Terça-feira, 09/02/2010
Valterci Santos/Gazeta do Povo
O zagueiro Jéci durante treino do Coritiba no CT da Graciosa: defensor alerta o time coxa-branca para redobrar a atenção nos lances de bola parada contra o Santos , na Vila Belmiro
Coritiba admite que, além da partida na Vila Belmiro, ficará ligado ao que estará acontecendo com Fluminense e Botafogo
Publicado em 22/11/2009 | Marcio ReineckenContra o Santos, às 17 horas, na Vila Belmiro, o objetivo é vencer. Paralelamente, secar os rivais diretos, Fluminense e Botafogo, que enfrentam, respectivamente e no mesmo horário, Sport, no Recife, e São Paulo, no Rio de Janeiro.
Luxemburgo escala o “time ideal”
O Santos escala o que tem de melhor para tentar derrotar o Coritiba e chegar aos 48 pontos, afastando o pequeno risco que ainda resta de rebaixamento para a Série B. Assustada pela reação do Fluminense, que saiu da lanterna, já soma 39 pontos e chegará aos 48 se ganhar as três partidas restantes, a diretoria convocou a torcida para apoiar a equipe e baixou para R$ 10 o ingresso de arquibancada para quem estiver com a camisa do clube.
Como gostou da produção do time contra o Internacional, em Porto Alegre, apesar da derrota por 3 a 1, Vanderlei Luxemburgo resolveu manter Madson no meio, para ajudar Paulo Henrique Lima na armação, e Neymar ao lado de Kléber Pereira na frente. Ele também decidiu tirar Triguinho, que vinha jogando bem, e escalar o ídolo Léo, em razão de o jogo ser na Vila.
Fonte: Agência Estado
O Coritiba reviveu ontem em Ponta Grossa o primeiro jogo oficial de sua história. Como parte das comemorações do centenário do clube, um time de ex-jogadores do Alviverde, que contou com apoio de pelo menos 500 empolgados torcedores, enfrentou um time de masters do Operário. Para dar um tom ainda mais nostálgico ao evento, um trem levou os coxas-brancas para o amistoso, realizado no Estádio Dr. Joaquim de Paula Xavier. Pachequinho marcou duas vezes, Jétson também balançou as redes em duas oportunidades e Reginaldo Nascimento, por cobertura, consolidou a goleada por 5 a 1 dos donos da festa. Para o Fantasma, o gol de honra foi marcado por Tico.
Se o time paranaense somar três pontos e o Tricolor carioca apenas empatar ou o Alvinegro perder, estará livre. Caso o Coxa some apenas um ponto, mas o Flu perder, também. As combinações são otimistas e só não permitem a derrota do Alviverde. Por isso, Ney Franco deverá ficar de olho em seu time no gramado da Vila Belmiro, mas ligado nos outros resultados, ao menos até o fim do primeiro tempo.
“Acho que, de repente, no intervalo, vale a pena saber quanto estará o jogo entre Fluminense e Sport, por exemplo. Pois se eles estiverem perdendo e a gente empatando com o Santos dá para dar uma motivada a mais”, afirma o técnico que, contudo, prega a concentração total no Peixe. “Mas isso não adianta nada se não estivermos focados no nosso jogo para conseguir vencer. Isso é o mais importante.”
Na mesma linha, nenhum atleta admite que tentará saber o resultado dos adversários enquanto estiver dentro das quatro linhas. Muitas vezes, algo normal em rodadas decisivas, jogadores obtêm informações com os radialistas à beira do campo ou mesmo com companheiros no banco de reservas. No caso do Coritiba, contudo, a força virá do pensamento.
“Cara, eu seco mesmo. Chego em casa, fico olhando a tabela e seco eles para ver se acaba logo esse problema”, conta Rodrigo Heffner. Ney também não esconde que uma ajudinha extra viria em boa hora. “Todo mundo faz. Logicamente eu não vou falar quem estou secando, mas tenho de torcer para que o Coritiba ganhe seus jogos e torcer para que aquelas equipes abaixo da gente não pontuem. Agora é só olhar na tabela para vocês descobrirem quem eu estou secando”, diz.
Além de torcer contra os rivais, o técnico treinou muito. Principalmente a defesa, em jogadas de bola parada. O time paulista é um dos que mais marcou gols de cabeça na competição. Por isso, depois dos treinamentos, mais 30 minutos de bolas alçadas na área.
“A comissão editou um vídeo de como o Santos vem jogando forte na bola parada. Por isso esse treinamento para a defesa é muito válido. O time do Santos, se não me engano, fez 18 gols de bola parada. Hoje em dia, no futebol, isso resolve o jogo”, afirma o zagueiro Jéci.
A única diferença da equipe que venceu o Atlético-MG por 2 a 1, no sábado passado, será a presença de Makelele no lugar de Pedro Ken, suspenso.
Ao vivo
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