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Lúcio Flávio disputou a Série C pelo Joinville em 2017. | Antônio More/Gazeta do Povo
Lúcio Flávio disputou a Série C pelo Joinville em 2017.| Foto: Antônio More/Gazeta do Povo

Aos 38 anos, o meia Lúcio Flávio indica que irá pendurar as chuteiras. O jogador está no Joinville, mas o ano do clube catarinense terminou após a eliminação na Série C, no último domingo (10), sem conseguir o acesso. Ídolo do Paraná, e com duas passagens pelo Coritiba, Lúcio Flávio irá anunciar até sexta-feira (15) se jogará mais um ano ou irá se aposentar. 

Em entrevista à Gazeta do Povo, o curitibano revela planos de seguir no futebol, não descarta ser técnico no futuro e relembra momentos marcantes da carreira. 

Após a eliminação do Joinville, você indicou que deve encerrar a carreira. Você está certo dessa decisão?

Como encerrou a competição para nós na Série C, estou analisando bem essa situação. Eu já havia programado parar de jogar no final do ano. Na quinta-feira (14), teremos a reapresentação no Joinville. Houve uma conversa do clube para eu seguir jogando e pedi esse tempo para responder. Mas foram muitos anos de carreira, muito tempo longe da família e chega um momento que você tem que ter essa sensibilidade.

É muito complicada a decisão de pendurar as chuteiras?

Para mim está sendo tranquilo. Quando você se programa acho que não sente tanto. Foram muitos anos vivendo isso [profissionalmente desde 1998]. Como já tenho essa questão previamente estabelecida, é mais tranquilo. 

MATEMÁTICA da Série B: jogos, chance de acesso e risco de rebaixamento de todos os clubes

Tem algo que você se arrepende da carreira ou que ficou faltando para você?

Não tenho nada do que reclamar. Trabalhei com bons profissionais e em grandes clubes. Mesmo quando tinham problemas de aspectos financeiros em determinados clubes, sempre tive o prazer de trabalhar em ambientes bons. O que acho que vale para mim é que fiz o trabalho de forma honesta, sem pisar em cima de ninguém ao longo da carreira. Senti agora com o Joinville por não ter conseguido o retorno à Série B. Era algo que eu queria dar ao clube.

Quais são os seus planos para o futuro? Pensa em seguir no futebol depois que se aposentar?

A minha ideia é, no primeiro momento, pelo menos até o final do ano, descansar. Mas eu estou com uma viagem marcada para o final de outubro. Vou participar de um Congresso de futebol que vai acontecer em Madri. Estou com indo com o pessoal da Universidade do Futebol e o com o professor João Paulo Medina para lá.

Você tem desejo de ser treinador?

Na verdade eu ainda não defini essa situação do que de fato fazer. Mas será trabalhando no futebol. Eu pretendo nesse fim de ano estudar a parte de gestão e também depois fazer cursos para definir melhor.

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Quais são os momentos mais marcantes da sua carreira?

É sempre difícil listar. Mas o que mais marcam são os títulos. Em 2000 (Copa João Havelange – Módulo Amarelo), o que deu o acesso ao Paraná. Teve o título carioca com o Botafogo, em 2006. Ser campeão paulista com o São Caetano, em 2004, que foi o único título do clube, também marcou.

E os gols? Quais são aqueles que você lembra com detalhes e que te marcaram?

Pensando rapidamente me vem dois gols na memória. Pelo Paraná, na final do Paranaense de 2001, o Atlético vencia por 1 a 0 no Couto Pereira e eu fiz o gol de empate, de falta, aos 45 minutos do segundo tempo. Outro que me marcou com foi na decisão do Carioca de 2007, pelo Botafogo. Foi no Maracanã, contra o Flamengo. Eu recebi o passe em uma falta e driblei três jogadores antes de marcar.

Por falar no Paraná, você tem acompanhado o Tricolor na Série B? Acredita no acesso?

Tenho, eu sempre acompanho. Não só o Paraná como todos os clubes paranaense. O Paraná está bem, precisa mais de regularidade fora de casa. Mas acredito que, se vencer o Londrina no final de semana, entra de vez no G4. Já o Coxa começou bem e caiu. O caso contrário do Atlético. Então sempre estou de olho, tenho muitos amigos jogando e trabalhando nos clubes paranaenses.

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