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Fotorreator

A energia das algas

Projeto da UFPR usa microalgas para produzir biocombustível. Professor defende que plantas são mais rentáveis que a soja

O professor André Bellin Mariano coordena o núcleo que estuda energias autossustentáveis |
O professor André Bellin Mariano coordena o núcleo que estuda energias autossustentáveis
 
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Microalgas são a aposta do Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento de Energia Autossustentável (NPdeas) da UFPR para colocar no mercado um novo gerador de energia. Por enquanto, a ideia é fazer com que elas forneçam biocombustível suficiente para suprir a demanda de uma das construções da instituição, com tamanho equivalente a um prédio com seis apartamentos.

Confira o processo de produção de biocombustível com base em microalgas

O combustível vem do óleo produzido pelas algas durante o processo da fotossíntese. Para que o material seja coletado, é preciso que as plantas estejam concentradas em um mesmo local. É aí que entram os pesquisadores da Federal. Eles criaram um fotorreator que potencializa o processo e acelera a reprodução delas. Dessa forma, é possível produzir 15 litros de óleo por dia, usando um espaço de apenas 10 metros quadrados.

Segundo o professor e gerente do projeto, André Bellin Mariano, as vantagens da produção de combustível a partir de algas é que elas são mais rentáveis que a soja – a maior fonte desse tipo de energia hoje. “O processo ainda é caro se comparado à produção de soja, mas as algas têm outras aplicações, como produção de pigmentos e medicamentos que também dão lucro”, diz.

Equipe

Para dar conta de uma pesquisa desse porte, a universidade investe recurso público e dispõe de patrocínio de empresas privadas interessadas no desenvolvimento de novas tecnologias. Além disso, o projeto tem uma equipe formada por profissionais de diferentes áreas, como Biologia, Química, Engenharia de Bioprocessos e Biotecnologia e Engenharia Mecânica. São dez professores e mais de 30 alunos, entre graduandos, técnicos, mestrandos e doutorandos.

Cada integrante é responsável por uma parte do processo. “A produção de biocombustível é complexa. Temos assunto [de pesquisa] para os próximos 50 anos”, diz Mariano. Por isso, o NPdeas é uma boa oportunidade para quem se interessa pela área e pretende atuar em empresas que investem em fontes alternativas de energia.

Um dos envolvidos é Bruno Miyawaki, 27 anos, graduado em Biotecnologia e mestre em Engenharia dos Materiais. Além de investigar a produção de óleo, ele estuda outras aplicações das algas na preservação ambiental, como o tratamento de resíduos de suínos. “Gosto muito dessa área. Meus planos agora são fazer o doutorado e continuar com a pesquisa”, comenta.

Pioneirismo

A UFPR é uma das pioneiras do Brasil em pesquisas com microalgas para a produção de biocombustível. Outras instituições também pesquisam o assunto. A Petrobrás, por exemplo, inaugurou em 2012 uma planta piloto na cidade de Extremoz (RN), fruto de estudos que começaram em 2006.

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