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Segurança

Ação inspirou as UPPs do Rio de Janeiro

 
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O agravamento da violência em Bogotá nos anos 90 teve relação direta com a explosão demográfica da cidade. A ação violenta de guerrilheiros e paramilitares no interior da Colômbia fez milhares de camponeses abandonarem suas terras – por medo ou pela força – e mudarem para a capital. Bogotá não estava preparada para isso. O inchaço populacional criou bolsões de pobreza, um ambiente fértil para a violência e o estabelecimento de grupos criminosos.

Uma das principais ações do Plano de Segurança Cidadã foi intervir nessas áreas. Essa estratégia serviu de modelo para a implantação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) no Rio de Janeiro. “Antes a polícia entrava, atirava e saia. Isso não serve. Tinha sempre outros traficantes para ocupar o lugar daqueles que foram mortos. Era preciso entrar, controlar o território, garantir a segurança e depois trazer as instituições de desenvolvimento social”, explica o ex-secretário de Se­­gurança de Bogotá, Hugo Acero Velásquez.

No início, a prefeitura identificou 16 áreas violentas controladas por gangues e traficantes. “A intervenção era planejada por meses. A polícia fazia todo um trabalho de inteligência, identificando quais criminosos agiam na área. Ao mesmo tempo, mandávamos equipes para fazer um diagnóstico dos problemas locais. Visitávamos escolas, postos de saúde, áreas de lazer, quando havia. Em dois meses sabíamos quais eram as maiores carências e elaborávamos um plano para atender as necessidades”, explica.

“Feito isso planejávamos a entrada com o suporte do Ministério Público, da polícia e, se era muito perigoso, do Exército. Depois de dominada a área, cada um na prefeitura já sabia o que fazer. Em seis, sete meses, tínhamos segurança e desenvolvimento para aquela área.” Cada local ganhou um módulo permanente da polícia, cujo objetivo foi agilizar o atendimento à população e atuar como mediador de conflitos. (SLD)

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