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No primeiro dia da greve, 77 das 181 escolas de ensino fundamental, 42,5%, aderiram ao movimento
Salários

Professores de escolas municipais decidem manter a greve

Os docentes exigem da prefeitura que o piso salarial de R$1.199,64 pago a docentes com curso superior em uma jornada de 20 horas seja aumentado para R$ 1.800

Os professores das escolas municipais de Curitiba decidiram na noite desta quarta-feira (14) manter a greve por tempo indeterminado. A decisão foi tomada em uma assembleia organizada pelo Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Curitiba (Sismmac) e o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Curitiba (Sismuc). Os demais servidores, representados pelo Sismuc, decidiram suspender a paralisação até o dia 21, quando deverão receber uma contraproposta da prefeitura, mas não descartam a possibilidade de voltarem a parar suas atividades.

De acordo com os sindicalistas, a prefeitura não apresentou propostas na reunião realizada com os professores na tarde desta quarta. “Eles apenas nos pediram que esperássemos até o dia 21 de março para criar uma comissão de estudo, mas depois de várias semanas de discussão não temos outra saída além de pressionar com a greve”, afirmou Gabriel Conte, um dos diretores do Sismmac.

Os professores exigem da prefeitura que o piso salarial de R$1.199,64 pago a docentes com curso superior em uma jornada de 20 horas seja aumentado para R$ 1.800. A prefeitura anunciou em 29 de fevereiro que vai aumentar esse valor para R$ 1.319,90, mas os sindicalistas consideram o reajuste insuficiente. A interpretação feita pelo Sismmac é a de que, se o piso nacional sugerido pelo Ministério da Educação (MEC) para um professor com ensino médio para uma jornada de 20 horas é de R$725,50, um professor com curso superior deve receber no mínimo R$ 1.800 para a mesma carga horária de trabalho. Os sindicatos consideram ainda que a quantia divulgada pelo MEC serve apenas de orientação para cidades mais pobres, o que não é o caso de Curitiba.

O prefeito Luciano Ducci informou que a prefeitura reduziu em quase R$ 100 milhões os gastos em outras áreas para dar um aumento de 10% a todos os servidores municipais e garantir outras gratificações aos professores. “Os sindicatos têm de reconhecer que não há como atender a todos de forma infinita. Se pudéssemos pagaríamos mais, mas isso não é possível”, afirmou.

Diante da reclamação dos professores de que o Programa de Produtividade e Qualidade (PPQ) - anunciado pela prefeitura no início do ano com a promessa de pagar uma gratificação de pelo menos R$ 275 mensais, com a qual os salários dos professores para 20 horas de trabalho chegará a ser de, no mínimo, R$ 1594,90 -, é uma “ilusão”, Ducci ameaçou voltar atrás. “Se eles não querem a gratificação, não damos”, desafiou.

Para o prefeito, a greve é claramente uma ação política. “O reajuste de 10% dado a todos os servidores é o maior na história da prefeitura desde o Plano Real. É o maior também comparado à maior parte dos estados do país e muito acima do piso nacional. Uma grave com um patamar de reajuste desse, deixando crianças fora de aula é, sem dúvida, por motivação política”, finalizou.

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