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A primeira linha do metrô deve ter 22 quilômetros de extensão e quatro estações próximas à Arena da Baixada: obra deverá ser o marco da Copa em Curitiba | Divulgação/ Secretaria Municipal de Comunicação Social
A primeira linha do metrô deve ter 22 quilômetros de extensão e quatro estações próximas à Arena da Baixada: obra deverá ser o marco da Copa em Curitiba| Foto: Divulgação/ Secretaria Municipal de Comunicação Social
  • Veja quais são as principais obras de transporte no projeto curitibano

O anúncio das subsedes da Copa do Mundo de 2014 deve ser o gatilho da apresentação de uma série de planos bem conhecidos dos curitibanos. Como o governo federal já deixou claro que a prioridade de investimentos do PAC da Mobilidade será para as cidades escolhidas pela Fifa, o projeto paranaense tornou-se uma coletânea de antigas demandas de infraestrutura. Do metrô à integração da região metropolitana, tudo foi incluído no pacote do Mundial.

A obra mais aguardada é a do metrô. O consórcio Novo Modal (formado pelas empresas Trends, Engefoto, Esteio e Veja) venceu a licitação para estudos e projetos de engenharia, que custarão R$ 2,68 milhões. Em aproximadamente seis meses, a conclusão de viabilidade deverá estar pronta e R$ 2 bilhões serão investidos no trecho de 22 quilômetros entre os terminais do Santa Cândida e CIC Sul, abrigando 650 mil passageiros por dia. O valor da execução e o prazo de entrega podem variar, mas a expectativa é de que a obra, com início previsto para 2010, seja o marco da Copa em Curitiba.

"Já estamos desenvolvendo os projetos, não só os contratados na licitação, e ainda estamos negociando toda a viabilidade do empreendimento, já que não temos todo o recurso previsto para o metrô. Esperamos integrar o projeto nos futuros orçamentos do governo federal, além da nossa inclusão no PAC da Mobilidade", disse o presidente do Ippuc, Cléver de Almeida, que considera possível a entrega do sistema até a Copa.

"Não posso dar certeza porque existem várias condições para que fique pronto até a Copa, então o que colocamos é que é possível fazer dentro deste prazo. Contudo, é preciso saber as condições que teremos na sequência".

Além do metrô, o prefeito Beto Richa já anunciou que a cidade se compromete a investir R$ 4,5 bilhões até 2014. Na parte do projeto à qual a reportagem teve acesso, ficam definidas algumas linhas de crédito destas obras. A Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) entraria com R$ 187 milhões para o Programa de Recuperação Ambiental e Ampliação da Capacidade de Transporte. Outros R$ 22 milhões virão do Fundo Financeiro para o Desenvolvimento da Bacia do Prata (Fonplata) e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) cederia R$ 175 milhões.

O valor investido pela prefeitura também beneficiará, segundo o projeto, as áreas de energia, saneamento, saúde pública, meio ambiente, mobilidade urbana, turismo, segurança, habitação e educação, entre outros.

Acesso ao aeroporto

Outro investimento significativo é nas duas principais vias de acesso ao aeroporto. Construção de trincheiras e viadutos estão entre as intervenções de melhoria de fluxo previstas na Avenida das Torres e na Marechal Floriano. O gasto estimado é de R$ 12,8 milhões e R$ 31,04 milhões, respectivamente.

No Afonso Pena estão previstas a construção da terceira pista e a modernização dos equipamentos, fundamental para acabar com os constantes fechamentos do terminal por causa do clima.

As ações no aeroporto são parte do plano de infraestrutura para a região metropolitana. A Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec) será responsável por parte deste projeto de integração. O órgão participará de obras de adequação ou construção das seguintes vias: Avenida Salgado Filho (revitalização de 1,1 km orçada em R$ 3,575 milhões), Avenida Francisco Derosso (R$ 13 milhões), Radial até Pinhais (R$ 9,250 milhões) e duas Radiais até Colombo (R$ 7,5 milhões), entre outras, em um investimento superior a R$ 41 milhões destinados a vias urbanas a ser feito pelo governo federal.

"Além dos R$ 402,295 milhões inicialmente previstos pelo PAC da Mobilidade, o governo federal sinalizou com outros R$ 540 milhões, sendo 80% a fundo perdido, que permitirão fazer o anel ferroviário de Curitiba, um novo terminal de uso misto em Paranaguá e a terceira pista do aeroporto Afonso Pena", acrescenta o coordenador da Comec, Alcidino Bittencourt.

A Comec também deu pistas de outras obras envolvendo 75 quilômetros no entorno de Curitiba. Na primeira fase, será construído um semianel ligando Almirante Tamandaré, Colombo, Pinhais, Piraquara e São José dos Pinhais, estimado em R$ 48,091 milhões. A fase seguinte terá a ligação de Fazenda Rio Grande a São José dos Pinhais (R$ 29,4 milhões) e Araúcária (R$ 40 milhões). Este Corredor Metropolitano terá um total de R$ 137,491 milhões à sua disposição. Mais R$ 20 milhões serão para desapropriações.

Além disso, a Comec anuncia no projeto a criação do Sistema Integrado de Monitoramento Metropolitano (R$ 10 milhões), para controlar o tráfego em Curitiba e nos municípios vizinhos.

"Estas e outras definições macro estão no projeto e visam a melhoria da infraestrutura. A questão ainda em aberto parcialmente é como tudo será feito. Depois do anúncio da Fifa, passaremos a trabalhar no detalhamento destas ações", concluiu o presidente do Ippuc, Cléver de Almeida.

Todas estas obras devem ter início a partir do segundo semestre deste ano e no começo de 2010, desde que Curitiba integre a Copa de 2014.

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