
Duas sedes da faculdade Alvorada/Uniandrade em Maringá, Noroeste do estado, foram despejadas na noite de segunda-feira (13). As portas foram fechadas e aproximadamente 800 alunos ficaram sem aulas. A maior parte dos estudantes não foi avisada sobre o fechamento e foi pega de surpresa ao chegar para as aulas.
Segundo reportagem do telejornal Bom Dia Paraná, há um ano e meio a diretoria da faculdade deixou de pagar o aluguel de um dos prédios. A dívida passa dos 400 mil reais. O dono do terreno entrou na Justiça e oficiais cumpriram a ordem de despejo.
O diretor da faculdade, Cláudio Britto, afirmou que a instituição já recorreu da decisão e que até o final da semana as aulas devem voltar ao normal. "No nosso entendimento, está errado o que está sendo feito. Nós não seríamos tão inconseqüentes de estar sabendo de uma situação dessas e deixar isso acontecer, se nós não tivéssemos, no nosso entendimento, razão", afirmou o diretor.
No meio da tarde desta terça-feira a faculdade conseguiu na Justiça a reintegração de posse e os funcionários começaram a organizar o local. Mas, o trabalho era muito.
Na noite de segunda-feira (13), houve confusão entre os estudantes e o diretor da instituição. Os alunos reclamam da falta de aulas e do atraso do pagamento de salários dos professores. De acordo com a assessoria de imprensa da Uniandrade, a faculdade Alvorada usa apenas o nome fantasia da marca Uniandrade e não haveria mais nenhum vínculo entre as duas faculdades.
Há dois anos, a Uniandrade mantinha uma unidade em Maringá, que foi vendida para Cláudio Britto, o responsável pelo centro de educação. No entanto, por direito adquirido, a marca da Uniandrade vai permanecer por mais dois anos na faculdade Alvorada. Somente quando o último aluno, que se matriculou ainda quando era Uniandrade, se formar, o nome passará a ser somente faculdade Alvorada.



