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| Foto: Jonathan Campos/Gazeta do Povo

Os pouco mais de 40 anos de história da Chapecoense são marcados por grandes momentos de reinvenção. Em 2003, o clube precisou se associar ao Kindermann, pequeno time da região, para não falir. Dois anos depois, quase fechou as portas, já que a diretoria considerava uma dívida de R$ 1,5 milhão impagável. Na época, um grupo de empresários assumiu o clube e o Verdão do Oeste cresceu. Deixou de ser conhecido apenas em Santa Catarina, saiu da Série D para a Série A, figurando entre os grandes do Brasil e, mais recentemente, da América Latina.

Porém, nenhuma das dificuldades enfrentadas será tão grande quanto reerguer o clube depois da tragédia que matou a maior parte do elenco e dos dirigentes da Chape. Uma das perguntas que os torcedores mais fazem é: a Chapecoense vai continuar?

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Alguns pensam que não será possível superar, enquanto outros acreditam em uma nova ascensão da Chape. Segundo o presidente em exercício do clube, Ivan Tozzo, a restruturação do clube começa já na semana que vem, após o velório e enterro das vítimas. Um processo doloroso. “Vamos entrar na sala da diretoria para dar de cara com as cadeiras vazias. Aqueles eram nossos amigos”, diz.

Tozzo, porém, destaca que o clube não tem dívidas, um aspecto importante no momento de ‘renascimento’. “A Chapecoense nunca gastou mais do que arrecada, a saúde financeira é perfeita”, fala.

Mesmo com o caixa em dia, diante da tragédia nada pode ser desperdiçado. Tozzo afirma que a diretoria estuda todas as ofertas que já foram feitas para ajudar a Chape a se reerguer. Vários clubes brasileiros já ofereceram empréstimo de jogadores sem a necessidade de contrapartida financeira e solicitaram à CBF que a Chape não seja rebaixada pelas próximas três edições do Campeonato Brasileiro.

As ofertas atravessam fronteiras. O Benfica, de Portugal, também se mostrou disposto a ceder atletas. “Nós vamos ter que começar do zero. Toda ajuda será bem vinda e vai ser estudada pelo clube. Agora, não temos nem os onze para por em campo”, afirma.

Número de sócios triplicou

Um dos principais lemas do clube ligado à torcida é: “somos mais que onze, somos Chapecoense”. A frase nunca esteve com tanta força. Antes da tragédia, a Chape tinha 9 mil sócios pagantes e, em apenas três dias, ganhou outros 17 mil sócios contribuintes de diversos locais do país – uma importante fonte de renda para o clube. Os novos planos foram criados após o acidente e custam pouco: R$ 20, R$ 30 e R$ 50 mensais.

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