Quarta-feira, 30/05/2012
Tudo no Ironman Brasil é grandioso: as longas distâncias da prova, o tempo de preparo dos atletas e o sofrimento na preparação e na disputa
Henry Milléo/ Gazeta do Povo
O analista de sistemas José Wanderlei Lozano estreará em IronmanPode até não ser a mais longa, mas certamente é a mais famosa prova de triathlon endurance do Brasil. O Ironman chega amanhã à sua 12.ª edição desafiando os triatletas a passarem até 30 horas seguidas em atividade física.
Os números do evento impressionam: a competição começa com 3,8 km de natação em mar aberto para os 2 mil atletas inscritos. Então, serão 180 km de ciclismo para alcançar a última etapa: os 42 km (o equivalente a uma maratona) de corrida. Tudo ininterruptamente, em um único dia.
O que refresca é a geografia do local da disputa: as belas paisagens e o percurso terrestre predominantemente plano da praia de Jurerê Internacional, em Florianópolis (SC).
A competição premia o campeão com 15 mil dólares (R$ 31 mil). O principal atrativo do Ironman Brasil é a possibilidade de os atletas amadores se classificarem para a edição havaiana do Ironman nas categorias por idade.
Mas, simplesmente entrar para a seleta lista de “Homens de Ferro” já basta para fazer atletas amadores treinarem ano (s) a fio com o objetivo de largar (e completar) a prova.
“O mais difícil é conseguir chegar preparado para a prova”, afirma o médico da Federação Paranaense de Triathlon, Luis Antonio de Ridder Bauer. Isso porque o aumento considerável do volume de treinos semanais (em média, diários, de quatro a seis horas, com os longões nos fins de semana) é essencial.
O corpo exige condicionamento em longo prazo para a prova: os participantes devem ter bagagem em distâncias menores, como o triatlo olímpico (1,5 km de natação, 40 km de bicicleta, 10 km de corrida). Alimentação regrada, suplementação e descanso também têm de virar rotina.
Tudo isso não elimina o risco de lesões e queda de resistência imunológica do corpo. Sem falar que manter a motivação para participar da competição comumente leva os triatletas à obsessão. “Há muitos casos de lesões como a periostite [inflamação da membrana externa dos ossos], também chamada de canelite”, diz o médico.
Ao final da disputa – que pode levar entre oito horas (para o pelotão de elite) a quase um dia inteiro para os meros mortais – o quadro dos atletas é de grande fadiga, hipoglicemia e de quase transe mental para conseguir manter-se na prova.
O analista de sistemas José Wanderlei Lozano, 33 anos, tenta amanhã o seu primeiro Ironman e conta outra situação comum aos supertriatletas: a mudança do comportamento social nos meses pré-prova. “Os amigos estranham. A família sente falta. Como treino muito, ao final do dia, quero descansar. Deixei de sair à noite, exceto em casos especiais, como aniversários de amigos, que só dou uma passada. Minha família mora em Londrina e não os visito desde que comecei a treinar só para o Iron, em janeiro”, conta.
O brasileiro a ser batido
Guilherme Manocchio, curitibano, 2.º lugar do Ironman Brasil 2011, melhor resultado de um brasileiro na prova.
Como você se preparou para o IM deste domingo?
Treinei bem mais que no ano passado, disputei um Ironman na África em que cheguei em décimo lugar. O problema é que voltei um pouco doente, acho que caiu minha resistência imunológica. Procurei me recuperar nessas últimas semanas.
A elite masculina deste ano tem 35 atletas, de oito países. Os argentinos Eduardo Sturla (tetracampeão da prova) e Oscar Galindez (tricampeão) são seus maiores adversários?
Além deles, a Argentina também tem o Ezequiel Moralez (terceiro colocado em 2011). São bons, treinaram bem e virão bem, como no ano passado. No Brasil, o Santiago Ascenço está meio quietinho, mas soube dos treinos dele, e está melhor que no ano passado e virá forte.
Este ano você chega ao Ironman com status de brasileiro a ser batido. Isso ajuda ou atrapalha?
Ser o favorito é bom, quer dizer que construí um bom histórico, porém, tenho de me esforçar para repetir ou melhorar o desempenho.

Junho
3 – 10ª Corrida do Artilheiro, em Curitiba – corridas de 5 km e 10 km (inscrições até 28/5. informações pelo site www.assessocor.com.br).
3 – 9ª Etapa do Circuito Sesc Caminhada e Corrida, em Mal. Rondon – corrida de 10 km (inscrições até 30/5. Informações pelo site www.sescpr.com.br).
