Terça-feira, 09/02/2010
Hedeson Alves/Gazeta do Povo
Waldemar Lemos, somando o período que treinou no Náutico, contabiliza oito partidas, quatro vitórias, três empates e somente uma derrota
Treinador tem aproveitamento pessoal similar ao do quarto colocado. Segundo ele, seus métodos, o trabalho de Geninho e o empenho dos jogadores formam uma sopa que tem melhorado o rendimento do time
Publicado em 02/07/2009 | Robson De LazzariSe o Waldemar Lemos Futebol Clube estivesse disputando o Brasileiro, seria o quarto colocado, com 15 pontos e apenas uma derrota em oito rodadas. O aproveitamento do técnico do At
O treinador comandou o Timbu em cinco partidas e o Furacão em três. Ao todo, contabiliza quatro vitórias, três empates e somente uma derrota. Coincidentemente, o único revés foi exatamente contra o Grêmio (3 a 0, pelo time pernambucano), próximo adversário rubro-negro, domingo, em Porto Alegre.
Negociações
Segundo o empresário Veljko Tadik, o Atlético tem em mãos uma proposta para o zagueiro Rhodolfo. As negociações devem se estender até a semana que vem. O agente não quis antecipar de que país é o clube que deseja levar o camisa 4. Os dirigentes do Rubro-Negro não atenderam às ligações para confirmar a oferta.
Desfalques
O zagueiro Rafael Santos e o volante Valencia estão suspensos pelo terceiro amarelo e não enfrentam o Grêmio. A tendência é que Rafael Miranda entre no meio. Já na zaga, Manoel, Carlão ou até um recuo de Chico são as opções.
Time B
De volta do Valladolid, da Espanha, o centroavante Pedro Oldoni passa a treinar com o grupo B. O meia Choco, recuperado de cirurgia no joelho direito, também se integra a esse grupo. Já o atacante Dinei, após atuar na Segundona espanhola pelo Celta, negocia com uma equipe da Série A da Espanha.
Waldemar ainda não tinha atendado para o bom retrospecto individual na disputa. Bem humorado, ele sempre considera as entrevistas coletivas como uma prova. Dessa vez, indagado pelos números que ostenta no Brasileirão, crê que passou com louvor no teste.
“Não tinha prestado atenção nisso ainda. Fiquei bem na foto. Passei na prova e sem cola”, brinca o técnico, invicto pelo Furacão com um empate (Palmeiras) e duas vitórias (Sport e Corinthians). “Com certeza isso (bom desempenho) é importante, mas não posso ficar preso apenas nisso”, pondera.
Adepto de um sistema de trabalho que considera diferenciado, o técnico chamou a atenção dos jogadores desde sua chegada (10 de junho). Especialmente pela intensidade e exigência dos treinos. Não há tarde em que as atividades terminem antes de anoitecer no CT do Caju.
“É um ritmo de treino forte, que exige muito, mas que também dá liberdade de tentar, errar, desde que faça o que é pedido. Essa carga está fazendo diferença dentro de campo”, admite o meia Marcinho.
Apesar de nitidamente existirem diferenças nas cargas de trabalho da atual e da antiga comissão técnica, ninguém no Rubro-negro admite criticar o estilo de Geninho. Até mesmo Waldemar Lemos vê na adoção de seus métodos a sequência do que era feito pelo antecessor.
“O Geninho colocava os ingredientes dele. Eu cheguei e coloquei os meus. Somando aos ingredientes dos jogadores, é uma grande sopa que está dando certo”, compara Lemos.
Para não estragar o sabor do sopão, o técnico terá de elevar os números do Atlético para bem próximos dos do Waldemar FC. Afinal, por enquanto, o Rubro-Negro beira a zona de rebaixamento.
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