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Motoristas e cobradoras, mulheres dão exemplo contra a discriminação

Minoria em um ambiente predominantemente masculino, funcionárias de empresas de transporte desempenham sua função com excelência

  • Especial para o GPBC
Carina é motorista há 13 anos numa profissão predominada por homens e não se sente discriminada. | Giuliano Gomes
Carina é motorista há 13 anos numa profissão predominada por homens e não se sente discriminada. Giuliano Gomes
 
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Antes mesmo de o sol raiar, Carina Rezende Barbosa, de 37 anos, já está a postos. Com uma rotina bastante atribulada, Carina levanta às 3 horas da madrugada, arruma a casa e sai para o trabalho. Ela é uma das poucas mulheres a ocupar um setor predominantemente masculino, o de motorista de transporte coletivo.

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Carina tomou gosto pelo volante aos 16 anos. Filha de caminhoneiro, largou os estudos para enfrentar a estrada com o pai. “Hoje, esteja ele onde estiver, deve estar orgulhoso de mim”, avalia. Quando o pai morreu, ela assumiu o volante e foi trabalhar em transportadora. “A empresa prestava serviço para a atual empresa em que trabalho. Quando fui demitida, eles me contrataram”, relata. Ela trabalha na Viação Leblon/Nobel desde 2004.

“Fui a primeira motorista mulher da empresa”, afirma. Hoje ela tem a companhia de mais duas colegas. Carina faz parte de 2,24% do total de mulheres que dirigem ônibus no transporte coletivo da Região Metropolitana de Curitiba (RMC). “Algumas pessoas ainda estranham quando sobem no carro, mas nunca fui discriminada”, garante. “Dirigir um ônibus é diferente de dirigir um caminhão. Aqui transportamos vidas cheias de planos”, lembra.

Carina é casada com um funcionário da empresa e é mãe de um casal de filhos. Além de ser motorista ela também é mentora na empresa. Quando um motorista entra no trabalho, é ela quem acompanha o novo funcionário nos três primeiros dias de trabalho. “Ela é um exemplo para nós”, garante a cobradora Daniela Cristina Biscaia, a Dani, de 35 anos.

Dani já foi balconista em lanchonete, entre outras profissões. Há três anos fez o curso de cobradora. “Mas já estou de olho em subir de cargo, quero ser motorista. Já estou fazendo o curso”, afirma. Assim como Dani, 41,86% dos cobradores são mulheres, setor em que os sexos estão praticamente equiparados. “Também nunca sofri nenhum tipo de discriminação”, assegura. “Cada passageiro é um cliente e deve ser tratado com todo o respeito”, diz.

Dani afirma que a empresa preza o respeito para com a mulher. “Aqui somos uma família. Tem muita gente casada que trabalha junto”, relata. Ela também cumpre uma rotina que inclui pegar no serviço de madrugada e cuidar da casa e do casal de filhos. “A maioria das mulheres faz dupla jornada de trabalho”, lembra.

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