3 – 2ª etapa do Campeonato Infantil de Corridas SMELJ – corrida para jovens de 10 a 17 anos (inscrições até 27/5. Informações pelo site www.curitiba.pr.gov.br).
10 – Corrida do Cristo, no Rio de Janeiro – corrida de 16 km (inscrições até 1/6. Informações pelo site www.corridadocristo.com.br).
17 – 2ª Etapa do Campeonato Adulto da SMELJ, em Curitiba – corrida de 10 km (inscrições até 13/6. Informações pelo site www.curitiba.pr.gov.br).
17 – Meia-Maratona de Florianópolis, SC – corrida de 21 km (inscrições até 13/6. Informações pelo site www.meiadefloripa.com.br).
17 – Maratona de São Paulo – corridas de 42, 25 e 10 km (inscrições até 10/6. Informações pelo site www.maratonadesaopaulo.com.br).
23 – 9º Desafrio Urubici (SC) – corrida de 52 km (inscrições e informações pelo site www.ecofloripa.com.br).
24 – Meia-Maratona de Curitiba – corrida de 21 km (inscrições até 17/6. Informações no site www.assessocor.com.br).
Julho
8 – Maratona do Rio de Janeiro – corridas de 42 e 21 km (informações e inscrições pelo site www.maratonadorio.com.br).
Símbolo do país e do Rio de Janeiro e uma das sete maravilhas do mundo moderno, o Cristo Redentor será o destino de uma prova inédita: a primeira edição da Corrida do Cristo, no próximo dia 10 de junho, às 8 horas. A prova foi idealizada pelo campeão mundial de voo livre Luiz Niemeyer, que se juntou ao medalhista olímpico Robson Caetano, um dos maiores nomes do atletismo no Brasil. O percurso será de 16 km. O ponto de partida será no Alto da Boa Vista, seguindo pelo Parque Nacional da Tijuca, com chegada aos pés do Cristo Redentor. O evento faz parte das comemorações da Arquidiocese do Rio de Janeiro pelo feriado de Corpus Christi.
Neste sábado, o repórter João Carlos Olímpio Fadino contou um pouco da história de atletas que abrem mão da própria glória para deixar outros atletas brilharem, ao relatar a história dos guias de corrida.
Hoje, o Fôlego recebeu o relato do atleta Guilherme Santana, que acompanha a atleta Terezinha Guilhermina, recordista mundial dos 100 m e 200 m rasos.
Para tanto, ele precisa correr mais do que ela, para que o guia seja um apoio, não um fardo. O que quer dizer que ele consegue correr 100 m por volta de 11s (o recorde mundial, de Usain Bolt é 9,58s).
O interessante é que, mesmo no relato, ele prefere falar da Terezinha. Abrir mão de um talento para promover o talento do outro, isso sim (na opinião desta repórter) é superação. Confiram:
“Iniciei com a Terezinha Guilhermina em agosto de 2010 em uma competição em São Paulo, Circuito Loterias Caixa.
Eu nem imaginaria como era guiar alguém e muito menos o tamanho e responsabilidade que estava em minhas mãos.
Conheci a Terezinha na minha cidade Maringá, onde eu treinava e ela me convidou para guiá-la na prova de 400 m porque seu antigo guia, Elton, meu amigo, passou em um concurso público. Gostei da ideia porque seria em outra cidade e, como gosto de viajar, aceitei.
Ela gostou do meu jeito de guiar, diferente de outros guias, que falam durante a prova. Eu apenas oriento quando está iniciando a curva, reta e a chegada para que ela incline o tronco. O meu vicio de corrida favoreceu a corrida dela; cada vez que competíamos juntos, melhorávamos os tempos.
Chegando a competição que mais importava pra ela, o Mundial na Nova Zelândia (janeiro de 2011), ela conseguiu quebrar o recorde dos 200m, que durava 10 anos, deoutra brasileira, a Adria dos Santos, e o recorde mundial da prova de 100m rasos. A Terezinha ficou com 4 medalhas de ouro e foi a melhor atleta do Mundial.
Fiquei muito feliz em participar dessa façanha e procurei motivá-la para as próximas competições. Em maio de 2011, ela quebrou de novo o recorde mundial nos 100 m, com a marca de 12s04. Foi uma alegria e emoção que não tem preço.
Participamos em Guadalajara dos Jogos Parapanamericanos e conseguimos 3 medalhas de ouro. A melhor atleta no atletismo brasileiro e foi eleita a atleta representante das Américas por votos populares feita durante os Jogos.
O mais glorioso: ela foi a PRIMEIRA mulher brasileira a ser indicada para o premio Laureus, considerado o Oscar do esporte, que foi no mês de fevereiro.
