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Luto: morre o jornalista esportivo Aloar Ribeiro

Repórter esportivo e coxa-branca fanático estava com 87 anos. Seu Aloar, como era chamado carinhosamente pelos colegas, trabalhou na Gazeta do Povo por 46 anos

  • Da Redação, com a colaboração de Mariana Balan e Durval Ramos
  • Atualizado em às
 | Ivonaldo Alexandre
Ivonaldo Alexandre
 
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Morreu em Curitiba, neste domingo (11), o jornalista Aloar Odin Ribeiro, que trabalhou na Gazeta do Povo por mais de 45 anos. Ribeiro estava com 87 anos e dedicou a carreira à cobertura esportiva. O sepultamento será realizado no cemitério da Água Verde, às 17 horas.

Nascido em Belo Horizonte (MG), chegou à capital paranaense ainda na década de 1930, com 4 anos de idade. Formou-se em jornalismo e, além da Gazeta do Povo, passou por veículos como a Gazeta Esportiva, de São Paulo, o Jornal Última Hora e a Rádio Curitibana, cobrindo os times paranaenses.

Leia também: Aloar Odin Ribeiro: a dedicação à imprensa esportiva do Paraná

O Coritiba, contudo, foi seu maior foco de trabalho, além do time do coração. Coxa-branca aficionado, fundou, ao lado do Major Antônio Couto Pereira, o memorial do Clube Alviverde. É o nome de Ribeiro que batiza a sala de imprensa do Alviverde.

Orgulhava-se da carreira de repórter, tendo sido responsável por grandes furos jornalísticos e entrevistas memoráveis, além de inspiração para muita gente. Recebeu, também, uma gama de reconhecimento, como o Corujinha de Ouro, o Troféu Imprensa do Paraná e um prêmio recebido diretamente das mãos do então governador do Paraná, Ney Braga, nos anos 1980.

Leonardo Mendes Júnior, diretor de redação da Gazeta do Povo, diz que seu Aloar, carinhosamente chamado pelos colegas de profissão, foi um mentor para as gerações de jornalistas esportivos do veículo.

“Ele era a referência para entender o contexto histórico de determinadas pautas, tinha uma agenda infalível. Quando a gente pedia o número de alguém, ele respondia: ‘aqui só não tem dinheiro’. E gargalhava. Ele sentia prazer em escrever cada nota e se iluminava quando nós, os moleques da editoria, íamos pedir alguma ajuda. Foi um dos grandes jornalistas que o Paraná teve”.

Coritiba

O time de coração do jornalista recebeu com pesar a notícia da morte de Aloar.

“Aloar representa um tempo de respeito e de qualidade invejável nos textos e conteúdos da crônica esportiva. Dedicou seu tempo nas redações para cobrir o futebol paranaense, e tem uma relação inconteste com o Coxa. Fará falta. Esperamos que os mais novos aprendam com as lições que ele deixou”, afirmou a diretoria administrativa do clube.

Paraná Clube

Presidente do Conselho Deliberativo do Paraná Clube, Luiz Carlos Casagrande conheceu Aloar Ribeiro no início da década de 1970, na redação da Gazeta do Povo, onde reuniam-se diariamente, ao lado de outros jornalistas, para tomar café da manhã e discutir sobre futebol. Segundo Casagrande, todos os todos os clubes paranaenses, tanto da capital quanto do interior, respeitavam o profissional.

“Era uma pessoa de fácil convívio e imparcial em suas crônicas e comentários. O futebol paranaense perdeu muito quando Aloar Ribeiro se aposentou. Recebi com muita tristeza a notícia de seu falecimento. O jornalismo esportivo perde uma parte de sua história”, afirmou à reportagem.

Homenagens

Jornalistas e ex-jogadores que conviveram com Aloar lamentam a morte do colega. Carneiro Neto, que conviveu com o profissional tanto na Gazeta do Povo quanto no rádio, conta que ele era uma pessoa muito séria, responsável e amiga, além de ter sido grande na narração esportiva.

“Na época, a conexão era mais difícil, sem internet. Várias vezes tive que ditar minha coluna para o Aloar, direto do estádio. E sempre saía direitinho. Ele era ótimo, respeitava muito a crônica esportiva”, lembra.

Edson Militão, colunista esportivo da Gazeta por 25 anos, recorda-se com carinho do tempo em que trabalhou ao lado de Aloar na Rádio Cultura do Paraná, quem considera “se não o melhor, um dos melhores narradores esportivos que ouvi”. Segundo Militão, ao mesmo tempo em que era muito profissional, também era um piadista de mão cheia e adorava sair com a equipe. E apesar da paixão pelo Coritiba, era bastante imparcial na narração e tinha uma memória de fazer inveja.

“Era [uma memória] extraordinária. Guardava as fitas de todos os gols que narrou, e se você perguntava, por exemplo, ‘qual era o time do Atlético de 1968?’, ele dizia do goleiro ao ponta-esquerda”.

Ex-jogador do Atlético Paranaense, que hoje atua como comentarista na Rádio Banda B, Sicupira foi entrevistado por Aloar diversas vezes, além de ter mantido amizade com o jornalista, que, apesar de um pouco retraído à primeira vista, era uma “figura”.

“Ele [Aloar] merece uma bela homenagem do jornalismo esportivo paranaense, porque é um dos baluartes da profissão; abriu as portas para quem veio depois”.

Velório

O corpo de Aloar Ribeiro está sendo velando na capela 3 do cemitério da Água Verde, em Curitiba. O sepultamento será também no cemitério da Água Verde, às 17 horas deste domingo (11).

* Colaborou: Sandro Gabardo.

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