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Enviado por Redação Gaz+, @gazmais, 19.05.2012 às 12:48

Feira de intercâmbio em Curitiba: jovens buscam oportunidades de estudar fora do país e se preparar para o mercado de trabalho mais competitivo

Decidir qual carreira seguir pelo resto da vida aos 17 anos. Esse é um dilema que muitos jovens passam na época de terceirão e em inúmeros vestibulares. Eu já passei por isso: aquela dúvida cruel de qual curso prestar, se a decisão que estou tomando é certa, se eu vou ser feliz no meu emprego, se o salário será satisfatório… São várias coisas que passam na nossa cabeça.

Nesse mundo totalmente globalizado e crescendo cada vez mais no ramo da tecnologia e comunicação, acredito que a profissão do futuro ainda está por vir.

Profissões que há dez anos não existiam, hoje já são valorizadas pelas empresas. Por exemplo, “especialistas em redes sociais”. É até engraçado, não?

Eu, estudante de Jornalismo, tenho uma matéria chamada “Novas Mídias”, na qual estudamos justamente o que há de novo, o que essa nova ferramenta na web pode nos trazer de positivo e agregar na difusão de ideias. É muito legal!

Eu sei que Engenharia te dará um futuro brilhante, assim como Medicina, Direito e outros cursos considerados tão importantes. Mas para ser sincero, eu vou arriscar na Comunicação e tenho quase certeza que o meu tiro será certeiro!

Bons estudos e boas escolhas!

Gustavo Magalhães, 19 anos, @magalhaescwb.

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A fase da decisão

Você está no último ano da escola e começa a receber pressões de todos os lados. É a escola dizendo que você tem de estudar muito para passar em uma faculdade, são seus pais querendo uma profissão de sucesso para você, seus amigos perguntando o que você quer da vida e no meio de tudo isso você ainda está mega preocupado com seu futuro e com o que você realmente quer. Respira.

Essa situação é familiar para você? Não? Tenho uma péssima noticia para te dar: se você ainda não passou por isso, pode ter certeza que passará, não adianta fugir dessa fase da vida.

Comigo foi um pouco mais complicado, pois eu tinha um caminho bem simples se eu seguisse a carreira do meu pai. Mas sabia que eu queria fazer teatro.

Só que teatro não é visto com bons olhos por boa parte da sociedade, já que não dá dinheiro. Quem escolhe a arte já tem a plena consciência que faz isso por amor, então tive que tomar muita coragem para tomar essa decisão e mais coragem para contar para a minha família.

Ainda bem que eles aceitaram na boa e estão sempre me apoiando e não deixando que eu desista do que eu quero. Por isso o maior conselho que eu posso dar para quem está nessa encruzilhada é “não tenha medo de seguir o seu coração. Quem ama o que faz não trabalha, se diverte.”

Thiago Banik, 19 anos, @thiagobanik.

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De olho no ser humano

Não tenho dúvidas: a profissão do futuro é aquela que vai entender o homem. Muita gente fala de tecnologia e máquinas, mas essa já é a nossa realidade. A verdade é que, com a informatização de tudo, vamos precisar conhecer melhor nós mesmos. Por isso, acredito que as profissões que serão valorizadas no futuro serão aquelas que olham para o ser humano.

É claro que, nos próximos anos, espero encontrar muitos profissionais exóticos pelo mundo. Hoje em dia, existe “consultor” para tudo. Com o crescimento do poder aquisitivo, o homem se tornou mais dependente da sociedade de consumo e, como consequência, inventou novos serviços “essenciais”. A criação de profissões para atender aos luxos parece ser uma tendência inevitável.

De qualquer forma, todo profissional tem seu valor. Cada um precisa escolher o que deseja seguir no futuro de modo que o trabalho não seja apenas fonte de sustento, mas faça parte da realização pessoal. O importante é estar feliz, mesmo que seja com a profissão mais esquisita do mundo.

Gabriela Ribeiro, 20 anos, @gabrieladcr.

Enviado por Thiago Banik, @ThiagoBanik, às 12:33

Segurança ou insegurança?