A preparaçãoOs treinos são feitos em 2 períodos, manhã e tarde, musculação, pista e pilates. Temos uma equipe de trabalho excelente contando com o técnico, psicóloga, nutricionista, fisiologista e massagista.
Terezinha me auxilia muito, eu estou do lado dela e gosto do que eu faço. Não me considero apenas um guia, mas um amigo, para ajudar no que ela precisar. Nossa relação é de amizade, estamos sempre interagindo como algumas músicas, piadas, filmes e brincamos um com outro para que o treino seja animado. Treino de alto rendimento não é tão gostoso, mas necessário. E para que isso não fique chato fazemos isso
Agora estamos lutando sempre nos treinos para conseguir melhorar a cada dia nossa performance e fazer que a Paralimpíadas de Londres seja a mais lembrada da história.
Auxiliando a Terezinha eu me realizo como atleta. Sua felicidade já me dá ânimo de sempre esta proporcionando mais vitorias e buscamos outros desafios a serem batidos.
A prova de atletismo deixou de ser individual para ser coletiva isso é sensacional."
Alexandre Mota-Exemplus/CPB
A recordista mundial Terezinha Guilhermina acompanhada de seu guia, Guilherme Santana.Competidores com deficiência física precisam de auxílio para a prática de seus esportes. Missão para os “superguias”
Aniele Nascimento/ Gazeta do Povo
O guia nunca pode estar à frente ou ficar para trás do atletaCompetir como qualquer outro. Esforço e dedicação em busca da vitória, mas não para si. Assim é a rotina dos atletas-guias.
Nas provas de atletismo, eles são os olhos dos competidores com cegueira total. A preparação para as provas é sempre em conjunto, pois o paratleta tem de confiar totalmente em seu guia. “O entrosamento entre guia e paratleta deve ser absoluto”, afirma o medalhista do Parapanamericano da Venezuela, em 1985, Mario Sérgio Fontes. Dentre os guias que o auxiliaram está o campeão Robson Caetano.
O paratleta explica que o guia deve ter até 20% a mais de preparo físico do que o deficiente, para que, quando este estiver em seu desempenho máximo, o guia não precise chegar ao limite também. “O guia é aquele que se adapta ao atleta que ele está guiando; ele nunca pode estar à frente ou ficar para trás. E, nas curvas, ele tem de ter muita noção de espaço”, afirma Fontes. Ele é deficiente visual 100% e hoje dirige um projeto de formação de jovens paratletas, o Clube Escolar Paralímpico Rio 2016.
Deve ficar claro para o guia que a competição é do deficiente, como explica a atleta-guia Iolanda Michele Cezar. “Obviamente que é complicado colocar-se na situação, todos tem espírito de competidor, mas o que importa na prova é o deficiente” conta.Normalmente o atleta guia recebe a medalha de participação (não recebe o troféu), mas certamente a maior vitória do guia é a superação diária.
O local para os treinos deve ser seguro para os atletas; não deve oferecer riscos com buracos ou movimento constante de carros. “Essa é a maior dificuldade no treinamento dos deficientes visuais”, lamenta Iolanda. O ideal é mesmo a pista de atletismo.
Já a rotina de treinos é igual à de outros atletas: aquecimento de músculos e articulações, alongamento – a parte principal –, e o relaxamento. O guia deve estar atento a qualquer obstáculo que possa atrapalhar ou contundir o paratleta, informando-o por cinestesia (através do toque). Nas competições, se usa a corda guia.
A relação entre o guia e o paratleta deve sempre ser de muito respeito e paciência. O guia deve expressar as informações através do contato cinestésico e da fala com clareza (sem a necessidade de gritar ou falar lentamente, a menos que o paratleta também tenha deficiência auditiva). Iolanda revela que é preciso respeitar os limites do deficiente, mas também trabalhar para estendê-los. “Meu deficiente visual corre muito mais forte do que eu, e sempre chega ao treino uma hora antes. Ele é 100% cego e 1.000% capaz”, orgulha-se.
A atleta guia Tamy Rezende desde 2011 na Maratona Caixa de Curitiba 2011. “Foram 42.195 km de muito aprendizado e reorganização da minha escala de valores. Compartilhamos em cada quilômetro nossas conquistas e superações”, conta.
Ela lamenta a falta de ações de incentivo à inclusão dos deficientes. Contudo, por meio da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer da Prefeitura de Curitiba (SMELJ), ela pôde concretizar a primeira etapa de seu projeto: correr a Maratona de Curitiba como atleta-guia. A segunda está por vir: preparar atletas-guias para promover a inclusão social de portadores de deficiência visual por meio do esporte.
