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gripe A H1N1

Vacina contra a gripe A das clínicas particulares é diferente da rede pública

Quem tomou a vacina na rede pública pode tomar a da rede particular -- se quiser, não que isso seja necessário ou recomendado pelos órgãos de saúde

14/04/2010 | 19:15 |
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Algumas clínicas particulares de Curitiba iniciaram a comercialização da vacina contra a gripe A H1N1 nesta quarta-feira (14). A dose vendida na rede particular é diferente daquela que é disponibilizada aos grupos prioritários nas unidades de saúde. As clínicas comercializam a trivalente, que além de imunizar contra o vírus H1N1, também protege contra os vírus H3N2 e Brisbane.

Apesar disso, quem tomou a vacina na rede pública pode tomar a da rede particular --se quiser, não que isso seja necessário ou recomendado pelos órgãos de saúde.

Preço e procura da vacina

Os preços da dose trivalente variam de R$ 80 a R$ 130 em Curitiba, o que representa variação de 62,5%. No laboratório Frischmann Aisengart a vacina - tanto para adultos quanto para crianças - custava R$ 80. A diferença é de que a dose das crianças é dividida em duas, aplicadas com um mês de intervalo.

A vacina na Proteção Vacinas era comercializada por R$ 130 e também era aplicada em duas etapas nas crianças. Nos demais laboratórios pesquisados, a dose era única e independe da idade dos pacientes. Já no laboratório Med Line Soros e Vacinas o preço era de R$ 100, enquanto que na Alergoclin e Paciornik era de R$ 120. No Paciornik ainda era possível pagar com cartão de crédito, mas o preço aumentava para R$ 130.

Outros locais, como o laboratório E.S. Vacinas e o Hospital Pequeno Príncipe devem iniciar a vacinação a partir do fim do mês de abril. De acordo com dados divulgados pela Anvisa, apenas a vacina trivalente do laboratório Solvay Pharmaceuticals (Grupo Abbott) - que imuniza contra os vírus H3N2 e Brisbane e H1N1 - foi aprovada e teve seu preço definido. A vacina que imuniza apenas contra o H1N1, dos laboratórios Sanofi-Pasteus e GlaxoSmithKline, também já foram aprovadas pela Anvisa, mas ainda não estavam sendo vendidas.

Imunização

Apenas o laboratório Frischmann Aisengart imunizou 358 pessoas nesta quarta-feira (14), entre 11 e 17 horas. O laboratório importou aproximadamente 10 mil doses da Holanda. Segundo Scharf, há risco de faltar vacina. “A procura estava grande e não conseguimos importar mais. Os laboratórios internacionais estão exportando a vacina para o Brasil e para vários países”, disse o diretor do Frischmann Aisengart. Já a clínica Alergoclin, por exemplo, vacinou cerca de 300 pessoas, mas a informação era de que a imunização começou na segunda-feira (12). (FL e MBF)

Entretanto, é preciso dar intervalo entre 30 e 45 dias entre uma vacina e outra, segundo o Alceu Pacheco Junior, médico infectologista e presidente da Sociedade Paranaense de Infectologia. “Quem tomou a vacina na rede pública não precisa tomar a das clínicas particulares. Não há necessidade. Quem quiser, pode”, disse o infectologista.


Pacheco Júnior ressaltou que as pessoas que tomarem as duas vacinas em dias separados – sem respeitar o prazo – não correm nenhum risco. O problema é que a segunda vacina pode não ter efeito. O infectologista explicou que se toma uma vacina o organismo produz uma substância chamada interferon, que o defende de vírus, bactérias, entre outros.

E o interferon “circula” no organismo por um determinado tempo, por isso é preciso aguardar um período entre uma vacina e outra. “Não há risco à saúde, mas a segunda dose pode não ter efeito”, disse o médico. De acordo com Pacheco Júnior, é por esse motivo que os idosos com doenças crônicas serão vacinados contra a gripe A H1N1 e contra a gripe sazonal na mesma data, pois nesse caso a formação de antígenos aconteceria simultaneamente no organismo.

Já o médico Mauro Scharf, diretor da área médica do laboratório Frischmann Aisengart, disse que não é preciso esperar esse prazo. “Não recebemos essa orientação dos nossos infectologistas e também não entendemos que a segunda vacina perderá o efeito”, argumentou Scharf.

Confira onde está sendo vendida a vacina:

- Frischmann Aisengart
(Telefone: 4004-0103)

Unidades Alto XV, Portão e Batel

Francisco Frischmann, 2597, Portão

Rua XV de Novembro, 3101, Alto da XV

Rua Alferes Ângelo Sampaio, 1299, Batel.

- Paciornik
(Telefone: 3015-9898)
Rua Lourenço Pinto, 61, Centro


- Medi Line Soros e Vacinas
(Telefone: 3323-9292)
Rua Brigadeiro Franco, 974, Mercês

- Alergoclin
(Telefone: 3224-5295)
Rua Dom Alberto Gonçalves, 74, Mercês

- Proteção Vacinas
(Telefone: 3342-8705) Avenida Batel, 1230, Batel




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