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Ciência

Professor da UTFPR participa de descoberta astronômica

Mesma técnica utilizada por pesquisador foi fundamental para a descoberta de anel no planeta anão Haumea

  • João Carlos de Oliveira*
Haumea foi descoberto em 2004. | NASA.
Haumea foi descoberto em 2004. NASA.
 
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Uma equipe internacional de astrônomos, com a participação do professor Felipe Braga Ribas do Programa de Pós-Graduação em Física e Astronomia da UTFPR, anunciou na última quarta (11) uma descoberta de um dos objetos mais interessantes do Sistema Solar Exterior: a presença de um anel ao redor do planeta anão Haumea. 

A presença de anéis em torno dos planetas do Sistema Solar Exterior é conhecida desde 1659, quando Christian Huygens reconheceu que a estrutura vista por Galileu em torno de Saturno eram anéis. Saturno permaneceu como único detentor de anéis, até que em 1977 descobriu-se os anéis de Urano e, em 1979, os de Júpiter - já os anéis de Netuno só foram caracterizados como tal em 1989. 

Em 2013 uma equipe de astrônomos liderados pelo paranaense Felipe Braga Ribas mostrou que um objeto chamado Chariklo, que fica entre as órbitas de Saturno e Urano, ao passar na frente de uma estrela, ocultava a luz desta. Um pouco antes dessa ocultação, a luz dessa estrela dava duas piscadas, evidenciando a presença de dois anéis em torno desse objeto.  

Essa mesma técnica foi utilizada para a descoberta do anel de Haumea, o primeiro a ser descoberto em um objeto além da órbita de Plutão e o primeiro em um planeta anão. Esse anel, a uma distância de 2280km de Haumea e com 70km de largura, promete revolucionar nossa visão do Sistema Solar.  

Histórico

Tudo começou quando, em 2003, o astrônomo Mike Brown fez uma descoberta que revolucionou a Astronomia. Ele descobriu um corpo, que na época, estimava-se ser maior que Plutão. Esse corpo, nomeado inicialmente como ‘2003 UB303’, foi considerado o décimo planeta, colocando a Astronomia em crise. 

Tudo indicava que além de Netuno, existiriam diversos outros objetos com dimensões semelhantes à de Plutão. Caso fosse considerado planeta, todos os outros, que posteriormente fossem encontrados, também deveriam ser - no entanto, até aquele momento, a IAU (União Astronômica Internacional) não tinha uma definição precisa do que seria um planeta. 

Essa definição surgiu só três anos mais tarde, em 2006, excluindo dessa categoria, não só ‘2003 UB303’, que já tinha sido renomeado para Éris, mas também o próprio Plutão. 

Nesse ano também foi criada uma nova categoria de objetos, os chamados “planetas anões”. O Sistema Solar passou então por uma reformulação, deixando de ter nove planetas, para uma configuração com uma estrela (o Sol), oito planetas e cinco planetas anões - além de toda coleção de satélites, cometas, asteroides, meteoroides e muita poeira. 

Os cinco planetas anões são: Plutão, Ceres, até então o maior asteroide do Cinturão Principal de Asteroides, entre Marte e Júpiter, Éris, Haumea e Make-Make. Sobre Haumea, ele foi descoberto em 2004 pela equipe de Bown. Poucos dias depois a mesma descoberta foi publicada pela equipe de J.L.Ortiz. 

O planeta anão, que não é um corpo esférico e tem formato de uma bola de futebol americano, está a uma distância do Sol que varia de 35 vezes até 51,5 vezes a distância que a Terra está do Sol, e possui dois satélites: Hi’iaka e Namaka. 

A descoberta feita pela equipe de Felipe Bragas Ribas trouxe novidades à astronomia, que a cada dia evolui e é objeto de estudo de pesquisadores. 

*João Carlos de Oliveira é físico do FTD Digital Arena.

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