Natação
Tappers: uma extensão do atleta fora da água
Jonathan Campos/ Gazeta do Povo
Os tappers avisam os nadadores da proximidade do término da provaA natação é outra modalidade paralímpica importante. Competem atletas com todos os tipos de deficiência física. Os nadadores com deficiência visual recebem um aviso do tapper, uma pessoa que por meio de um bastão (com o mesmo nome), avisa quando eles estão se aproximando das bordas. Rui Menslin é técnico de natação há 12 anos e tapper de nadadores com 100% de cegueira. “Não é só tocar o atleta, deve-se ter noção de tempo e espaço. Ele [o tapper] tem de saber que o nadador pode dar uma ou duas braçadas a mais. Então, se não tocar no momento certo, o paratleta pode fraturar o braço, a mão ou a cabeça. O tapper é uma extensão do atleta” esclarece. Em competições internacionais, é obrigatório que haja dois tappers.
Colaborou: João Carlos Olímpio Fadino
Maio
20 – Duathlon Bosque da Uva, em Colombo – 3 km de corrida, 20 km de ciclismo e 3 km de corrida (inscrições até hoje. Informações pelo site www.triativaeventos.com.br).
27 – IronMan Brasil, em Florianópolis. Triatlo de longa distância (inscrições encerradas).
27 – Circuito de Corrida pela Paz. Regional Portão – corrida de 10 km (informações pelo site www.curitiba.pr.gov.br).
Junho
3 – 2ª etapa do Campeonato Infantil de Corridas SMELJ – corrida para jovens de 10 a 17 anos (inscrições até 27/5. Informações pelo site www.curitiba.pr.gov.br).
17 – 2ª Etapa do Campeonato Adulto da SMELJ, em Curitiba – corrida de 10 km (inscrições até 13/6. Informações pelo site www.curitiba.pr.gov.br).
17 – Meia-maratona de Florianópolis, SC – corrida de 21 km (inscrições até 13/6. Informações pelo site www.meiadefloripa.com.br).
O maratonista Frank Caldeira abriu espaço na sua agenda de treinamentos na preparação para a Olimpíada de Londres para prestigiar o Desafio da Paz. O evento é uma corrida de 5 km com percurso que inclui o caminho por onde traficantes fugiram durante a ocupação da polícia no Morro do Alemão (Rio de Janeiro), em 2010. O objetivo principal da corrida é promover a integração da favela com o restante da cidade. Além de Caldeira, o saltador paranaense Jadel Gregório participará do evento. A prova será no dia 27 de maio. Frank venceu a primeira edição do Desafio da Paz, em 2011, mas afirma que, este ano, o foco é terminar bem a prova e priorizar o treinamento para Londres.
Uma das mais tradicionais meia-maratonas brasileiras será realizada amanhã, com a participação de 8 mil corredores. A Corrida da Ponte, com início no Caminho Niemeyer, em Niterói, tem 13 km do trajeto sobre a Ponte Rio-Niterói e chegada no Aterro do Flamengo. O tráfego para automóveis no sentido Rio estará bloqueado desde as 2 horas da madrugada de domingo e a liberação total do trecho será após as 14h.
O Ecomotion Pro, maior corrida de aventura das Américas, tem largada amanhã. Paranaenses na prova contam os meses de preparativos para encarar quase 600 km de trekking, moutain bike, canoagem e técnicas verticais
Ecomotion 2011
Em 2011, o Ecomotion Pro foi disputado na Costa do Descobrimento (BA). Este ano, o desafio será na Chapadas dos Veadeiros (GO)Sem parar. O Ecomotion Pro é uma prova de corrida de aventura que reúne 200 atletas em 37 equipes que terão de percorrer 585 quilômetros pela vegetação natural da Chapada dos Veadeiros, em Goiás. Serão dez dias em que trocarão o sono por competição em trilhas, estradas, cânions, rios, deslocando-se a pé, de bicicleta, pendurados em cordas e orientados por mapas.
A prova, disputada por quartetos, porém, começou, no papel, há cinco meses para os competidores. “O esporte leva ‘aventura’ no nome. Mas de aventura não tem nada. Temos de fazer de tudo para não cair no imprevisto, check list enorme para providenciar: comida, kits primeiros socorros, as bicicletas, equipamentos de segurança. Sem contar o longo tempo de preparo físico e experiência em outras provas para encarar o Ecomotion”, diz o bombeiro militar Gerson Luís Machado, 43 anos, estreante no evento.
