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Página do material para adolescentes: linguagem acessível alerta sobre problemas reais do mundo virtual | Reprodução/
Página do material para adolescentes: linguagem acessível alerta sobre problemas reais do mundo virtual| Foto: Reprodução/

Pesquisas recentes apontam que oito a cada dez brasileiros com idades entre 9 e 17 anos estão inseridos no universo digital e, muitos deles, são as principais vítimas de crimes cibernéticos. Para trazer orientações sobre esse tema, o NIC.br (Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR) lançou guias educativos para pais, educadores e alunos.

*Os materiais são gratuitos e estão disponíveis para download aqui.

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Por meio de diferentes recursos pedagógicos, que incluem desafios, ilustrações e recomendações, as publicações destacam armadilhas da rede e apresentam recomendações sobre o uso responsável da internet. A proposta é chamar a atenção de todos sobre os riscos presentes no universo digital. “Uma vez que você toma consciência de que as publicações na internet podem ser vistas por muitas pessoas e não são excluídas, provavelmente começa a ter uma pouco mais de cautela com as suas postagens”, afirma Kelli Angelini, gerente da assessoria jurídica do NIC.br.

“A ideia é que, ao se divertirem, as crianças também estarão aprendendo a se proteger”

Miriam von ZubenAnalista de segurança do CERT.br

No guia “#Internet com Responsa”, pais e educadores encontram orientações para lidar com diferentes assuntos, como exposição excessiva na rede, discursos de ódio, cyberbullying, sexting e direitos autorais. Na mesma linha, a publicação “#Fik Dik” também aproxima esses temas da linguagem dos mais novos. “O diálogo é sempre uma ferramenta muito poderosa, mas sabemos que nem sempre é fácil falar sobre isso com um adolescente”, aponta Kelli.

Para conscientizar os adolescentes sobre os cuidados com segurança na rede, os materiais trazem recortes de notícias reais, como a de um aluno que foi condenado a pagar uma indenização de R$ 10mil por criar boatos sobre um professor na rede social. De acordo com a gerente da assessoria jurídica do NIC.br, os exemplos reais ajudam a dar dimensão dos atos no ambiente virtual.

Já no guia “Internet Segura”, os pais e responsáveis recebem dicas de como proteger os filhos e zelar pela sua privacidade. “A participação da família e da escola é essencial para ajudar as crianças a conhecerem os riscos de uso da Internet. A melhor forma de prevenção é a informação”, destaca Miriam von Zuben, analista de segurança do CERT.br.

Com a disseminação dos dispositivos móveis e a facilidade conexão, ela diz que fica cada vez mais difícil ter o controle do que as crianças e os adolescentes estão fazendo sozinhos na internet. Por esse motivo, a orientação é sempre o caminho mais adequado. “Com os computadores pessoais, era mais fácil para os pais observarem o comportamento das crianças enquanto elas estavam usando a internet. Com o uso de celulares e tablets, isso é mais difícil de ser feito. Muitas crianças acessam sozinhas quando estão, por exemplo, isoladas em seus quartos”, alerta.

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Assim como o guia “#Internet com Responsa”, o material elaborado pelo Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil também traz conteúdos especiais voltados para crianças e adolescentes. Com caça-palavras, dominó e outros jogos, eles podem aprendem de forma divertida sobre o assunto. Entre os materiais apresentados, a publicação traz um manual de etiqueta na internet, em que são apresentadas regras de boas maneiras para garantir o respeito e evitar mal-entendidos.

“A ideia é que, ao se divertirem, as crianças também estarão aprendendo a se proteger. A leitura dos guias pode ser feita pelos pais e educadores juntamente com as crianças, seja em casa ou em sala de aula. Os assuntos tratados podem ser temas para discussões mais amplas, em que elas podem, por exemplo, compartilhar as experiências que já tiveram”, diz Miriam.

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