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Coquetel atleticano

 
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Foi servida durante a semana mais uma taça do coquetel atleticano de incoerência e falta de bom senso dos dirigentes na gestão do futebol profissional. Com doses de arrogância, inabilidade nas relações humanas e desconhecimento explícito das coisas do futebol, os dirigentes continuam ignorando o sentimento do torcedor e conduzindo o time a uma sucessão de maus resultados.

O que a diretoria passada fez com Geninho foi, no mínimo, um ato de profunda deselegância e desleal­dade com profissional identificado com a história recente do clube; o que a atual diretoria fez com Ricardo Drubscky está longe de dignificar uma administração. Com infindável série de más contratações de jogadores e a troca de 8 técnicos nos últimos 18 meses, não há time que resista a tanta falta de lógica e nem torcida que mereça tanto sofrimento.

Mas nem tudo está perdido, pois com alguns reforços de qualidade Jorginho pode remontar o time que conta com uma base razoável para a Série B: Weverton é bom goleiro; Manoel é um dos melhores zagueiros do país; Deivid e Zezinho são volantes eficientes; Paulo Baier dispensa comentários; Bruno Mineiro ajudou o Sport a subir com seus gols; e Ricardinho foi peça importante na ascensão da Ponte Preta. O que falta mesmo é nexo e comando no departamento de futebol.

Vinícius Coelho

Perdi um amigo e companheiro de quase 50 anos: Vinícius Coelho, mestre do jornalismo esportivo. Com texto enxuto e bem trabalhado, ele enriqueceu as páginas de diversos jornais com suas polêmicas colunas; foi comentarista de rádio e narrador de televisão com precisão nos relatos e também provocando polêmicas e discussões em torno do que dizia na paixão incontida pelo Coritiba e o Fluminense.

Nos cinco anos em que trabalhou no jornal O Globo, tornou-se uma espécie de embaixador da crônica esportiva paranaense no Rio. Através dele conheci alguns personagens ilustres na redação do jornal carioca, nos restaurantes ou principalmente na tribuna da imprensa do Maracanã. Entre tantos, o célebre cronista Nélson Rodrigues que, carinhosamente, o chamava de “Catarina”.

Trabalhamos em diversas emissoras de rádio, no extinto Diário do Paraná e na programação esportiva da TV-Paraná Canal 6, nos áureos tempos dos Diários e Emissoras Associados – a Rede Tupi – criação de Assis Chateaubriand, o Chatô. Escrevemos dois livros em parceria – Atletiba, a paixão das multidões e Evangelino, o campeoníssimo –, ambos com edições esgotadas.

Estávamos iniciando conversações para lançar uma segunda edição atualizada do Atletiba, publicado em 1994 como forma de incentivar o retorno da dupla à Primeira Divisão do futebol brasileiro. O cruel assassinato do filho Bruno matou uma parte de Vinícius Coelho, que passou os últimos anos atormentado pelo lamentável acontecimento.

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