Sábado, 31/07/2010
Antônio Costa / Agência de Notícias Gazeta do Povo
Em 2009, Leandro Niehues foi vice-campeão paranaense com o J.Malucelli
Com apenas 36 anos, Leandro Niehues assume posto de Antônio Lopes, de 68 anos, que era o mais experiente na elite
10/03/2010 | 12:54 | Angelo Binder atualizado em 10/03/2010 às 18:14O Atlético já avisou: o contrato de Leandro Niehues
“A vida é feita de desafios. Em toda profissão o profissional precisa de um tempo para demonstrar a sua capacidade, até mesmo para o grupo assimilar. Todos estavam trabalhando de uma maneira e a partir de hoje vão se adaptar a uma nova maneira de treino. Os atletas estão se esforçando e acredito muito no meu trabalho", disse, o treinador, em entrevista coletiva na terça-feira. O técnico é 1 ano e meio mais velho que Paulo Baier, o jogador mais experiente do grupo.
A juventude de Niehues vem em sentido contrário ao antigo treinador do Furacão. Aos 68 anos, Antônio Lopes era o veterano entre os clubes da Série A. Com a demissão do Delegado, Geninho, no Atlético-GO, assumiu o posto de "vovô". Se Lopes tem no currículo título de Libertadores, Brasileiro, Estadual e Copa do Mundo (como coordenador em 2002), Niehues aposta na experiência adquirida nas categorias de base, além do vice estadual com o J.Malucelli, hoje Corinthians Paranaense.
Entre os anos de 2004 e 2007, quando exerceu o cargo de treinador da equipe de juniores do Atlético, ele faturou seis títulos e levou o rubro-negro a uma semifinal da Copa São Paulo.
Entre os jogadores que se destacaram nestas campanhas estavam João Carlos, Raul, Deivid, Renan, Gerônimo, Rhodolfo, Chico e Kaio, atletas que hoje integram o elenco profissional do Furacão.
Saída de Lopes
Sobre a demissão do técnico Antônio Lopes, Leandro Niehues, que desde agosto do ano passado integra a comissão técnica fixa do Furacão, garantiu que não houve qualquer tipo de problema entre eles.
“Acredito que nosso dia a dia e nosso relacionamento foi bom. Tenho certeza que o professor vai levar boas recordações”, disse, em entrevista à rádio Banda B.
Apesar da mudança de cargo, o novo comandante rubro-negro explicou que vai manter seu estilo de treinar, dando bastante abertura para quem for seu auxiliar.
"O futebol, e todo esporte de alto rendimento, é muito dinâmico. No vôlei, por exemplo, dois ou três auxiliares ficam na beira da quadra dando instruções. Eu tinha essa mania no Corinthians, meu auxiliar tem total liberdade para corrigir situações nos jogos e nos treinamentos. Não precisa pedir autorização, é um cargo de confiança".
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