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 | Daniel Castellano/Gazeta do Povo
| Foto: Daniel Castellano/Gazeta do Povo

Após uma reviravolta, o Autódromo Internacional de Curitiba (AIC), em Pinhais, não será mais fechado no final de 2016. Pelo contrário, o local continuará recebendo corridas por tempo indeterminado. Para alívio dos fãs de automobilismo.

O circuito inaugurado em 1967 estava com os dias contados: a direção do AIC havia confirmado oficialmente no início do ano que a área seria transformada em um empreendimento imobiliário misto, com condomínio residencial e escritórios. A pista, por sua vez, seria mantida apenas como ‘recordação histórica’, para utilização em eventos privados.

Para a felicidade dos amantes das corridas, este cenário mudou radicalmente. “Em função das boas perspectivas de futuro, vamos manter o autódromo por tempo indeterminado”, confirma Jauneval de Oms, o Peteco, presidente da AIC. Peteco revela apenas que a transformação do lugar em um empreendimento imobiliário se ‘tornou inviável’.

“É uma notícia importante para o estado do Paraná e para o automobilismo brasileiro. São poucos os autódromos que existem hoje no país e muitos estão prestes a fechar. Hoje já existem uma comunidade independente de equipes, pilotos e negócios satélites no Paraná”, prossegue.

Ainda em novembro de 2015, surgiu a informação de que o AIC estava prestes a fechar. Em janeiro de 2016, a direção do autódromo oficializou o fechamento. Inicialmente, a data para o fim das atividades automobilísticas do local foi marcada para junho de 2016. Em seguida, a direção do autódromo confirmou o adiamento do prazo para dezembro.

Em março deste ano, o AIC recebeu uma das etapas da temporada 2016 de Stock Car, na que seria a corrida de despedida da categoria na tradicional pista.

Reações negativas

O possível fechamento do autódromo gerou reações negativas no mundo automobilístico. Frequentador assíduo do AIC desde a década de 1970, o jornalista Reginaldo Leme, da Rede Globo, revelou tristeza com o episódio. “É o lugar que me sinto mais em casa. Veja bem, mais até do que em Interlagos, onde vou há mais tempo”, lamentou, em fevereiro deste ano.

Já o piloto curitibano Raul Boesel, que dá nome ao circuito, disse estar chocado. “A gente não quer acreditar. É uma grande surpresa em ao mesmo tempo um grande desapontamento”, desabafou.

O até então iminente fechamento também havia sido criticado por pilotos paranaenses. “Para construir estádios para times medíocres, em lugares que não existe sequer público, gastam bilhões. Para conservar um autódromo em um local onde gera atenção e receita, aí não tem dinheiro”, disparou Gabriel Casagrande, que nasceu em Francisco Beltrão.

“É triste porque estão acabando os autódromos. Os governos não têm projetos para futuras pistas. Estamos perdendo uma por ano, o que não incentiva o esporte, não forma pilotos e vamos acabar ficando escassos de talentos”, reforçou o toledense Ricardo Sperafico.

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