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crise interna

Uber vive período de êxodo de executivos

Jeff Jones pediu demissão sete meses após ter assumido o segundo cargo mais importante no aplicativo de transporte

  • Da Redação, com The Washington Post
Permanência de Travis Kalanick à frente da Uber começa a ser questionada, segundo o jornal Financial Times | Udit Kulshrestha/Bloomberg
Permanência de Travis Kalanick à frente da Uber começa a ser questionada, segundo o jornal Financial Times Udit Kulshrestha/Bloomberg
 
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O presidente da Uber, Jeff Jones, pediu demissão sete meses após ter assumido o segundo cargo mais importante no aplicativo de transporte. O cargo estava atrás somente da função de CEO, ocupada por Travis Kalanick, cofundador da empresa. A informação sobre a demissão foi publicada pelo site americano “Recorde” no domingo (19) e confirmada pela empresa nesta segunda-feira (20). É mais um caso que agrava a crise interna da Uber.

Jones atribuiu a sua saída a falta de sintonia com o estilo de liderança que era buscado pela Uber. “Agora, está claro, entretanto, que as crenças e abordagens de liderança que guiaram minha carreira são inconsistentes com o que eu vi e com minhas experiências na Uber, e eu não posso mais continuar como presidente do negócio de serviço de caronas.”

O inferno astral da Uber em sete fatos

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A saída do executivo aconteceu dias depois de o CEO Travis Kalanick ter anunciado que está à procura de um diretor de operações para a Uber. O anúncio foi feito logo após Kalanick vir a público pedir desculpas por discutir com um motorista do aplicativo no começo deste mês. A ideia do CEO é se dedicar somente a parte estratégica, enquanto o novo nome cuidará da parte operacional.

Crise interna

A saída de Jeff Jones não é a primeira que a Uber enfrenta neste ano. Brian McClendon também deixou a vice-presidente de mapas e plataforma de negócios da Uber no início deste mês. A justificativa era que ele queria fazer carreira política. “As eleições desta queda e a atual crise fiscal no Kansas [estado americano] estão me levando a participar mais plenamente de nossa democracia - e eu quero fazer isso no lugar que eu chamo de lar”, disse ele.

Além de McClendon, o vice-presidente sênior de engenharia da Uber, Amit Singhal, deixou a empresa em fevereiro de 2017. Ele respondia por uma acusação de assedio sexual no Google, empresa que trabalhava antes. A Uber, quando ficou sabendo do caso, resolveu demitir o funcionário.

Mas a empresa enfrenta o êxodo de executivos desde no ano passado. Nos últimos meses, outros executivos se afastaram da companhia, de acordo com informações da imprensa internacional. São eles: Ed Baker, vice-presidente de produtos e crescimento, Raffi Krikorian, diretor sênior de engenharia, e Gary Marcus, diretor de inteligência artificial.

CEO em xeque

As saídas se somam ao período de inferno astral vivo pela Uber. A empresa se envolveu neste ano em uma série de fatos controversos, muitos incluindo o CEO da companhia, Travis Kalanick. Somente no período entre fevereiro e março, a empresa foi acusada de plágio, teve que demitir um executivo suspeito de assédio sexual, perdeu processos na Justiça e viu seu CEO vir a público pedir desculpas.

A Uber também foi alvo de um boicote de consumidores depois que a companhia continuou a operar durante um protesto de táxi no aeroporto John F. Kennedy, de Nova York. A hashtag #DeleteUber chegou a ficar no Topic Trends mundial no início deste ano.

Segundo jornal Financial Times, a permanência de Kalanick à frente da Uber já começa a ser questionada internamente.

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