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Tiago Recchia

Notas quentes

Texto publicado na edição impressa de 21 de julho de 2012

Este cartunista – e dublê de cronista esportivo – está despachando de Maceió. Sim, Maceió, capital de Alagoas, com suas belíssimas praias, porém um feioso repertório de políticos – padrão Fernando Collor de Mello – que deixam um rastro de corrupção e miséria por onde passam. Para cada Heloisa Helena tem pelo menos meia dúzia de Renan Calheiros em Alagoas.

A administração pública por aqui é um contraste absurdo diante da lindeza da região. O coronelismo persistente mantém Alagoas na Primeira República. Alagoas tem o pior IDH do país, o maior índice de mortalidade infantil, o estado mais “analfabetizado”, saneamento básico apenas para 20% da população e por aí vai. Enfim, Alagoas é pra inglês ver; não é diferente no restante do Nordeste.

Bem, mesmo assim, como bom e grato burguês, Maceió me agrada neste momento: ganhei uma trégua do frio curitibano – apesar de nunca ter reclamado dele. Aqui inverno é só na folhinha. Já no verão Lúcifer despenca do céu, incendiando tudo em banho-maria acima de 40°C.

Assim acompanhei Coxa 1 x 1 Palmeiras, pelo site da Gazeta do Povo, em tempo real – como de costume. Um repeteco da decisão do torneio nacional, com o Coxa martelando e não acertando o prego.

Li que o Alviverde – o do Alto da Glória – está correndo atrás de um camisa 9 para botar a bo­­la para dentro. Curioso é que o Coxa não é dos piores em balançar as redes. Com 15 gols, tem apenas quatro a menos do que o líder Atlético Mineiro. Só que sua defesa é simplesmente a mais vazada, com 21 pelotaços. O segundo mais perfurado é o outro Atlético, o goiano, com 18 gols.

Entonces, afinal, o problema do Coxa é o ataque ou a defesa? Ou os dois?

Falando neste jogo do Couto, lembrei que o rabuja Felipão Scolari – supenso, não foi a Curitiba – andou perneando aqui em Maceió. Foi zagueiro e depois técnico do CSA, em 1981 e 82, respectivamente. Quem trouxe Scolari para cá foi justamente Fernando Collor de Mello, o impedido, o sujeito que usa seus jornais e tevês para suas campanhas eleitorais e despeja famintos pelas ruas de Maceió segurando cartazes com sua cara de pau – é necessário ratificar.

E por onde anda o tradicional CSA? Série D. E Collor de Mello? No Senado Federal até 2015. Em Alagoas só restam CRB e ASA de Arapiraca com alguma força no futebol. Ambos brigam com Atlético e Paraná Clube, mais estruturados, por supuesto, por um lugar ao sol – como eles já têm muito sol, melhor dizer um lugar à sobra e água fresca.

Acho que vou assistir hoje a CRB x Joinville, no Rei Pelé, para variar um pouco. Na verdade gostaria de ser como aquele duende de jardim de Amelie Poulain, dando as caras em várias partes do mundo. Seria um destino fabuloso.

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