Terça-feira, 09/02/2010
Pela primeira vez, o lutador paranaense admite que não tem perspectiva concreta de lutar neste ano
18/05/2007 | 15:43 | Thiago de Araújo - Gazeta do Povo Online“Estou sem contrato com o Pride, e por enquanto ainda não sei onde vou lutar”, afirmou Silva à Gazeta do Povo Online. Ainda segundo o lutador, até o momento ninguém da Zuffa, empresa organizadora do UFC, e que recentemente adquiriu o Pride, o contatou. “Encontrei com o Dana (White, presidente do UFC) em uma feira de um patrocinador meu, mas não conversamos sobre nada relativo ao meu contrato, foi uma conversa muito rápida”, completou.
Augusto Júnior/Gazeta do Povo
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Wanderlei Silva aguarda a definição do futuro do Pride para decidir quando volta aos ringues
Fora dos ringues, Silva tem arquitetado diversos projetos. Além de negociar a possibilidade de eventos de vale-tudo do exterior serem exibidos em canais de televisão aberta no Brasil, mantém o sonho de criar um evento a lá “Master Series”, reunindo de ponta lutadores gringos, mas também dando espaço para grandes nomes brasileiros. “Quero montar esse evento, lançar algo nos moldes dos melhores e maiores eventos que existem atualmente. Conheço os sistemas para montar isso, já estou estudando, e pretendo dar essa alegria para os fãs do esporte, e para empregar muita gente boa”, comentou.
Ainda de acordo com ele, propostas não faltam para levar a cabo a idéia. “Já recebi algumas propostas de grandes empresários do mundo, japoneses, europeus, até mesmo quando estive em Las Vegas em fevereiro algumas pessoas vieram falar comigo a respeito disso. Mas vou estudar, não posso me vincular a qualquer um também, e quero fazer um evento com a minha cara, que valorize os lutadores guerreiros”, concluiu Silva.
Em Curitiba, o lutador irá lançar em breve um espaço dedicado à sua carreira, com fotos, troféus, reportagens e uma loja com o seus produtos. Ainda sem data prevista para inauguração, o espaço deve ficar pronto até o meio deste ano.
“Na verdade eu estou fechado com o Pride, devo muito a eles, e sou fiel aos meus valores. Eu recebi uma nova proposta deles antes da venda do evento, mas agora muitas coisas estão indefinidas, não sei se volto a lutar esse ano. Por isso vou esperar, eu estava em uma rotina muito árdua, mas estou treinando, enquanto não definimos tudo. Vou aproveitar esse período para descansar um pouco, curtir a minha família”, assegurou.
UFC x Pride – Super evento pode mudar a situação
Silva mostrou um pouco mais de interesse quando questionado a respeito do super evento que pode ser promovido pela Zuffa ainda neste ano. Nesta competição, a idéia do presidente Dana White é colocar, frente-a-frente, os melhores atletas do UFC contra os tops do Pride. Uma competição deste porte pode vir a recolocar o paranaense para lutar ainda neste ano.
“Seria ótimo esse evento rolar ainda esse ano, estamos pensando nisso, fatalmente eles vão fazer, e eu gostaria muito de participar. Independente disso, daqui para frente, quero fazer lutas boas, só com os melhores, em busca dos cinturões”, analisou Silva. E o lutador aproveitou para responder a alguns adversários que tem dito que querem enfrentá-lo novamente, como declararam recentemente os norte-americanos Tim Sylvia e Quinton “Rampage” Jackson. “Fiquem tranqüilos que tem pra todo mundo, todos terão a sua vez”, ironizou.
Sem lutar desde o dia 24 de fevereiro, quando foi nocauteado por Dan Henderson, o lutador da Chute Boxe mostra que, após três meses desde a luta que tirou dele o cinturão dos Meio-Médios do Pride, os frutos colhidos após uma derrota estão sendo úteis. “Por mais que eu tenha sido derrotado, sempre serve de aprendizado, e eu vou fazer como fazia antes de ser campeão, vou correr atrás de quem estiver com cinturão”.
Treinos com Sakuraba
“Ele (Sakuraba) passou umas posições pra nós, ele sabe umas manhas legais. O que surpreende é a calma do cara, tranqüilo, treinando todo dia. O cara é profissional, ao contrário do que dizem por ai, ele não fuma, não bebe, e acho que vai ser uma luta muito interessante”, revelou. Apesar de reconhecer e respeitar Gracie, Silva crê na vitória do japonês, assim como no primeiro encontro entre os dois.
Possivelmente, o lutador paranaense acompanhe o combate ao vivo. Isto porque, na mesma época, ele estará nos Estados Unidos, inaugurando a nova academia da lenda norte-americana do MMA Randy Couture, atual campeão dos pesados do UFC. “Ele é patrocinado pela mesma marca de suplemento que eu, e na última vez que fui aos EUA jantei com ele. Pelo primeiro contato, vi que é um cara muito gente boa e íntegro. Talvez até coloquemos um instrutor nosso lá”, disse, para em seguida desmentir os boatos de que poderia deixar a Chute Boxe. “Não tem nada disso, acho que o que mais prego é a lealdade a essas cores, é impossível achar professores melhores. O Rafael (Cordeiro) e o mestre Rudimar são os meus mentores”.
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