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Equilíbrio na Vila

 
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Em partida bem disputada, o Coritiba conseguiu o empate na Vila Belmiro, tendo a chance da vitória não fosse um gol mal anulado no final. No panorama geral houve equilíbrio em campo, com o time paranaense mais compacto e o Santos rodando em torno de Neymar, implacavelmente marcado por William, mas ainda assim com atuação destacada.

Impressiona a força coletiva do Coxa ao ponto de ter marcado 10 gols com 9 artilheiros diferentes na competição. Entretanto, no plano individual os destaques de ontem foram o goleiro Vanderlei, com defesas portentosas que pararam o ataque santista, e o meia-atacante Éverton Ribeiro, habilidoso e muito participativo. Os demais estiveram em bom nível confirmando a positiva fase alviverde.

A defesa foi bastante exigida pelo estilo de jogo do Santos, com toques rápidos, tabelas e triangulações que procuram envolver o adversário. A saída de bola do Coritiba foi outro ponto positivo, evidenciando o entrosamento de todos que se preparam para decidir a Copa do Brasil com o Palmeiras, que ontem foi derrotado pelo time reserva do Corinthians.

Proposta clara

O trabalho que Ricardinho vem desenvolvendo no Paraná o recomenda na nova carreira dentro do futebol. Com uma proposta clara definida pela diretoria de fazer o time voltar à Série A estadual e, se possível, a nacional também, o novo técnico encarou o desafio, selecionou os jogadores e, pouco a pouco, vai mostrando o resultado do trabalho.

O interessante é que na medida em que o time começou a vencer e melhorar a posição desapareceram os problemas financeiros que há anos atormentam o clube. De algum lugar o dinheiro apareceu e, com os salários em dia, motivados conforme o planejamento estabelecido, os jogadores respondem em campo. Mas tudo gira em torno de objetivos claros e, sobretudo, de um comando firme.

A estreia de Lucio Flávio não poderia ter sido melhor: bom futebol e gol marcado.

Risco

O atual estágio do time do Atlético merece análise mais profunda, pois ultrapassou a fase de meras avaliações técnicas e táticas. Trata-se de risco com a equipe se distanciando do acesso e começando a desandar.

O plano geral não está funcionando por falta de comando no futebol e quem tem experiência na matéria sabe que certos padrões são imutáveis: não se deve inventar na constituição da comissão-técnica e muito menos trocá-la a torto e a direito; contratar apenas jogadores que resolvam o problema e não aqueles que são baratos, parecem negócios interessantes e não chegam a lugar nenhum.

Insistir no erro representa pecado mortal e o momento requer capacidade para que se reconstitua a ordem no combalido futebol atleticano. Reforços são necessidades urgentes, antes, porém, é preciso recuperar a alma de competidor que anda faltando a esse time com grandes deficiências.

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