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Terça-feira, 09/02/2010

Paulo Whitaker / Reuters

Paulo Whitaker / Reuters /
Copa do Brasil

Sport vence Corinthians e levanta troféu da Copa do Brasil

Leão da Ilha faz 2 a 0 no Timão e leva a torcida à loucura no Recife

11/06/2008 | 23:59

Jogando no embalo da sua apaixonada torcida, o Sport reverteu a vantagem do Corinthians conquistada na primeira partida da decisão. Com a vitória de 2 a 0 sobre o Timão, a equipe pernambucana conquistou o título da Copa do Brasil 2008, na noite desta quarta-feira, no Recife.

Os ídolos da noite foram Carlinhos Bala e Luciano Henrique, autores dos gols do Sport, mas graças ao gol marcado por Enílton no jogo de ida, o Leão ficou com o caneco. De quebra, o time de Pernambuco conquista uma vaga na Copa Libertadores em 2009.

Paulo Whitaker / Reuters

Paulo Whitaker / Reuters / Capitão do Sport, ex-Atlético Durval ergue a taça de Campeão da Copa do Brasil 2008 Ampliar imagem

Capitão do Sport, ex-Atlético Durval ergue a taça de Campeão da Copa do Brasil 2008

Veja como foi a campanha do Sport até o título da Copa do Brasil

1ª fase

Imperatriz-MA 2 x 2 Sport
Sport 4 x 1 Imperatriz-MA

2ª fase

Brasiliense 1 x 2 Sport
Sport 4 x 1 Brasiliense

Oitavas-de-final

Palmeiras 0 x 0 Sport
Sport 4 x 1 Palmeiras

Quartas-de-final

Internacional 1 x 0 Sport
Sport 3 x 1 Internacional

Semifinal

Sport 2 x 0 Vasco
Vasco (4) 2 x 0 (5) Sport

Final

Corinthians 3 x 1 Sport
Sport 2 x 0 Corinthians

Assista aos gols da vitória do Sport

Resumo da conquista

A partida foi emocionante desde o começo. Sabendo que teria que se multiplicar em campo para reverter a expressiva vantagem que o Corinthians tinha, o Sport foi corajoso e partiu para cima dos visitantes. A pressão foi se tornando maior com o passar do tempo e os gols, ainda no primeiro tempo, saíram ao natural, mas sempre na desatenção do Corinthians.

A etapa final foi ainda mais eletrizante. O Sport continuou bem, mas o Corinthians não desistiu de buscar o gol que lhe daria o título e a redenção para a sua torcida, castigada pelo rebaixamento para a Série B no ano passado.

Contudo, o Leão rugiu bem mais forte e graças à expulsão ingênua de Wellington Saci e um erro grave da arbitragem - que não marcou um pênalti sobre o uruguaio Acosta -, o time pernambucano conquistou o segundo título mais importante da sua história (o primeiro foi o Brasileirão de 1987).

Jogo quente

A partida começou no ritmo em que as duas torcidas esperavam. Um jogo franco, aberto e sem as mínimas condições, pelos primeiros minutos, de ganhar um prognóstico. Apesar de bem dispostas, as equipes não conseguiram ameaçar as soberanias adversárias com real perigo. De relevante, as disputas de bola viris entre o zagueiro Durval, do Sport, e do atacante Herrera, do Corinthians.

Com o passar do tempo, o Leão da Ilha começou a ganhar mais espaço e moral. As jogadas de ataque do Sport já aconteciam com freqüência e o Corinthians se reservava ao direito em aproveitar as jogadas de contra-ataque. A "briga" Durval/Herrera a essa altura já havia rendido cartões amarelos para ambos.

Aos 25 minutos, o técnico Nelsinho Baptista colocou Enílton no lugar de Kássio, escolhido para começar o jogo. O Sport melhorou e o gol amadureceu. A pressão aumentou e, aos 34 minutos, Luciano Henrique deu um belo passe para Carlinhos Bala já dentro da área. O atacante matou no peito e bateu cruzado, no canto direito de Felipe, para abrir o placar da partida.

O gol incendiou completamente a torcida do Leão. E no mesmo embalo o time pernambucano seguiu na pressão e ampliou o placar logo depois, aos 38 minutos.

Luciano Henrique aproveitou a sobra após uma cobrança de escanteio e chutou de canhota. A bola quicou no chão e subiu. Enílton tentou a cabeçada, mas não alcançou e atrapalhou o goleiro Felipe, que bobeou e não conseguiu evitar que a bola vencesse a linha do gol e alterasse o placar.

Se o torcedor já estava empolgado, agora um estado de êxtase tomou conta dos pernambucanos. Mas também mexeu com os brios dos paulistas. Aos 44 minutos, Diogo Rincon cruzou com perigo e Fabinho erra a cabeçada. Na sobra, Chicão tentou o chute, mas o tiro não dá certo. Pouco depois, Alessandro cruza da direita e Herrera cabeceou para uma defesa de Magrão, fechando um primeiro tempo de muita qualidade.

Segundo tempo com mudanças

O técnico Mano Menezes resolveu mudar tudo no Corinthians no segundo tempo da partida.

O prata-da-casa Lulinha e o uruguaio Acosta foram escalados para tentar mudar o panorama da partida. Carlos Alberto e Diogo Rincón deixaram o jogo. Do outro lado, Leandro Machado sentiu a "pegada" do primeiro tempo e deixou o jogo para a entrada de Roger.

O Corinthians melhorou um pouco no jogo, mas não conseguiu impor seu futebol ao Sport, que seguia comandando as principais ações.

Logo aos três minutos, Diogo recebeu pela direita, abriu espaço e chutou cruzado para a boa defesa de Felipe. Aos 11, o Sport perdeu grande chance. Em contra-ataque, Enílton avançou e cruzou para Luciano Henrique, que passa da bola e perde boa chance.

Aos 27 minutos, o lance mais curioso da partida. O técnico Mano Menezes promoveu a terceira modificação a que tinha direito e escalou Wellington Saci para tentar qualificar a equipe.

Menos de um minuto depois, Saci dividiu bola com Carlinhos Bala e quando se levantou, pisou na coxa do jogador do Sport. O árbitro Alício Pena Júnior flagrou o lance e deu cartão vermelho para o jogador do Corinthians.

No lance seguinte, aproveitando a bobeira que tomou conta das duas equipes, Lulinha partiu em velocidade e avançou pela meia ofensiva. De cara para o gol, escolheu o canto e chutou rasteiro. Magrão esticou o braço e interceptou a bola, protagonizando a defesa mais importante da partida.

Corinthianos vão à loucura

Nos minutos finais da partida o lance capital da decisão. Acosta recebeu sem marcação, de frente para o gol e teve a grande chance de diminuir para os visitantes.

Vendo o adversário sozinho, Magrão saiu desesperado e no carrinho derrubou o jogador corinthiano. O árbitro não marcou pênalti, para a revolta dos alvinegros.

O jogo ficou tenso e antes do apito final mais um jogador do Corinthians, Willian, foi expulso por agredir Carlinhos Bala.

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