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Carneiro Neto

Bem-vindo Tcheco

Silenciosamente o futebol adquire nova feição, muito melhor de tudo o que conhecemos. Está havendo um processo de transformação na gerência do futebol, com o desgaste e o afastamento de antigas raposas e o aproveitamento de ex-jogadores, técnicos e pessoas formadas em cursos universitários para a missão de mudar a cara do espetáculo.

João Havelange e Ricardo Teixeira saíram de cena desmoralizados e Joseph Blatter trilha o mesmo caminho. Ao lado de centenas de outros cartolas, eles reinaram num meio composto de homens que gostam mais dos negócios proporcionados pelo futebol do que do jogo. Homens que ficaram ricos com o futebol, mas se tornaram cinzentos, opacos e furtivos.

No fundo essa gente é infeliz, pois cultiva uma rotina enfadonha de poder, passando mais tempo conversando entre si em recintos fechados, num círculo estreito igualmente pobre mentalmente, desconfiando uns dos outros, gastando todos seus momentos de vida defendendo-se de acusações reais ou imaginárias e apenas enriquecendo advogados astutos. Na política é igual, basta acompanhar as peripécias do notório Paulo Maluf.

O dinheiro lhes serve para alguns prazeres, mas que poderiam ser adquiridos com dinheiro do trabalho honesto em vez de acumular fortunas e nem sequer saber como gastá-las. O que essa gente tem a ver com a epopeia do futebol? O que tem a ver com vidas fantásticas como as de Di Stefano, Puskas, Pelé, Beckenbauer, Pla­­ti­­ni, Zidane, Zico, Romário, Ri­­valdo, Ronaldo ou mesmo jogadores sem o mesmo destaque, mas que se orgulham de terem mexido com as multidões? A paixão das plateias nos estádios do mundo não tem nada a ver com esses cartolas infelizes.

São estimulantes os novos tempos que se prenunciam com Michel Platini na presidência da Uefa e, provavelmente, logo, logo, no comando da Fifa ou Romário e Ronaldo se impondo como líderes e transformadores de mentalidades, métodos e concepções éticas no mundo esportivo. São personagens que se consagraram pelo próprio suor e pelo enorme talento que receberam de Deus, tornaram-se ricos e famosos, mas continuam vivendo o futebol porque amam e respeitam a própria história e, sobretudo, a paixão do torcedor.

Foi acertada a decisão da diretoria do Coritiba ao convidar Tcheco para funções administrativas no encerramento de sua brilhante carreira como jogador. O senhor Anderson Simas Luciano entra em campo aos 36 anos para oferecer sua contribuição como homem experiente, conhecedor profundo da matéria e líder natural. Mas continuará sendo carinhosamente chamado de Tcheco e certamente realizará trabalho de grande alcance dentro do clube que lhe abriu as portas.

Ontem, Ricardinho no Paraná; hoje, Tcheco no Coritiba e amanhã, Paulo Baier no Atlético. Parabéns a todos que amam verdadeiramente o futebol.

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