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Supremo

Denunciado por racismo, Bolsonaro diz que PGR tem viés político

Em nota divulgada neste sábado (14), presidenciável diz que procuradora-geral, Raquel Dodge, perde tempo e recursos do contribuinte contra ele

  • Brasília
  • Evandro Éboli
 | Marcelo Andrade/Gazeta do Povo
Marcelo Andrade/Gazeta do Povo
 
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O deputado federal e presidenciável Jair Bolsonaro (PSL-RJ) fez um duro ataque à procuradora-geral da República, Raquel Dodge, em nota divulgada por sua assessoria na manhã deste sábado (14). Contrariado com a denúncia oferecida por Dodge contra ele, o acusando de racismo ao Supremo Tribunal Federal (STF), Bolsonaro afirmou que “a PGR se presta a papel de viés político, não condizente com a sua função constitucional”.

A procuradora-geral apresentou ao STF, na quinta-feira (12), uma denúncia contra o deputado por racismo praticado contra quilombolas, indígenas, refugiados, mulheres e LGBTs. O filho do deputado, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), também foi denunciado, por ameaçar uma jornalista. De acordo com a denúncia, em uma palestra no Clube Hebraica do Rio de Janeiro, em abril do ano passado, Bolsonaro pai, em pouco mais de uma hora de discurso, “usou expressões de cunho discriminatório, incitando o ódio e atingindo diretamente vários grupos sociais”.

“A PGR se presta a papel de viés político, não condizente com sua função constitucional. Em vez de agir na defesa dos interesses da Nação, perde tempo e recursos do contribuinte para apurar supostos crimes, que, de antemão, sabe não terem ocorrido” , diz a nota da assessoria de Bolsonaro.

Leia também: Bolsonaro viaja em campanha presidencial com dinheiro da Câmara. Pode isso, Arnaldo?

“É lamentável assistir a ataques infundados, cujo objetivo precípuo é o de gerar notícias sensacionalistas, a fim de denegrir a imagem daquele que é, de fato, o maior fenômeno político do Brasil nos últimos anos, pela sua seriedade, honestidade e patriotismo.” Para o presidenciável, a procuradora atua a favor de “grupos mal-intencionados” e que fazem uso do discusro do politicamente correto para “mascarar sectarismo e vitimismo”.

O parlamentar diz ainda que suas afirmações no Clube Hebraica foi defender que “todos devem trabalhar para seu próprio sustento, inclusive quilombolas e indígenas, ao invés de serem sustentados pelo Estado”.

Ação penal

Raquel Dodge classificou a declaração de Bolsonaro, feita ano passado no Clube Hebraica, no Rio, como “severamente reprovável” e pede que ele pague R$ 400 mil de indenização. Se condenado, pode pegar ainda de 1 a 3 anos de cadeia. Se a denúncia fora aceita pelo STF, esta será a terceira ação penal contra o deputado naquele tribunal.

Aliados do pré-candidato saíram em sua defesa. O presidente nacional em exercício do Partido Social Liberal (PSL), o advogado Gustavo Bebbiano, criticou Raquel Dodge em vídeo divulgado pela assessoria de Bolsonaro. Bebbiano afirmou ainda que há um “desespero” do sistema contra a possibilidade da eleição do capitão da reserva.

“Sob o ponto de vista político é muito curioso perceber a PGR (procuradora-geral da República, Raquel Dodge) se prestando a esse papel. É muito curioso assistir ao desespero do sistema brasileiro. O desespero frente à possibilidade de se ter um presidente sério e honesto e que vai combater a corrupção de frente. Somos todos Bolsonaro e estamos aqui pelo nosso capitão”, disse Bebbiano.

O advogado atua campanha como um coordenador da campanha. Está sempre ao lado de Bolsonaro em suas andanças pelo país e atua nos bastidores. Bebbiano afirmou ainda que será fácil comprovar a inocência do presidenciável. “Racista, ele (Bolsonaro) não é nem nunca foi. Será muito fácil de se provar isso em qualquer processo” - afirmou.

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