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DIÁRIO DE BORDO

Tubos que teletransportam

Nas imediações das estações de acrílico, marca registrada de Curitiba, é possível encontrar gente que vive a cidade nas mais diversas direções e dimensões

  • Luciana Grande
“Janis”, artesã que trabalha próxima à estação tubo do Shopping Estação:  “Trafico arte” |
“Janis”, artesã que trabalha próxima à estação tubo do Shopping Estação: “Trafico arte”
 
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Um tubo em forma de aquário, que se projeta em tom de azul cristalino num desenho quase futurista, revela uma cidade que espera para ser consumida. É tubo que transporta, como em filmes de ficção científica, até novos mundos a serem explorados.

Da Estação tubo Eufrásio Correia, próximo ao Shopping Estação, pode-se ver um pequeno universo autônomo. Os artesãos fazem dali seu espaço de criação, trabalho e partilha.

Nair Cardoso, “Janis”, para os amigos, cria e expõe ao lado do tubo. Os seus 50 anos de idade e 36 como artesã lhe renderam o título de “mãe” para muitos dos que passam pelo local. Mulher de opiniões fortes, criou os filhos com o trabalho artesanal. Está em Curitiba há cinco anos, mas já viajou por todos os países da fronteira, mantendo-se com a arte que produz.

Embora o preconceito seja motivo de tristeza, é convicta em afirmar que não mudaria seu estilo de vida. “As pessoas são tão inconscientes que, às vezes, vem pedir droga, como se eu fosse traficante. Eu trafico arte, é isso que eu faço. Mas não trocaria a vida que levo, jamais. Essa é minha história”.

Num “ponto” à frente, o tubo Estação Central, no sentido Santa Cândida, o comércio da Rua XV convida a consumir. A arquitetura dos prédios modernos contrasta com o desenho neoclássico do Prédio Histórico da Universidade Federal do Paraná. Um belo cenário para fotografias, vídeos e até filmes.

Em seguida vem a estação Passeio Público. A sensação de teletransporte é ainda mais completa. O canto das aves exóticas, as pontes em forma de arco – como nos contos de fadas –, os balões de gás coloridos amarrados ao carrinho de pipoca... Por essas e outras, atrai pessoas de distintas personalidades e idades, como Vinícius Rodrigues e seu grupo de amigos, residentes em Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba.

O Passeio Público, para eles, é um local “sossegado”. Quem sugeriu a visita ao parque foi Vinicius, de 15 anos, que sempre vai até ali com a família. O grupo, que costuma iniciar e encerrar o passeio no shopping, naquele dia optou por aproveitar o pedacinho de natureza encantada no Centro de Curitiba.

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