Ele forma equipe com outra catarinense, Denise Macedo, 44 anos, e os paranaenses Jefferson José Ozogovski, 42, e Gerson Ernesto dos Santos, 42. Enquanto a primeira dupla treina em Florianópolis, a outra metade do time fez toda a preparação em Paranaguá. “Temos toda a estrutura de Mata Atlântica para fazer trekking”, diz Santos. Os treinos de caiaque são na baía da cidade portuária.
Há ainda os problemas burocráticos para passar dez dias longe do trabalho. O Gerson catarinense programou as férias para o mesmo período da prova; o paranaense, uma compensação de horas na rotina de oficial de justiça para viajar a Goiás. “Duas vezes não fui dispensado e tive de abrir mão do Ecomotion”, lembra.
Durante a prova, as equipes traçam diferentes estratégias para abrir vantagem sobre os concorrentes, que inclui noites em claro pedalando ou caminhando, com breves cochilos. Alimentação e equipamento têm de pesar o mínimo possível. Cansaço, esgotamento físico e psicológico são inevitáveis. “Mal dá para prestar atenção na paisagem. Tem de se manter o espírito de nunca desistir até chegar à linha final”, resume Santos. “Chega um ponto que só resta usar o instinto animal”, fala Machado.
As equipes de vários estados brasileiros e estrangeiras (vindas da Espanha, França, Uruguai, Argentina e Nova Zelândia) contam com times de apoio, que tentam oferecer um mínimo de conforto nos pontos permitidos pelos organizadores. “Até macarrão instantâneo aprendemos a preparar com o próprio calor do corpo”, conta a supervisora de mercado, Andrea Pasquini, 35 anos, que vai para seu segundo Ecomotion Pro. “É uma prova que exige muita logística e investimento”, conta.
Todo o equipamento de um atleta pode pesar até 120 quilos. “O investimento é de cerca de R$ 20 mil”, estima Andrea. “A gente meio que paga para sofrer. Mas sempre quer voltar”, conta Gerson Machado.
O desafio
Entenda como funciona a disputa do Ecomotion:
• As equipes são formadas por quartetos, com pelo menos uma mulher. “Somos poucas com preparo para provas desse porte. Isso faz com que sejamos bastante disputadas pelos times”, diz Andrea Pasquini.
• A Chapada dos Veadeiros é uma região de privilegiada diversidade natural, nascentes fundamentais para a formação do Rio Tocantins, trilhas, cânions, rios, córregos, riachos, montanhas, cavernas.
• O local de largada é mantido em sigilo e o mapa do percurso é divulgado horas antes da largada.
• O mountain bike será a modalidade com maior distância a ser percorrida pelos quartetos, com 321 km. Em seguida, o trekking (155 km), a canoagem (108 km) e técnicas verticais, como rapel (1 km), totalizando 585 km.
• A premiação para a equipe campeã é de 12 mil dólares (cerca de R$ 23,2 mil).
• Esta é a nona edição do Ecomotion Pro. Os brasileiros venceram três vezes. Times espanhóis, duas; um título foi para a Nova Zelândia e outro, para os Estados Unidos.
Maio
20 – Duathlon Bosque da Uva, em Colombo – 3 km de corrida, 20 km de ciclismo e 3 km de corrida (inscrições até 15/5. Informações pelo site www.triativaeventos.com.br).
20 – Corrida da Ponte, em Niterói (RJ). Corrida de 21 km – (informações pelo site www.corridadaponte.com.br).
27 – IronMan Brasil, em Florianópolis. Triatlo de longa distância (inscrições encerradas).
27 – Circuito de Corrida pela Paz. Regional Portão – corrida de 10 km (informações pelo site www.curitiba.pr.gov.br).
Junho
3 – 10ª Corrida do Artilheiro, em Curitiba – corridas de 5 km e 10 km (inscrições até 28/5. informações pelo site www.assessocor.com.br).
3 – 9ª Etapa do Circuito Sesc Caminhada e Corrida, em Mal. Rondon – corrida de 10 km (inscrições até 30/5. Informações pelo site www.sescpr.com.br).
3 – 2ª etapa do Campeonato Infantil de Corridas SMELJ – corrida para jovens de 10 a 17 anos (inscrições até 27/5. Informações pelo site www.curitiba.pr.gov.br).
17 – 2ª Etapa do Campeonato Adulto da SMELJ, em Curitiba – corrida de 10 (inscrições até 13/6. Infomações pelo site www.curitiba.pr.gov.br).
17 – Meia-Maratona de Florianópolis, SC – corrida de 21 km (inscrições até 13/6. Informações pelo site www.meiadefloripa.com.br).
24 – Meia-Maratona de Curitiba – corrida de 21 km (inscrições até 17/6. Informações pelo site www.assessocor.com.br).
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