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Aírton Cordeiro

Duas vezes tricampeão

Texto publicado na edição impressa de 14 de maio de 2012

Para assistir ao jogo decisivo do Campeonato Paranaense fiz uma opção inédita na vida de jornalista. Fiquei entre torcedores do Coritiba e Atlético, observando suas reações. Final de jogo e os pênaltis carregados de tensão, medo, otimismo e muita esperança.

Ganhou o Coritiba, mais competente, com mais sorte e sem ser perseguido pelo azar. Já no primeiro tiro livre, Alan Bahia por pouco deixa de marcar, graças à intervenção parcial de Vanderlei. Seguiu o baile em ritmo de gols, até o momento em que a grande esperança de gols do Atlético, Guerrón, chutou e Vanderlei defendeu com competência agrupada com as bênçãos que caíram do céu.

Os gols continuaram até a cobrança derradeira de Éverton Ribeiro. Caprichosamente, o chute forte tocou na parte interna da trave direita e beijou docemente a rede, como todos os bons filhos homenagearam suas mães no dia em que reverenciamos as mulheres que nos deram vida e nos criaram com profundo amor.

Coritiba tricampeão do Paraná pela segunda vez em sua gloriosa história.

Durante o jogo, mais nervosismo e pouca emoção. No segundo tempo a timidez do Rubro-Negro foi visível. A inclusão no jogo de Heracles, Alan Bahia e Ligüera não resultou em nada de positivo. O oposto aconteceu no time mais preparado para ser campeão. Lincoln, Djair e Éverton Costa, mais inspirados, levaram para dentro do campo o astral dos vencedores. Tudo de acordo com o figurino da rotina do futebol.

Nervos à flor da pele não é virtude. Ao contrário da tranquilidade, madrinha das decisões vitoriosas. No geral do campeonato, o Coritiba foi quem mais pontuou. Sempre dirigido com equilíbrio, respeitando os adversários e em nenhum instante zombando do valente rival, entrou no gramado molhado por novas lágrimas do sentimento humano, sofreu com a torcida e, depois do gol de Éverton Ribeiro, aliviou a aflição detonando a explosão de contentamento da grande e fiel torcida.

O tricampeão não foi beneficiado pela arbitragem e respondeu no cenário adequado a carta aberta que a diretoria do Atlético acolheu no site oficial do clube, instrumento usado para pôr em xeque a honradez e a capacidade do juiz, além de provocar acintosamente o adversário da decisão. A atitude da diretoria do Atlético comandada por MCP não se coaduna com a história cravejada de brilhantes do Clube Atlético Paranaense. Tricampeão pela segunda vez em sua história de maior conquistador de títulos estaduais, o Alviverde mostrou ao idolatrado público que respeito não se compra em prateleira de boteco. Respeito é ganho da educação familiar e da trajetória de vida.

O Coritiba agora precisa corporificar em campo a esperança de que é depositário de ser o único paranaense na Série A do Campeonato Brasileiro.

Parabéns aos campeões e vice-campeões, duas grandes histórias que se misturam para engrandecer o nosso querido Paraná, terra que a todos acolhe com grandeza e generosidade.

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