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Reuters / Arena de basquete, que será desmontada depois das Olímpiadas de Londres, não será mais utilizado na Rio 2016 Arena de basquete, que será desmontada depois das Olímpiadas de Londres, não será mais utilizado na Rio 2016
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Rio descarta usar ginásio de Londres nos Jogos de 2016

De acordo com a prefeitura da cidade carioca, a ideia não seria viável por motivos de transporte, montagem, e armazenamento da estrutura

26/06/2012 | 17:52 |
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A presidente da Empresa Olímpica Municipal (EOM), órgão da prefeitura do Rio responsável pela preparação para os Jogos Olímpicos, Maria Silvia Bastos, praticamente descartou nesta terça-feira (26) a utilização, em 2016, da arena temporária - e desmontável - de basquete e handebol que será usada este ano em Londres. Segundo ela, a ideia pode não ser viável devido ao custo de transporte, de montar de novo a estrutura e do armazenamento por quatro anos.

A presidente da EOM, no entanto, ainda não quis descartar "totalmente" a arena, só "praticamente". "Porque ainda não tenho a definição final de custo, transporte e armazenagem. São coisas que ainda estamos trabalhando", disse. A possibilidade de utilização da arena ganhou força na semana passada, durante visita do vice-primeiro-ministro do Reino Unido, Nick Clegg, ao Maracanã. "Podemos, sim, utilizá-la", havia dito a secretária estadual de Esportes, Marcia Lins.

Mas, para Maria Silvia, apesar de ser uma ideia boa, os "detalhes" começaram a inviabilizá-la. "Se não trouxermos a arena vamos ter de fazer uma temporária aqui, pensar quantos assentos vamos fazer, essas coisas", disse. A instalação de Londres tem capacidade para 12 mil pessoas, mas a Federação Internacional de Basquete (Fiba) quer ampliar a capacidade para 22 mil em 2016.

Crítica

Durante a última visita ao Rio, no começo do mês, o Comitê Olímpico Internacional (COI) subiu o tom e se mostrou preocupado com o atraso de duas das principais obras para os Jogos de 2016: o Parque Olímpico, na Barra da Tijuca, e o Complexo de Deodoro. Nesta terça, Maria Silvia reconheceu que eles têm razão em manifestar preocupação, dada a importância das obras, mas afirmou que a construção do Parque - de responsabilidade da prefeitura - está "totalmente no prazo, alguns dias adiantada".

O prazo para entrega do Parque, considerado o coração dos Jogos, é agosto de 2015, para o início dos eventos teste. De acordo com a presidente da EOM, houve uma mudança no projeto, que agora prevê a construção de três pavilhões (e não mais quatro) para a disputa de dez modalidades. As instalações, segundo ela, vão ter "arquitetura nômade". Ou seja: depois dos Jogos, serão levadas para outros pontos da cidade, onde serão transformadas em escolas, bibliotecas, creches, e até um anfiteatro ao ar livre.

"Ao desenharmos uma arena temporária (a construção levará dois anos), queremos já definir que equipamento ele vai ser (se uma escola ou uma creche), e onde vai ficar", disse Maria Silvia, durante o II Seminário Rio-Barcelona, promovido pela prefeitura para troca de experiências com a cidade catalã, que recebeu os Jogos em 1992. O encontro termina na quarta.

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