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Como funciona a reserva de vagas escolares e fila de espera

Reservar vaga escolar garante que o filho ingresse na instituição de preferência dos pais. Mas confiar demais nas listas de espera pode ser uma armadilha

  • Luan Galani, especial para a Gazeta do Povo
Henrique Gropp com os pais Elisa e Fernando: mesmo na lista de espera, por pouco o menino não perdeu a vaga na escola desejada |
Henrique Gropp com os pais Elisa e Fernando: mesmo na lista de espera, por pouco o menino não perdeu a vaga na escola desejada
 
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Como funciona a reserva de vagas escolares e fila de espera

Depois de passar dias avaliando diferentes escolas e de chegar à difícil decisão sobre em qual instituição matricular a criança, alguns pais ainda têm de enfrentar o desafio de conseguir uma vaga para o filho no colégio de preferência. Daí surge a reserva de vaga antecipada, que quase sempre passa antes por uma lista de espera.

"Diversas variáveis estão em jogo e influenciam na escolha [da escola]. Os pais consideram a proximidade geográfica, a segurança do entorno, a filosofia da instituição, as atividades extracurriculares oferecidas e o período em que o aluno pode permanecer na escola [regular ou integral]. Por isso, para garantir a sua escolha, alguns optam por fazer uma reserva antecipada no ensino particular", comenta a diretora do Procon-PR, Cláudia Silvano. Ela ressalta que a prática não é ilegal e é definida pela lei da oferta e da procura.

Lista

Foram alguns dos motivos citados por Claudia que levaram os médicos Winston Leonar Valiati e Loana Heuko Valiati, pais de Catarina, 5 anos, e de Valentina, 7 anos, a entrarem em uma lista de espera com mais de 450 nomes. "Visitamos a nova escola e achamos que ela tinha tudo que sempre esperamos de um colégio, inclusive o ensino bilíngue. E, apesar do grande número de crianças em espera, em uma semana já fui chamada para fazer a pré-matrícula das minhas filhas para 2014", relata Loana, aliviada por ter conseguido as tão sonhadas vagas.

Motivação

Algumas escolas já têm lista de espera para matrículas em 2014 e até 2015. O Colégio Positivo Internacional, por exemplo, que teve em 2013 seu primeiro ano de funcionamento, tem praticamente todas as vagas preenchidas para o próximo ano letivo. O presidente do Sindicato das Escolas Particulares do Paraná (Sinepe-PR), Jacir Venturi, explica que são poucas as escolas que mantêm uma lista de espera. De acordo com ele, essa listas se aplicam apenas à educação infantil e às séries iniciais do ensino fundamental.

"Mas não porque faltem vagas, e sim porque, como recomenda o Ministério da Educação, as turmas de educação infantil são menores, com no máximo 15 alunos, há espaços especiais e um número de professores maior por estudante", diz Venturi.

Outro ponto que motiva a procura antecipada por vagas é a oferta de período integral, serviço que nem todas as escolas oferecem. "Muitos pais precisam que a criança fique integralmente na escola ou, quando optam pelo ensino regular, o turno da tarde é o mais procurado", frisa o presidente do Sinepe-PR.

Risco

A confiança nas listas de espera, contudo, deve ser limitada, pois ter o nome do filho nela não garante uma chance real de matrícula e a criança pode acabar sem vaga alguma. Foi o que quase aconteceu com Henrique Gropp, 6 anos. Os pais de Henrique, a relações públicas Elisa Ramirez e o gerente comercial Fernando Gropp, decidiram mudar o filho de escola. Em julho do ano passado, entraram em uma lista de espera de outro colégio.

"Eu não sabia que era tão difícil. Fiquei sete meses esperando e quase perdi a vaga. Só consegui porque resolvi ligar em fevereiro deste ano, perguntando. Peguei a última vaga disponível", conta Elisa.

34 novos Centros Municipais de Educação Infantil devem ser construídos até 2016 para suprir a demanda por vagas para as crianças de até cinco anos, de acordo com a prefeitura de Curitiba.

2016

É o ano limite para municípios e estados garantirem a inclusão de crianças entre os 4 e 17 anos na escola pública.

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