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Trainees buscam desenvolvimento e experiência na profissão

Remuneração acima da média, contato com líderes e possibilidade de crescimento rápido na carreira seduzem recém-formados

  • Liana Suss
 | Giuliano Gomes/Gazeta do Povo
Giuliano Gomes/Gazeta do Povo
 
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Cada vez mais disputados por estudantes universitários e profissionais recém-formados, os programas de trainee oferecem, ao mesmo tempo, uma porta de enttrada para o mercado de trabalho e uma oportunidade de crescimento profissional. Segundo pesquisa recente publicada pela RH Across, o desenvolvimento acelerado é o principal motivo pelo qual os jovens buscam programas de trainee. E grande parte deles tem intenção de permanecer na empresa por mais de dez anos. “Os programas de jovens talentos são uma porta de entrada estratégica nas empresas, pois selecionam os profissionais com maior potencial de lidar com a complexidade e, consequentemente, assumir desafios e posições de destaque nas organizações”, diz Kiko Campos, CEO da Across.

Diferente dos estágios comuns, os programas de trainees incluem um período de rotatividade entre diferentes departamentos que permitem o entendimento de todos os processos, além de integração com profissionais de diferentes as áreas. “É possível conhecer a cultura organizacional que pode capacitá-lo a assumir desde um cargo de analista técnico até posições gerenciais”, diz Patrícia Quarenghi, diretora de atração de talentos do grupo curitibano Cetefe, de consultoria em RH.

Além das áreas em que a prática do trainee é mais comum, como engenharia e administração, outros setores estão investindo na seleção mais criteriosa e na formação do estudante ou recém-formado para um início de carreira mais sólido, seja na empresa ou fora dela. Foi o caso do escritório curitibano de advocacia Vernalha Guimarães & Pereira (VG&P). Diante do número excessivo de cursos de Direito e a consequente queda no nível médio dos profissionais, a companhia apostou neste ano em seu primeiro programa de trainee e se surpreendeu com os mais de 600 inscritos.

“O valor da bolsa é interessante, mas percebemos que a existência de um programa pré-definido e com oportunidade de crescimento foi o que atraiu os estudantes”, diz o advogado e coordenador do projeto, Silvio Felipe Guidi. Na pesquisa da Across, a remuneração aparece em oitavo lugar entre as motivações pelos programas de trainees, atrás de itens como a rotatividade entre os departamentos e o contato com lideranças.

“O programa proporciona uma experiência que não nos obriga a escolher uma área logo no início. Hoje o advogado tem que ter noções gerais da multidisciplinaridade de sua atuação”, diz o estudante Fernando Suzuki, um dos cinco aprovados no processo da VG&P.

Com três anos de experiência em estágios, Suzuki aposta na formação como trainee para iniciar a carreira em um escritório de renome e adquirir uma visão mais ampla da profissão. “Diferente do estágio, espero mais atribuição de responsabilidade, tarefas complexas e um dia a dia mais próximo da prática real da advocacia”, conclui.

Depois de uma semana de imersão para conhecer a cultura da empresa, os trainees passam um ano de rotação entre as diferentes áreas para depois atuarem em um departamento específico por mais um ano. As empresas, dispostas a investir no desenvolvimento desses novos profissionais, esperam mais do que qualificação técnica e boas notas. Os processos de seleção consideram muito o alinhamento de valores do candidato à cultura organizacional e competências críticas para a rotina profissional, como “comunicação, influência e trabalho em equipe”, diz o CEO da Across.

/ra/pequena/Pub/GP/p4/2015/06/18/Economia/Graficos/Vivo/trainees perfil.pdf

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