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Cultura

Bons livros para ler nas férias ou durante a greve

A greve nas universidades federais continua e as férias chegaram para quem estuda em outras instituições. Com esse tempinho extra, nada como um bom livro para se divertir e preencher as tardes frias de inverno. Selecionamos, com a ajuda de professores, bons títulos de satisfação garantida. A plataforma você escolhe! Boa leitura!

Fontes: sugestões de jornalistas da redação da Gazeta do Povo e das professoras Angela Mari Gusso, do curso de Letras da PUCPR, e Sandra Stoparo, da Faculdade de Letras da UFPR.

>>> Ana Karenina, de Leon Tolstói

Um dos melhores romances psicológicos de todos os tempos, o livro reúne histórias de amor e traição que se entrecruzam com um final surpreendente. Os protagonistas são Ana Karenina e seu amante Wronsky, que se apaixonam quando ela viaja a Moscou para tentar salvar o casamento em crise do irmão. Os costumes da sociedade russa do século 19, os dilemas filosóficos da época e as intrigantes histórias paralelas enriquecem o cenário. O leitor poderá ter dificuldade com a grande quantidade de personagens e seus múltiplos sobrenomes – obstáculo facilmente superável pela qualidade literária do texto. Imperdível.

>>> O falecido Mattia Pascal, de Luigi Pirandello

Divertida comédia italiana. Mattia Pascal vive em uma cidadezinha da Ligúria e é muito infeliz: bibliotecário, tinha uma rotina tediosa e apagada. Exausto, decide desaparecer após perceber que, por um engano, os cidadãos do lugar o deram por morto. Durante a sua fuga, ganha uma “bolada” e decide mudar de identidade, se transforma em Adriano Meis. Depois de muitas peripécias, tudo dá errado na nova vida e, arrependido, Mattia se cansa de Adriano e volta para casa. A sua esposa, no entanto, em menos de dois anos, terá outro marido e uma filha. A Mattia resta escrever sua história e colocar flores na sua sepultura. Rapidíssimo de ler.

>>> O que se passa na cabeça dos cachorros, de Malcolm Gladwell

Antes de tudo, essa obra não é sobre cachorros! O livro reúne artigos do jornalista britânico Malcolm Gladwell, publicados na revista The New Yorker desde 1996. Os textossão divididos em três grandes grupos. O primeiro sobre o que ele chama de “gênios menores”, pessoas comuns com histórias engraçadas. O segundo, ele dedica às teorias, com ideias interessantes sobre o modo como analisamos os fatos da vida cotidiana, como os escândalos financeiros e as pessoas sem-teto. O último, os julgamentos que fazemos das pessoas – a parte mais interessante. Ainda que escrito em solo americano, o texto é de um delicioso humor inglês.

>>> Contos (vários), de Machado de Assis

Para quem ainda não leu, mais um apelo à culta diversão. Os contos de Machado de Assis, um dos melhores escritores brasileiros, mostram todo o seu talento – comprovado em outras obras como Dom Casmurro e Esaú e Jacó, que você já deve ter lido na escola – , além de serem fáceis e rápidos de ler. Destaque para “A cartomante”, “O espelho”, “Um apólogo”, “Uns braços”, “Mariana” e “Teoria do medalhão”. A escolha tem ainda a facilidade de que a obra completa do autor está na internet, em várias páginas, como no portal do Ministério da Educação (machado.mec.gov.br/). O único perigo é viciar-se em Machado e deixar todos os outros.

>>> A língua de Eulália, de Marcos Bagno

Uma sugestão para quem gosta de “papo-cabeça”. A novela sociolinguística de Marcos Bagno traz à tona mais uma vez a discussão sobre o que alguns consideram como “falar errado” e outros como “evolução da língua”. A narração se dá durante as férias de três estudantes dos cursos de Psicologia, Letras e Pedagogia. Diante dos equívocos linguísticos de uma pessoa, inicia-se uma discussão sobre a língua falada e a escrita. “Embora o autor defenda teses novas e seja rigoroso na abordagem, é um texto perfeitamente legível por leigos”, anima Angela Mari Gusso, professora do curso de Letras na PUCPR.

>>> Menino de lugar nenhum, de David Mitchell

Primeiro livro do autor britânico traduzido para o português. É a história de um menino de 13 anos que narra a sua vida na cidade inglesa de Black Swan Green. Jason Taylor, além de ser gago e sofrer bullying dos colegas, enfrenta sérios problemas familiares. Nessas circunstâncias, o menino acaba criando um mundo paralelo, fantástico, que não compartilha com ninguém. Personagens imaginários permeiam esse universo intimista, com claros reflexos da sua vivência na realidade. Jason cresce assim, enfrentando sozinho os obstáculos e, com suas palavras, instiga o leitor a analisar a própria vida. Um livro enriquecedor.

>>> Outras excelentes sugestões:- O retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde- Crime e Castigo, de Fedor Dostoievski- O senhor das moscas, de Wiliiam Gerald Golding- A volta ao mundo em 80 dias, de Julio Verne- Branca como o leite, vermelha como o sangue, de Alessandro D'Avenia- Os três mosqueteiros, de Alexandre Dumas- O Hobbit, de J. R. Tolkien- A elegância do ouriço, de Muriel Barbery (bem melhor que o filme!)- Pequena biografia de desejos, de Cezar Tridapalli- Dom Quixote, de Miguel de Cervantes

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