Terça-feira, 09/02/2010
Reprodução/ Orkut
João Henrique voltava do Couto para a Arena quando foi atropelado na esquina da Westphalen com a Engenheiros Rebouças.
“A morte do João tem de servir de exemplo para que isso acabe”, pediu a tia do rapaz, Cristina Mendes, ao confirmar à reportagem da Gazeta do Povo a morte cerebral do sobrinho. “Ele só está respirando por causa dos aparelhos. O médico autorizou a doação de órgãos”, contou. Minutos depois, os aparelhos foram desligados.
Vianna foi um dos dois atleticanos atropelados no domingo, na esquina das ruas Desembargador Westphalen e Engenheiros Rebouças, próxima à Arena, por volta das 18h50. Familiares contam que ele e dois amigos voltavam do Atletiba a pé, quando um Celta preto acelerou, mudou de pista e acertou Vianna e o estudante André da Silva Zerbinati, 22 anos.
O incidente foi definido pelo Major Arildo Luís Dias, responsável da Polícia Militar pela estratégia de segurança no dia do clássico, como “uma situação atípica”. “Não se pode garantir que o atropelamento foi proposital. Nem que tenha relação com o clássico. Quero crer que se trata de mais um acidente de trânsito”, afirmou à reportagem.
Enquanto Zerbinati teve apenas ferimentos leves, Vianna foi internado na UTI do Hospital do Trabalhador, onde entrou em coma. Ao volante, o estudante de Administração Krystopher Martins Salvador Lopes, 20 anos, torcedor do Coritiba, que voltava do Atletiba com com cinco amigos.
“Ele (Lopes) conta que deparou-se com um grupo de atleticanos e que começaram a provocar. Quando o sinal abriu, acelerou e atropelou os rapazes. Foi detido cerca de um quilômetro depois (na esquina das ruas Chile e Nunes Machado), por um policial militar que viu o acidente e seguiu, de caminhonete, o automóvel”, diz delegado do Delegacia de Delitos de Trânsito (Dedetran), Armando Braga Morais Neto.
O condutor demonstrou sinais de embriaguez, mas recusou-se a fazer os testes de bafômetro e de teor alcoólico. Está preso no Dedetran, sem direito à fiança. “O Krystopher não fez os testes por entender que era desnecessário. Ele tomou um copo de cerveja antes de ir para o estádio, às 13h40. Lá, só tomou refrigerante”, diz o advogado do motorista, Benedito de Paula.
Os tumultos envolvendo torcedores de
Atlético e Coritiba haviam começado no início da tarde do domingo, em diversos bairros de Curitiba. Resultaram em 28 ônibus quebrados, R$ 6,3 mil em prejuízos ao patrimônio público. Tamanha violência pode fazer com que os próximos clássicos sejam assistidos apenas pela torcida do mandante já a partir do ano que vem.
No início dos anos 90, quando comecei a me interessar por futebol, estudava a 1 quadra do Couto Pereira. Passaram-se quase 20 anos e não mudou absolutamente NADA!!!! Das agressões gratuitas ao vandalismo, NADA!!! Pessoas cresceram nesse meio tempo, e hoje engrossam o coro tanto de agressores quanto de vítimas. Já foi feita todo tipo de campanha de paz-e-amor, repressão às badernas, e a mentalidade não mudou ABSOLUTAMENTE NADA!!! O problema está é na omissão da família e influência de "amigos".
Amanda | 27/10/2009 | 09:52Dou maior apoio a ao clássico com uma torcida só, acaba de uma vez com esta violência inútil após o jogo. Aliás deveria até banir torcedores de qualquer um dos times dentro do estádio quando tem clássico, aí acaba com a falta de educação e moralidade de ambos.
Calliandra | 27/10/2009 | 09:38Nossos policiais são os maiores culpados disso. SEU DESPREPARO na hora de dar a devida punição a estes vândalos que atormentam a cidade TODOS OS DIAS e não só em dia de jogo, é o que gera cada vez mais violência, pois estes ao invés de punir, prender, ensinar, apenas acabam indo lá e agindo TAMBÉM com violência. Nosso país é uma vergonha no que se diz respeito a segurança e IMPUNIDADE.
Fernando | 27/10/2009 | 09:38Continuação;.... No momento estava com minha mãe no carro, não tinha o que fazer a nao ser ia tacando o carro para escapar, até que chegou uma moto da policia que não fez nada para me ajudar. a maioria dos torcedores que rodearam meu carro pareciam estar completamente embreagados.
Marcelo | 27/10/2009 | 09:36Não vou a um estádio a anos, um dos principais motivos é a violência pré e pos jogos. Mais acredito que as coisas estão ficando "pesadas" demais para uma cidade do nosso porte. Esse ocorrido é lamentavél, uma atitude que degrada não só com as torcidas, mais com a moral do povo curitibano. Como citado em comentários anterioes, a raiz do problema é mais profunda, não basta fazer jogos de uma só torcida, temos que passar por um processo de reeducação social. Descanse em Paz!
ATUALIZADOhá 2h
Por dentro da Paris Fashion Week; diário de uma semana de moda...
ATUALIZADOhá 3h
Os melhores preços estão aqui, clique e compare!
Powered by: Buscapé