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O desabafo de Marcelo

 
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Marcelo Oliveira desabafou como em nenhum outro momento no comando do Coritiba. Com a mesma firmeza exibida pelo seu time para chegar à final da Copa do Brasil, defendeu o trabalho de um ano e meio no clube, reclamou das críticas e da descrença de que era possível eliminar o São Paulo.

Chegar pela segunda vez seguida à decisão do torneio deve ajustar a avaliação da obra do mineiro no Alto da Glória. Até os dois duelos com o Tricolor paulista, Marcelo Oliveira estava marcado por não conseguir fazer o Coritiba dar o último passo em grandes competições. Foi a escalação malfada de Marcos Paulo contra o Vasco no ano passado. Foi a falta de ousadia e vibração no Atletiba que levaria o clube à Libertadores.

Estes dois sobressaltos acabaram contaminando a avaliação de Oliveira. Condenava-se o treinador por não dar o último passo sem levar em consideração que longa a caminhada até ali deveu-se muito a ele. Marcelo Oliveira tem tirado do Coritiba mais do que o elenco pode oferecer.

Ano passado, com um grupo bom, conseguiu uma histórica sequência de vitórias, um vice-campeonato nacional e brigar até o fim pela vaga na Libertadores. Na atual temporada, reconstruiu uma equipe em meio a apostas que não deram certo – Marcel não emplacou, o substituto de Léo Gago só apareceu depois do Estadual, Demerson não evoluiu a ponto de ser reposição confiável para Jéci. Ainda assim conquistou mais um título paranaense e, no mínimo, outro vice-campeonato nacional.

É uma situação semelhante à enfrentada por Celso Roth. Por anos o gaúcho foi motivo de chacota por montar times marcadores que arrancavam bem e perdiam fôlego ao longo da competição. Não se levava em conta que eram elencos limitados transformados em bons times por Roth. O Cruzeiro passa pelo mesmo processo. Mazembe à parte, vencer a Libertadores com o Inter ajustou o conceito geral que se tem de Roth. O mesmo deve acontecer com Marcelo Oliveira.

Não que os erros cometidos, comuns a qualquer trabalho, sejam varridos para debaixo do tapete. Mas os acertos são muito maiores. O saldo de Oliveira no Coritiba é muito positivo. Chegar a mais uma final da Copa do Brasil só reforça isso.

E conquistar o título fará, definitivamente, de Marcelo Oliveira um dos maiores treinadores que já passaram pelo Alto da Glória.

Estreia

Lúcio Flávio será a grande atração do Paraná contra o Joinville. Uma partida complicada, contra um adversário que tem melhor aproveitamento como visitante graças à forte marcação no meio-campo, que reduz os espaços do mandante a ponto de não deixá-lo jogar. Esta característica do JEC aumenta a importância de Lúcio. A visão de jogo e a capacidade do camisa 10 de encontrar espaços para servir os companheiros – combinadas à indispensável movimentação de Luisinho e Arthur – serão a chave para a vitória paranista.

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