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Paranaense comemora vitória na Stock Car no Autódromo de Curitiba: “Perdemos o quintal de casa” | Marcelo Andrade/Gazeta do Povo
Paranaense comemora vitória na Stock Car no Autódromo de Curitiba: “Perdemos o quintal de casa”| Foto: Marcelo Andrade/Gazeta do Povo

O encerramento das atividades do Autódromo Internacional de Curitiba tem chocado pilotos de todas as categorias do automobilismo nacional, principalmente os esportistas paranaenses, e tem feito os atletas dispararem duras críticas a falta de ação dos governos do Paraná na questão.

A maior parte dos esportistas demonstra lamentação pelo fato, mas o paranaense Gabriel Casagrande foi além. Integrante do grid da Stock Car, a principal categoria do automobilismo brasileiro, correndo pela equipe paranaense C2, o piloto criticou duramente a omissão do poder público diante do possível fechamento do circuito da capital paranaense.“´Para construir estádios para times medíocres, em lugares que não existe sequer público, gastam bilhões, e para conservar um autódromo em um local onde gera atenção e receita, aí não tem dinheiro. Poderia ser equiparada a importância dos esportes. É muito triste saber que vai acabar porque ninguém quis colocar dinheiro, ninguém demonstrou interesse em manter”, cobrou.

“Para construir estádios para times medíocres, em lugares que não existe sequer público, gastam bilhões, e para conservar um autódromo em um local onde gera atenção e receita, aí não tem dinheiro”

Gabriel Casagrande, piloto paranaense da Stock Car

Principal nome paranaense na Stock, o curitibano Júlio Campos, que venceu uma das etapas de Curitiba deste ano e ocupa a 9ª colocação no campeonato, é mais um dos que falam em tom de tristeza sobre o possível fechamento do autódromo curitibano. “É uma pena, vai ter uma carência dentro da nossa categoria e para todos do automobilismo. Mais um autódromo que perdemos no Brasil e, por ser curitibano, perdemos o quintal de casa”, declarou o piloto.

Além dospilotos da Stock Car, os de outras categorias também têm demonstrado tristeza e consternação com o fechamento da pista de Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. O toledense Ricardo Sperafico, que até 2013 esteve na Stock e hoje se dedica as competições de longa duração, ressalta a falta de perspectivas e de políticas públicas que incentivem a pratica do automobilismo. “É triste porque estão acabando os autódromos. Os governos não têm projetos para futuras pistas. Estamos perdendo uma por ano, o que não incentiva o esporte, não forma pilotos, e vamos acabar ficando escassos de talentos”, prevê Sperafico.

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Até mesmo pilotos de fora do estado, com pouca ligação com o circuito paranaense, têm mostrado descontentamento com o possível fechamento do autódromo, cujo circuito leva o nome do paranaense Raul Boesel, outro desiludido com o fim do autódromo. O paulista Rafael Suzuki se mostrou surpreso com a notícia e ressalta a qualidade do autódromo, além da infraestrutura que a cidade tem para receber os eventos de automobilismo. “Estou recebendo essa notícia agora, sabia dos boatos mas não que era algo já definitivo. É uma perda muito grande para o automobilismo brasileiro, um dos autódromos com melhor infraestrutura, com segurança para a prática do esporte, e também por estar em posição estratégica para a categoria e para os patrocinadores”.

Guga Lima, piloto mais jovem da categoria em 2015, é outro que ressalta a qualidade do autódromo curitibano e da cidade em sediar corridas. “É muito triste, Curitiba está entre os melhores autódromos do Brasil, junto com Interlagos e Goiânia. A cidade é muito boa, tem bons hotéis, aeroporto muito bom, tem todas as condições de receber o automobilismo”, concluiu.

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