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Para Luciano Gusso, comando do Paraná está sendo uma experiência única pelo cenário do clube. | Daniel Castellano/Gazeta do Povo
Para Luciano Gusso, comando do Paraná está sendo uma experiência única pelo cenário do clube.| Foto: Daniel Castellano/Gazeta do Povo

Após 18 anos na função de treinador, entre equipes profissionais de menor porte e trabalhos em categorias de base, o técnico Luciano Gusso encara no Paraná, em 2015, sua primeira chance em um time de maior peso.

Na noite desta sexta-feira (27), quando o Tricolor entrar em campo para enfrentar o Nacional, às 19h30, na Vila Capanema, Gusso alcançará a marca de seis partidas como comandante efetivado do time. Tempo suficiente para afirmar: por causa da atual crise no clube, a experiência não poderia ser mais desafiadora.

“Tem sido uma experiência única, por tudo aquilo que envolve o clube e pelo fato de ser um elenco jovem. É um desafio que não é fácil de encarar”, afirma. “ Você tem de ser um pouco treinador, mas tem de saber administrar os momentos difíceis. Tem de saber lidar com os atletas porque, até mesmo em termos de cobrá-los, você tem de considerar o extracampo e ser um pouco psicólogo também”, prossegue.

Nos cinco duelos em que esteve à frente do time neste Estadual, o treinador obteve aproveitamento de 46,7% dos pontos disputados. Gusso garante que a campanha ainda irregular em campo e a situação caótica fora dele, no entanto, não afetam o bom clima nos vestiários, garantido pela relação de longa data com os mais jovens e o apoio de peças experientes, como o meia Lúcio Flávio e o goleiro Marcos.

“Os mais jovens a maioria eu já conheço dos tempos de base. Os mais experientes são bons profissionais e pessoas excepcionais, não tenho problema nenhum. Todos estão conscientes do momento do clube e brigando por uma vaga no time, sem privilégios”, garante.

As cobranças da torcida, que após derrota para o J. Malucelli, na última partida disputada em casa, vaiou a equipe, também não incomodam, assevera Gusso, que garante também manter boa relação com a cúpula tricolor. “O que o torcedor quer, também queremos. Nós conhecemos o dia a dia e entendemos mais o clube. Mas o torcedor sempre tem o direito de cobrar vitória”.

“A maior dificuldade é administrar os problemas e ainda motivar os atletas. O maior ensinamento é, a cada treino, cada jogo, entender que o futebol é um processo constante de aprendizado”, crava o treinador, que tem apenas uma dúvida para escalar o Paraná diante do Nacional. O goleiro Marcos, com dores lombares, será avaliado momentos antes do jogo. Caso não possa atuar, Murilo segue na meta. O restante do time é o mesmo que venceu o Maringá na última rodada.

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