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Conjuntura

Setor mais abalado pela crise, indústria ensaia reação

Pesquisa mostra que há uma combinação de melhor perspectiva com dados de produção

  • Estadão Conteúdo
 | Daniel Castellano/Gazeta do Povo
Daniel Castellano/Gazeta do Povo
 
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Começam a surgir os primeiros sinais de que o cenário de crise parou de se deteriorar em vários setores da economia, tanto quando se olha a produção da indústria quanto a confiança dos empresários.

Um levantamento feito pela consultoria MacroSector com dados da área industrial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que, de 26 setores analisados, 12 registraram crescimento na produção em dezembro ante o mesmo mês de 2015. É um resultado melhor do que o mês anterior, quando nove setores tinham avançado na mesma base de comparação.

Entre os segmentos que se destacaram estão vestuário (23,1%), fabricação de equipamentos de informática, eletrônicos e ótica (29%), fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias (19,6%), máquinas e equipamentos (12,8%), têxtil (12,4%) e madeira (10,2%).

Os números da indústria automobilística confirmam que esse movimento continuou em janeiro, quando a produção das montadoras cresceu 17,1% ante o mesmo mês de 2016, de acordo com a Anfavea. O licenciamento de veículos, que reflete as vendas no mercado interno, teve queda menor: tinha recuado 10,3% em dezembro de 2016 na comparação anual e caiu 5,2% em janeiro de 2017 ante 2016.

“Vários setores da indústria engataram a primeira marcha do crescimento, depois de tantos meses de queda”, afirma o economista Fabio Silveira, diretor da consultoria e responsável pelo levantamento. Ele observa que a indústria automobilística, impulsionada pelas exportações, puxa essa virada. Mas pondera que o movimento não pode ser generalizado para outros segmentos.

No caso de têxteis e artigos de vestuário, por exemplo, Silveira diz que há um movimento de substituição de importações que, de certa forma, está trazendo impactos positivos para a produção. Mas o pano de fundo, na sua opinião, foi a expectativa favorável dos agentes econômicos por causa da redução da taxa juros que houve desde o último trimestre de 2016.

Em janeiro, a confiança dos empresários da indústria avançou 4,3 pontos e atingiu o maior nível desde maio de 2014, período pré-crise, segundo a Sondagem Industrial da Fundação Getulio Vargas (FGV). “A alta foi expressiva”, afirma Aloisio Campelo, superintendente de Estatística Públicas do Instituto Brasileiro de Economia.

Ele destaca que o corte mais acentuado dos juros feito pelo Banco Central (BC) em meados de janeiro aumentou o otimismo dos empresários. É que na prévia do indicador, apurada em meados de janeiro, antes de o BC reduzir em 0,75 ponto porcentual os juros, o índice de confiança foi menor que o resultado final após o corte do juro.

PIB

Quando se extrapolam os sinais de retomada para o Produto Interno Bruto (PIB), João Moraes, economista da consultoria Tendências, diz que o ponto de virada - de um resultado negativo para positivo - está próximo e deve ocorrer do último trimestre do ano passado para o primeiro deste ano, descontada a sazonalidade.

Apesar do quadro mais favorável, Silveira ressalta que ainda não é possível afirmar que a retomada é sustentável. Entre os fatores importantes para sustentar a virada, ele aponta as reformas, a redução do desemprego e o equacionamento do elevado endividamento de famílias e empresas.

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