Terça-feira, 09/02/2010
Jonathan Campos/Gazeta do Povo
Alex Mineiro "Paranaense": 146 partidas pelo Atlético e 75 gols, dois terços deles jogando na Arena da Baixada
Atacante abre hoje contra o Avaí a 4ª passagem pelo Rubro-Negro. Emocionado, jogador sugere até incluir o "Paranaense" no nome
Publicado em 25/07/2009 | Robson De LazzariEm 146 partidas pelo Rubro-Negro, o atacante marcou 75 gols. Algumas atuações inesquecíveis que representaram até o título do Brasileiro, em 2001. No entanto, agora, o próprio jogador sabe que sua contratação tem um objetivo bem mais modesto: fugir da queda à Segunda Divisão.
Destrocados
O centroavante Eduardo foi devolvido ao Atlético-MG e o atacante Júlio César, devolvido ao Furacão. No entanto, Júlio só voltará à Baixada para rescindir o contrato. Dentro do acordo entre os clubes, o avante Pedro Oldoni foi emprestado ao Galo por um ano.
Time
Para enfrentar o Avaí, sem Nei, Márcio Azevedo e Rhodolfo suspensos, além de Antônio Carlos e Chico que seguem machucados, Waldemar Lemos promoverá a entrada de Alberto, Alex Sandro e Manoel. Paulo Baier e Rafael Moura vão para o banco dando lugar a Wesley e Alex Mineiro.
Retorno
O veterano lateral-direito Alberto volta a jogar após quase quatro meses no estaleiro. A última partida dele foi em 2 de abril, na vitória por 2 a 0 sobre o Paranavaí, quando sofreu uma grave distensão muscular na perna esquerda. “Espero agora ajudar mais e ter uma sequência de partidas”, pede o camisa 2 de 34 anos.
Claiton
O Predador chegou ontem a Curitiba e será apresentado hoje, antes do jogo com o Avaí, na Arena. O volante só poderá defender o Rubro-Negro após a abertura da janela para jogadores virem do exterior, no dia 3 de agosto.
Preocupa o fato de o Atlético não marcar gol há três jogos?
Claro que sim. Se não fizermos gols não subimos na classificação. Agora, também preocupa e muito o ‘fator da arbitragem’. Seria bom que observassem isso. Contra o Coritiba foram dois pênaltis não marcados e contra o Santos, o árbitro travou nosso time dando cartões desde o início.
Você vai levar essas reclamações à diretoria?
Sim. O Atlético tem de tomar alguma providência. Assisti ao vídeo do jogo com o Coritiba, nos tiraram a chance de fazer dois gols. Já contra o Santos, foi algo evidente. Travaram nosso time, amarelaram nossos laterias e então o adversário passou a atacar pelos lados. Faltas para um lado não eram falta para o outro. E em uma competição Fifa (leia-se Brasileiro) não podemos admitir que molhem o campo no intervalo.
Você acha que o Atlético deve adotar esse tipo de comportamento na Arena?
Daqui a pouco vamos jogar até granada no campo. São coisas erradas e inadmissíveis, mas como o que vale é o resultado...
Aos 34 anos, experiência não falta para o artilheiro assumir a responsabilidade de liderar a re-ação atleticana. Após um primeiro semestre ruim no Grêmio, ele conta com o carinho da torcida local para deslanchar.
“Agora é superação. Essa é a palavra ideal para essa partida. Todo mundo sabe que o momento é difícil e se o torcedor não es-tiver com a gente fica pior ainda. Então o que a gente pede é que nos incentivem durante os 90 minutos”, diz o ídolo.
Como de costume na Baixada, o apoio da arquibancada deve ser incondicional. Mesmo queseja para um time vencedor de apenas três dos 13 jogos que fez no Nacional, 17.º colocado com 12 pontos e dono do assustador re-trospecto de nenhum gol marcado nos últimos três jogos.
“Às vezes, acontece isso de o time não fazer gol, mas de uma hora para outra saem dois ou três”, minimiza o ídolo, responsável por apenas uma bola na rede em seis jogos pelo Grêmio na competição. “Há jogadores capacitados para melhorar muito essa campanha”, assegura.
O estádio atleticano, aliás, é um palco em que Alex sabe bem dar o seu show. Ele é o vice-artilheiro da praça esportiva de dez anos de idade. Foram 50 gols. Os últimos em 2007, na sua mais recente passagem pelo clube. Desde então, só atuou na casa rubro-negra como adversário. E não marcou, na vitória do Pal-meiras por 2 a 1, em agosto de 2008, pelo Brasileiro.
“O frio na barriga será o mesmo. Faz duas noites que não durmo direito. Fico só sonhando com o momento em que vou entrar em campo”, revela ele, sabendo que intensificou os treinamentos no CT do Caju ontem e na quinta, após ter ficado quatro dias sem atividades em Porto Alegre.
Frente a um adversário que venceu os três últimos jogos, os atleticanos sabem que terão de jogar muito mais do que apresentaram ante Santo André, Coritiba e Santos. Na nova dupla de ataque – Wallyson e Alex Mineiro – estão cravadas as apostas.
“Como jogava quase sempre no mesmo horário, ainda não vi ele (Wally) jogando. Mas pela movimentação no treino já vi que tem muita velocidade e habilidade. Vamos fazer uma boa dupla”, avisa Alex.
Com contrato até o fim de 2010, o herói da maior conquista do Atlético quer dar continuidade à sua bonita história no time para encerrar a carreira ao fim do vínculo.
Ao vivo
Atlético x Avaí, às 18h30, no PFC e no tempo real aqui na Gazeta do Povo.
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Em Curitiba
Atlético
Vinícius; Alberto, Manoel, Rafael Santos e Alex Sandro; Valencia, Rafael Miranda, Marcinho e Wesley; Alex Mineiro e Wallyson
Técnico: Waldemar Lemos
Avaí
Eduardo Martini; Augusto, Rafael e Emerson; Luiz Ricardo, Marcus Winícius, Léo Gago, Marquinhos, Muriqui e Eltinho; William
Técnico: Silas
Estádio: Arena da Baixada. Horário: 18h30. Árbitro: Péricles Bassols Cortez (RJ). Auxs.: Marco Aurélio dos Santos Pessanha (RJ) e Ediney Guerreiro Mascarenhas (RJ)
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