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Maioria rubro-negra

16/10/2005 | 20:35 |

A Paraná Pesquisas foi às ruas da capital para fazer o maior levantamento já realizado sobre quais são as maiores torcidas de Curitiba. Os atleticanos aparecem em primeiro lugar, seguidos por coxas-brancas e tricolores, pela ordem. Resultado das conquistas dos últimos anos e do investimento em marketing.

Curitiba está mais vermelha e preta nos últimos anos. Na eterna discussão de quem tem a maior torcida no futebol paranaense, o Atlético abriu uma vantagem considerável sobre o rival Coritiba. A constatação – e o mais recente capítulo desta disputa acirrada de bastidores – é o resultado de um amplo levantamento realizado pela Paraná Pesquisas entre junho e setembro deste ano, a pedido da Gazeta do Povo. Nela, o Furacão aparece como líder de preferência na capital.

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Apoiado no fortalecimento de sua imagem no cenário nacional, o Furacão foi apontado como time do coração por 26,8% dos curitibanos. Os coxas-brancas formam a segunda maior torcida, com 19,6% de preferência. Já para o Paraná torcem 10% dos curitibanos.

A proliferação em maior número dos fanáticos rubro-negros se deve principalmente à inauguração da Arena, em 1999, ao título brasileiro de 2001 e às três presenças na Copa Libertadores (2000, 2002 e 2005, quando foi vice-campeão da América). Mas não foram só os resultados dentro de campo que fizeram o Rubro-Negro consolidar a maior torcida da capital. O trabalho no fortalecimento da imagem do clube também tem influência nesse processo.

Para o diretor de Marketing do Grupo Positivo, André Caldeira, um dos maiores especialistas locais no setor, o trabalho de marketing é fundamental para transformar os títulos e a boa fase em campo em reforço nas arquibancadas. No caso atleticano, é o que ele vê desde o fim dos anos 90. "Veja o cuidado com os uniformes, a modernidade do estádio, as parcerias, os projetos – como escolinhas e formação integral (social, educacional das categorias de base) – e a criação de um CT de ponta. Tudo isso ajuda a compor a imagem do clube perante o torcedor ou o torcedor potencial", explica.

Segundo ele, o Coritiba está fazendo a sua parte para destacar sua marca no mercado, porém, de maneira mais tímida. "Uma boa composição entre títulos e marketing esportivo faz a diferença dentro deste contexto dos dois clubes", complementa.

A distância do Coritiba para o maior rival é surpreendentemente considerável, uma vez que a margem de erro da pesquisa é de apenas 1,2%. Descarta-se assim o empate técnico, comum em "enquetes" de preferência futebolística. Essa derrota, em um dos temas que mais geram discussão entre os fãs da dupla Atletiba, certamente não será bem recebida pelos alviverdes.

O secretário do Conselho Executivo do Coritiba, Luiz Henrique Barbosa Jorge, o Espeto, admite não gostar muito de pesquisas. "O momento influencia muito. Não temos de nos preocupar com torcedor de ocasião, mas sim com os que são fiéis". A pesquisa, porém, foi realizada em várias etapas, justamente para minimizar o caráter momentâneo. De junho a setembro, por exemplo, o Atlético começou muito mal o Brasileiro e a Libertadores; depois melhorou nas duas competições. Já o Coxa começou bem o Nacional, e depois caiu de produção.

Sem entrar na briga com os dois adversários mais antigos, o Paraná se firmou na terceira posição. Depois de passar por séria crise financeira e técnica, chegando a lutar contra o rebaixamento nos campeonatos Estadual e Nacional por várias temporadas, o time vem tentando resgatar a desconfiada torcida, que apareceu em 10% das respostas.

Os "sem-time"

Um dos destaques do levantamento fica por conta do alto número de curitibanos que não torcem para nenhum time. As 26,5% de abstenções clubísticas representam cerca de 308 mil curitibanos – número maior, portanto, que o de alviverdes e tricolores e empate técnico com o de atleticanos.

Outro ponto curioso é relativo à escolaridade. Dos que não curtem o esporte, a maior faixa está entre quem tem somente o ensino fundamental. São 32,75%, contra 22,59% dos que passaram pela universidade.

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