Na madrugada do dia 6, um ex-integrante dos projetos da Gazetinha (atual Gaz+) e antigo colunista deste espaço em que escrevo, foi agredido na frente de um bar, supostamente pelos próprios seguranças do estabelecimento. Por conta dos graves ferimentos, teve que amputar uma das pernas. Ficou chocado com a notícia? A mesma sensação que você está sentindo agora, eu também senti quando eu a li.

Não sei realmente como foi, quem estava certo ou se o menino fez algo de errado, mas nada disso justifica o que aconteceu. Todos deveriam ter usado o diálogo e não a violência.

Alguns seguranças de casas noturnas não agridem apenas fisicamente. Muitos usam da palavra para mostrarem uma autoridade sem necessidade. Tratam você como um criminoso que está prestes a fazer algo contra o estabelecimento. Será que não existe um treinamento obrigatório para que esses seguranças saibam tratar bem os clientes?

Pelas palavras de Fábio Aguayo, presidente da Associação Brasileira de Bares e Casas No­­­turnas, “os seguranças são treinados para cuidar do patrimônio e não da vida das pessoas”. Ele até disse que deveria existir um treinamento para respeitar os clientes. Mas quando isso será providenciado? Quando um cliente for morto por seguranças?

Repito, estarrecedor o que aconteceu. Eu espero que sejam tomadas providências para que isso não ocorra mais. Para a família e amigos do garoto, dou meu apoio e força para que ele consiga sair dessa sem perder esperanças em relação ao futuro.

Nós, jovens, só queremos ficar em um ambiente agradável com nossos amigos, sem sermos ameaçados pelas pessoas que deveriam zelar por nossa segurança.

Qual será a solução para esse problema? Quando e como irão escolher profissionais qualificados para realmente nos oferecer segurança? Tá dito!

Thiago Banik, 19 anos, é ator e modelo. O jovem curitibano, que atualmente se dedica às aulas de teatro no Cena Hum, tem mais de 100 mil seguidores no Twitter. Ah, ele também é apaixonado por literatura, cinema e séries de tevê. E-mail: (tbanik@gazetadopovo.com.br).

Enviado por , 12.05.2012 às 12:01

Direto ao ponto

Não é de hoje que se discute possíveis mudanças para evitar a violência entre torcidas rivais. O curitibano já sabe: dia de atletiba é sinônimo de tensão e medo.

Mas quais seriam as possíveis decisões a serem tomadas para evitar o confronto e diminuir a violência nos estádios?

Muita gente conhece a palavra “Hooligans”. Aliás, essa palavra denominou o tipo de torcida mais violenta dos últimos tempos. Em um certo episódio, resultaram quase 40 mortes em uma final de campeonato e uma equipe britânica ficou impedida de participar de competições por cinco anos!

Privar a equipe de competir, devido à uma parcela de torcedores que se envolveram nessa tragédia, seria uma boa pena?

Já existe o cadastramento dos torcedores que fazem parte das torcidas organizadas na capital. Acredito que o único modo disso diminuir ou acabar, seria culpando o próprio torcedor, que teve uma conduta incorreta. Brigou? Matou? Prejudicou de certa forma o seu time? Cana. E das brabas. Esse tipo de vandalismo deveria ser visto com mais pulso firme.

Gustavo Magalhães, 19 anos, @magalhaescwb.

Que a paz vença

Dia de decisão, dia de Atletiba. O maior clássico do futebol paranaense traz, além das alegrias e temores das torcidas, uma imensa preocupação por tudo o que acontece em volta. O grande apelo em jogos como o que vai acontecer amanhã é a paz, acima de tudo. Afinal, toda a beleza do espetáculo pode ser esquecida diante de números assombrosos de violência.

O primeiro jogo deixou toda a tensão da decisão para o segundo. Depois de um empate a mando do Atlético, os dois times vão decidir, no Alto da Glória, quem é o campeão do ano. E é aí que o negócio complica. Uma partida com tamanho peso para os clubes precisa de atenção redobrada e sensatez ainda maior por parte dos torcedores.

