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Cota de TV dos Estaduais revela abismo entre clubes; Paraná é dos que ganham menos

  • Daniel Malucelli
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Os valores pagos pelos direitos de transmissão aos clubes revelam a diferença entre campeonatos estaduais. A disparidade financeira entre os torneios de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul para os outros estados mostra o enfraquecimento do produto regional no futebol brasileiro. Veja os valores de cada no infográfico abaixo.

É uma consequência direta do fracasso na administração das competições pelas federações estaduais. Normalmente maltratados pelos cartolas, os estaduais perderam interesse ao longo dos anos, com o crescimento de audiência das disputas internacionais e outras alternativas de entretenimento.

Os direitos de transmissão dos principais estaduais estão, em sua maioria, vinculados à Rede Globo. Apenas o Campeonato Paraense não pertence à emissora. Já o Cearense é dividido entre Globo e Esporte Interativo (canal por assinatura).

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Entre os clubes que disputarão a Série A em 2018, a diferença dos que recebem mais para os que recebem menos é grande. Financeiramente, o Paulista é tão rentável quanto a Libertadores. Enquanto Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos recebem R$ 17 milhões cada, o Paraná Clube embolsa R$ 600 mil por disputar o Paranaense (em 2018 houve um reajuste de R$ 150 mil). O valor pago aos ‘gigantes paulistas’ é 30 vezes maior que o destinado ao clube curitibano.

Vale a ressalva que no Paraná, a transmissão do torneio não possuiu contrato de pay-per-view e com o Sportv, canal da Globo na tevê fechada. Outra diferença que chama atenção são os valores que equipes que não estão nas principais divisões do futebol brasileiro recebem nos estaduais mais badalados do país. Bangu e Portuguesa-RJ têm direito à R$ 2 milhões no Campeonato Carioca.

Dinheiro que é pelo menos duas vezes superior ao que ganham Sport, Bahia, Vitória, Ceará, Chapecoense e Paraná em seus respectivos torneios regionais. No Mineiro, o mesmo acontece com clubes como o Patrocinense e o Democrata, que embolsam R$ 1 milhão cada.

Já Santa Catarina tem o único Estadual em que o valor das cotas é dividido igualitariamente entre os 10 participantes: cada um recebe R$ 500 mil. No Paulistão, por exemplo, os clubes com a menor fatia ganham R$ 3,3 milhões. É o caso de Botafogo-SP, Bragantino, Ferroviária, Ituano, Linense, Mirassol, Novorizontino, Red Bull, Santo André, São Bento e São Caetano.

Apenas um clube dos principais torneios regionais não têm acordo com a Rede Globo no Estadual. O Atlético não aceitou a proposta de R$ 1 milhão feita no ano passado e não tem seus jogos transmitidos na televisão no Paranaense. O Furacão irá manter a mesma postura e não venderá os direitos televisivos. Já o Coritiba, que havia seguido o caminho do rival em 2017, fechou com a Globo para 2018 e 2019 por R$ 600 mil para cada competição.

No ano passado, a dupla Atletiba ganhou notoriedade ao transmitir por conta própria o clássico via internet, através das paginas oficias dos clubes no Youtube e Facebook. Na primeira tentativa, a partida não foi realizada após um imbróglio das equipes com a Federação Paranaense de Futebol (FPF). Depois do insucesso, três clássicos foram transmitidos de forma independente, incluindo as duas finais do torneio que foi conquistado pelo Coritiba.

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