revisão geral de todos os mapas mentais.

-Quanto mais um conteúdo é visto, mais condições o candidato tem de recordá-los.

Fazer simulados é fundamental

-A resolução de questões é fundamental desde o primeiro dia.

-Questões certas mostram que o treino está bom, e as erradas, alertam para avaliar o estudo.

-Use sites de questões.

-Mantenha um registro de data, disciplina, tópico das questões, tempo para resolução, percentual de acertos. Isso dá noção de quais são os pontos fracos.

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Prepara-se para os imprevistos e as decepções

-Nada é certo quanto à previsão de concursos públicos.

-Razões políticas podem suspender ou adiar provas.

-O futuro aprovado aproveita momentos de baixa para treinar. Enquanto os outros estiverem começando a correr atrás, ele estará pronto para a prova.

Fonte: Fernando Mesquita, escritor e palestrante sobre estudos para concursos públicos (blogdofernandomesquita.com.br/10passos/)

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