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Estudantes interessados em participar do Enem 2015 poderão fazer a inscrição a partir das 10h desta segunda-feira (25) pelo site do Inep.

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O prazo se encerra em 5 de junho, mas os candidatos terão até o dia 10 deste mês para efetuar o pagamento da inscrição.

Neste ano, haverá aumento da taxa de inscrição e um novo mecanismo para coibir o número de faltosos, de acordo com as regras divulgada no último dia 14 pelo Ministério da Educação.

Desde 2004, o valor cobrado é de R$ 35. Agora, será de R$ 63, próximo ao valor do reajuste do período, se considerada a inflação oficial desde aquele ano (R$ 62,47).

No ano passado, do total de 8,7 milhões de inscritos, 26,48% foram pagantes. “Ainda é uma taxa barata e ainda há um grande conjunto de isenções”, disse o ministro, em coletiva de imprensa.

Ficam isentos da taxa os estudantes que estão no 3º ano do ensino médio da rede pública ou que comprovarem ter renda familiar de até 1,5 salário mínimo (R$ 1.182).

Faltosos

Ao mesmo tempo, o MEC decidiu endurecer as regras para os candidatos que faltarem uma edição do exame e se inscreverem para uma nova prova do Enem. A regra terá impacto para aqueles que se ausentarem na edição deste ano.

O estudante que se ausentar da prova nos dois dias, por algum motivo, terá que desembolsar a taxa de inscrição se desejar fazer um novo Enem, ainda que esteja na categoria de isento. No ano passado, do total de 8,72 milhões de inscritos, 6,19 milhões compareceram (esse grupo obteve nota em pelo menos uma área) - taxa de quase 29% de ausência.

Segundo o ministro, 65% dos faltosos na última edição estavam isentos da taxa. “Decidimos cortar a isenção para a edição seguinte e poderemos cortar para mais edições, se isso continuar”, afirmou. O MEC, no entanto, deve publicar uma regulamentação definindo em que situações um candidato ausente poderá ter isenção da taxa no ano seguinte -problemas de saúde, por exemplo, devem ser contemplados.

Economia

O MEC prevê uma economia de 20% no Enem 2015 em comparação à edição anterior. O percentual é decorrente de medidas como aumento da taxa de inscrição e o não envio de cartão de confirmação da prova pelos Correios.

Em anos anteriores, o estudante recebia o papel em casa e poderia baixá-lo em site específico na internet. Agora, esta será a única opção disponível. Somente essa medida tem uma economia estimada em R$ 18 milhões.

“São aprendizados que tivemos com todas as edições recentes. O número de pessoas que baixava o cartão já era muito alto”, ponderou Chico Soares, presidente do Inep (instituto do MEC responsável pelo Enem) em coletiva de imprensa no último dia 14. No ano passado, o custo do Enem foi de R$ 52 por candidato -ou um total de R$ 453,5 milhões. A economia prevista, então, é da ordem de R$ 90,7 milhões

O ministro Renato Janine (Educação) argumentou que o reajuste da taxa, para R$ 63, foi decorrente da inflação oficial do período -desde 2004, o valor era R$ 35. Ele ponderou, no entanto, que ainda “não temos definição” sobre a periodicidade de novos reajustes. “Se será anual ou a cada dois anos [por exemplo]. Quando você deixa muito tempo [a taxa] fica, o reajuste vem com surpresa, quando deveria vir com naturalidade.”

30 minutos de espera

Neste ano, não haverá mudança nos critérios de correção da redação, mas haverá mudança na dinâmica de aplicação da prova. Agora, haverá 30 minutos de diferença entre o horário de fechamento dos portões do local de aplicação (13h) e o início da prova (13h30).

“Todos os alunos terão entrado na sala, estarão já com seus celulares no pacotinho e durante esse período, vários testes poderão ser feitos. Por exemplo uso do detector de metais. () Será um controle extra. É um grande momento de risco, quando a prova é aberta e, portanto, passível de algum vazamento, que temos que evitar a qualquer custo”, disse Chico Soares.

No ano passado, alunos indicaram que houve vazamento do tema da redação no Enem, no segundo dia de aplicação da prova. O caso foi investigado pela Polícia Federal.

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