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Miguel Vidal/ Reuters

Miguel Vidal/ Reuters / Kelvin comemora gol contra o Benfica. Ao lado, destaque nos jornais esportivos de Portugal Kelvin comemora gol contra o Benfica. Ao lado, destaque nos jornais esportivos de Portugal
Europa

Talismã, Kelvin busca coroação

Xodó do Porto, revelação paranista pode ser campeão português hoje. Diretoria tricolor torce pelo atacante para salvar negociação malsucedida

19/05/2013 | 00:03 |
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Mesmo não sendo titular do Porto, o atacante Kelvin, formado na base do Paraná, virou uma febre em Portugal.

Para os fãs do Dragão, os adversários do Benfica, agremiação de Lisboa e maior torcida lusa, foram “congelados a 0º kelvin” (ou o impossível -273° Celsius). O exagero tem algum sentido.

Antes desconhecido, o jovem, que completa 20 anos em junho, deu muitos autógrafos nos últimos dias e foi requisitado para tantas entrevistas a ponto dos dirigentes decidirem “blindá-lo” até hoje, quando a equipe pode ser tricampeã nacional se vencer fora de casa o Paço de Ferreira (3.º melhor time), às 14h30.

Possibilidade de título, o primeiro do jogador por um clube profissional, que só ocorrerá graças a uma participação decisiva do atacante criado na Vila Capanema.

No dia 8 de abril, Kelvin marcou dois gols em três minutos na vitória sobre o Braga por 3 a 1. Na rodada seguinte, 11/5, no principal clássico do país, o Porto precisava vencer o Benfica para ultrapassá-lo na tabela e chegar à última rodada só dependendo de si para levar a taça. O curitibano foi novamente decisivo.

O atacante, que chegou ao time azul na metade de 2011 e ficou um ano emprestado ao pequeno Rio Ave, saiu do banco de reservas aos 34 minutos do segundo tempo e, aos 46, fez o gol da virada na vitória por 2 a 1.

“Foi um momento muito emocionante. Na hora eu não consegui acreditar. A gente fica no banco sonhando que vai fazer o gol da vitória. E, quando acontece, você fica meio perdido. Eu não sabia se ria, se chorava ou se eu pulava na torcida”, admitiu o atleta ao portal R7 antes de ser proibido de dar entrevistas. “Os torcedores ficaram doidos depois do gol e invadiram o gramado”, lembrou.

Sair da suplência e decidir nos acréscimos, aliás, não é novidade para Kelvin. No dia 12 de outubro de 2010, quando estreou como jogador profissional no Tricolor, o atacante entrou em campo aos 41 e aos 47 fez o primeiro dos oito gols marcados com a camisa paranista. Uma trajetória de menos de um ano que só não acabou de uma maneira conturbada após muita negociação.

“Chegamos a pagar R$ 50 mil para os nossos advogados intermediarem a saída dele pela porta da frente”, lembra o presidente do Paraná em 2011, Aquilino Romani. “Ainda ficamos com 10% dos direitos econômicos e conseguimos que ele ficasse mais seis meses jogando aqui. Na época eu disse que esperava que esses 10% valessem no futuro mais que os 90% e espero que isso aconteça”, completou o ex-dirigente.

Além disso, em futuras negociações, o Tricolor ainda tem direito a receber 5% do valor total como clube formador.

Segundo o superintende geral do Paraná, Celso Bittencourt, Kelvin foi vendido no começo de 2011 por R$ 5,2 milhões, sendo que a BASE, empresa que gerenciava as categorias de formação e o empresário Renato Trombini tinham um porcentual do atleta.

“Cerca de R$ 3,5 milhões ficaram para o Paraná”, admite o dirigente. Uma parte desse montante foi utilizada para pagar uma ação de 2004 movida pelo Vitória referente ao atacante Flávio Guilherme.

Criticado algumas vezes no clube por fazer muita “firula”, o atacante hoje está diferente. De acordo com o amigo e ex-empresário Castro o jogador teve dificuldades no começo na Europa por causa da diferença em relação ao futebol brasileiro. “Aqui ele tinha um estilo de jogo e lá ele tem de ter outro. É menos drible e mais marcação”, afirma.

Mas nem tudo é festa. Recentemente o atleta foi para a delegacia, onde ficou por cerca de uma hora e meia por dirigir a sua BMW sem uma habilitação válida em Portugal.

Pelo Porto B, envolveu-se em uma confusão com o treinador ao ser substituído. Inconformado, chutou garrafas de água e a bolsa do fisioterapeuta na saída do gramado. Incidentes em que Kelvin pediu desculpas e que não devem ser lembrados hoje pela torcida do Porto caso o título seja conquistado.

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