A graça do futebol está nos dribles, nos gritos, na tensão. Os fatores de fora do estádio não devem ser determinantes para o sucesso do clássico. A rivalidade existe, sim, mas deve ser levada a diante de forma saudável, com amizade. O respeito ao próximo é, sobretudo, o lema do esporte. Tornar o futebol um motivo de discórdia é a atitude mais antidesportiva que existe. Por isso, atleticanos e coxa-brancas, tenhamos sabedoria e prudência. Que vença o melhor dentro de campo e que a paz vença fora dos gramados.

Gabriela Ribeiro, 20 anos, @gabrieladcr.

O que mudará?

Quando eu fico horas discutindo e provocando um torcedor rival, ou entro no meio de uma briga só para defender o meu time de paixão, o clube não me dará dinheiro para isso.

Não adiantará sair de um jogo revoltado e começar a quebrar tudo que eu vejo pela minha frente. Jogar pedra nos ônibus, bater em pessoas inocentes. Nada disso mudará o resultado do jogo.

Ficar bravo com meu amigo por ele tirar sarro do meu time não mostrará que sei perder ou ganhar. Tirar sarro do meu amigo de forma apelativa será tão legal quanto ver o meu time derrotando o dele.

Eu sou eternamente apaixonado pelo meu time e sou do tipo que fica desesperado até os últimos minutos, mas quando o arbitro apita o encerramento do jogo eu não guardo nenhum tipo de mágoa.

Antes de ver um torcedor rival, eu vejo um humano igual a mim. Vamos usar nossa energia para levar boas vibrações ao nosso time, sem perder tempo com bobeiras que não mudarão nada.

Thiago Banik, 19 anos, @thiagobanik.

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Thiago Banik, 19 anos; Gabriela Ribeiro, 19; e Gustavo Magalhães, 19, formam o nosso time de apoio. Conheça mais detalhes sobre a galera acessando (www.gazetadopovo.com.br/gaz/blogs/geracaogaz/).

Enviado por Thiago Banik, às 12:01

Mãe, alguém que eu amo

Seria um erro não fazer essa simples homenagem para uma das pessoas que eu mais me importo na vida, ainda mais que amanhã (13) é um dia totalmente dedicado a ela.

É uma sensação gostosa pensar na minha infância e lembrar que minha mãe estava presente em todos aqueles momentos. Pelas manhãs preparando meu achocolatado, à tarde fazendo minha “papinha” e na hora de dormir cantando a cantiga “… com pedrinhas de brilhantes só para o meu, para o meu amor passar…”. Refletindo, percebo que a primeira vez em que ouvi a palavra amor foi da boca dela.

Minha mãe também foi a primeira em apoiar minha decisão de ser ator e nem chegou a perguntar se era isso que eu realmente queria para minha vida. Claro que toda mãe tem medo do seu filho não ter sorte na vida, mas não irei decepcionar a confiança dela e mostrarei ser capaz, pois quando penso em desistir de tudo, ela é uma das primeiras pessoas em que eu penso.

Dói saber que você não poderá estar sempre ao meu lado, me ajudando em todos os momentos, mas sei que eu virei seu espelho e sua personalidade viverá sempre dentro de mim. A sua essência se manterá intacta comigo.

O que mais eu posso desejar? Sorte, que meus filhos tenham sorte para terem uma mãe igual a que você foi para mim, alguém que me protegia nos momentos certos, que brigava comigo quando eu errava, uma mulher inocente em seu coração, mas forte para o mundo.

Um espelho de humanidade, talvez seja exagero, mas mãe é mãe, não é? Eu amo você e espero que eu tenha dito isso antes de ter escrito aqui, pois em meu abraço e beijo você sentirá realmente o meu amor por você.

Thiago Banik, 19 anos, é ator e modelo. O jovem curitibano, que atualmente se dedica às aulas de teatro no Cena Hum, tem mais de 100 mil seguidores no Twitter. Ah, ele também é apaixonado por literatura, cinema e séries de tevê. Visite o seu blog: (www.gazetadopovo.com.br/gaz/blogs/espacodobanik). E-mail: (tbanik@gazetadopovo.com.br).

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