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Rio 2016

Nem seleção garante apoio a jovem talento

  • Dâmaris Thomazini, especial para a Gazeta do Povo
Fellipe Gomes Santos tem sofrido para encontrar patrocinadores |
Fellipe Gomes Santos tem sofrido para encontrar patrocinadores
 
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Disparar e-mails em busca de patrocinadores tem sido mais uma das tarefas do triatleta curitibano Fellipe Gomes Santos, 18 anos. Para o campeão na categoria júnior do ITU Pan American Sprint Championship – o Pan-americano de Triatlo, realizado no dia 29 de agosto no Espírito Santo –, é um esforço às vezes mais extenuante do que os quilômetros percorridos a nado, pedaladas e corrida.

“É muito difícil achar patrocinador. Tenho mandado currículos para algumas empresas, mas ainda não deu resultado. Então, recorro aos conhecidos em busca de apoio para pagar passagens ou inscrições para as provas”, diz o atleta, novato na equipe brasileira júnior da modalidade.

A primeira convocação para a seleção brasileira, em agosto, foi motivo de orgulho na família e para o técnico. “Uma convocação é sempre gratificante, pois não é fácil motivar um atleta com uma rotina tão dura de treinamentos. Isso dá ânimo para que ele alcance a alta performance e os resultados que almeja”, diz o treinador Cristiano Solak.

A falta de aporte financeiro já fez Fellipe desistir de competir no México. Na seletiva para a competição, ficou com uma das três vagas. “Ele ficou desanimado com a situação, mas não deixou de treinar. Se esforçou e, um mês depois, veio a convocação para a seleção”, relembra o professor de educação física e pai de Fellipe, Gastão Gomes Santos.

“O triatlo é um esporte caro. O Fellipe tem fornecedor de material esportivo, mas ainda tem o custo da bicicleta, que pode custar mais de R$ 10 mil, das viagens... O custo é alto, mas eu dou apoio pela dedicação dele e por ver que, mesmo com as dificuldades, ele segue em frente. Já vimos amigos do Fellipe tão talentosos quanto ele que já desistiram do triatlo pela falta de incentivo”, lamenta Santos.

Aos 9 anos, o jovem curitibano já acompanhava o pai nas competições da modalidade. Aos 13, iniciou o treinamento de corrida, natação e ciclismo. Dois anos depois, foi campeão brasileiro. “Quando criança, as provas tinham distâncias bem mais curtas, 50 metros de natação, três quilômetros de pedaladas e um quilômetro de corrida”, recorda o pai.

Além das provas de triatlo olímpico, Fellipe compete na modalidade sprint – 750 metros de natação, 20 quilômetros de ciclismo e 5 quilômetros de corrida, distâncias correspondentes à metade das que são percorridas na modalidade olímpica – e tem projeto a longo prazo. Para daqui a seis anos, mais precisamente: “Passo boa parte do meu dia treinando, pois espero estar na Olimpíada no Brasil, em 2016”, conta o triatleta.

No ano passado, foi para a França, com seu técnico, para treinar e competir. “Lá, o triatlo é reconhecido, as pessoas investem nos atletas. Tenho planos de voltar para a França ano que vem”, diz.

Em Curitiba, Fellipe tem de combinar a dura rotina de treinos à vida acadêmica. “Corro três vezes por semana durante uma hora e meia; todos os dias faço natação por mais uma hora e meia; pedalo duas vezes durante a semana e também faço academia”. À noite, cursa a faculdade de Marketing.

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