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Quatro sugestões para matar o tédio no ônibus

Percursos longos e repetição não são desculpa. É possível fazer do irremediável uma experiência urbana prazerosa

  • Thomas Rieger
Três sugestões sendo colocadas em prática simultaneamente. Funcionam mesmo |
Três sugestões sendo colocadas em prática simultaneamente. Funcionam mesmo
 
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De acordo com dados da Urbs, empresa que gerencia o sistema de transporte coletivo em Curitiba e Região Metropolitana, quase 2,3 milhões de passageiros utilizam, diariamente, pelo menos uma das 355 linhas de ônibus disponíveis. Cada uma dessas pessoas precisa enfrentar, em diferentes graus, um sentimento que acomete muito mais gente que apenas estudantes sentados nas carteiras de suas salas de aula: o tédio.

Afinal, há quem precise cruzar a cidade de ponta a ponta, o que consome bastante tempo – ainda mais com agravantes como a chuva e os congestionamentos. Para contribuir na luta contra o interminável fastio, apresentamos, aqui, quatro sugestões coletadas a partir da observação e conversa com passageiros.

1)Olhe para fora

A experiência de viajar de ônibus pode ser transformada numa jornada contemplativa. É uma maneira de conhecer a cidade e reparar em detalhes que nem sempre são vistos quando andamos a pé ou de carro. “Eu gosto de olhar para fora, acho que dá para imaginar bastante coisa interessante”, conta a empregada doméstica Eva Gonçalves de Mello. Faça como ela e imagine.

2)Atualize-se

Com toda essa conversa de mundo corrido e sem tempo para nada, acabamos deixando coisas importantes de lado, como a leitura. As horas que passamos sentados no banco do ônibus podem ser mais bem aproveitadas na companhia de material de leitura, independentemente de qual seja. Pode ser um jornal, revista, livro, Bíblia ou até mensagens de texto do seu celular – como faz a dentista Débora Ramalho, que aproveita para “se informar e deixar tudo em dia”.

3)Interaja

É bom deixar essa tal “curitibanice” de lado e interagir com os passageiros. De acordo com as sábias palavras do serralheiro Jaidson Honorato, “não custa nada conversar com as outras pessoas. Amizade a mais é sempre é bom”. Os assuntos são livres, podendo variar entre coisas simples como as condições meteorológicas do dia – o que seria da interação social casual sem um bom papo de elevador? – e verdadeiros desabafos, como os presenciados por Verci da Silva, proprietário de uma empresa de segurança. “Pessoas que eu nem conheço vêm conversar comigo sobre os problemas delas. São coisas sérias, envolvendo álcool e questões da família. Eu respondo, né? Acho que tem gente que precisa tirar esses pesos das costas”, comenta.

4)Relaxe

Você pode fazer uma viagem para dentro de si enquanto espera a chegada do seu destino, o que pode ser feito de diversas maneiras. Há quem durma, quem olhe para o nada, quem mergulhe nas músicas. O importante é “entrar em alfa”, meditar e sossegar. A Eva, por exemplo, é adepta da soneca. “Acordo às 5 horas para ir trabalhar e, às vezes, bate um cansaço. Daí acabo dormindo um pouquinho no ônibus”, revela. Só tome cuidado para não perder o ponto.

Boa viagem.

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