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“Tribunal racial” de universidade rejeita 239 alunos por não serem negros

Foi a primeira vez que uma comissão do tipo foi acionada na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

  • Da Redação
 | Cadinho Andrade
Cadinho Andrade
 
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A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) negou as inscrições de 239 alunos aprovados no último vestibular por suspeita de fraude no uso de cotas raciais. Ainda cabe recurso da decisão; caso os estudantes não provem ter cumprido os critérios de seleção, terão o registro negado.

A decisão foi anunciada na última sexta. É a primeira vez que a universidade se vale de uma comissão do tipo para evitar possíveis fraudes no sistema de cotas. 

O grupo analisou as características físicas dos candidatos, como cor da pele, a textura do cabelo, formato do nariz e dos lábios. O objetivo era investigar se os candidatos autodeclarados como negros são pertencentes a esse grupo racial. 

De acordo com informações da universidade, foram recebidas 400 denúncias de fraudes no uso de cotas raciais no vestibular. As queixas geraram 359  processos de investigação. Trinta e cinco alunos tiveram a o registro aceito, outros 25 já haviam abandonado a  vaga e 239 tiveram o pedido indeferido. 

Os resultados da apuração foram comunicados aos alunos entre os dias 4 e 6 de dezembro. Aqueles que tiveram a inscrição negada têm 10 dias para recorrer. O resultado final da análise de recursos será divulgado no dia 9 de janeiro.


“Tribunal racial” é justiça ou preconceito? #EDUCAÇÃO

Publicado por Gazeta do Povo em Terça-feira, 26 de setembro de 2017

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