Sexta-feira, 03/09/2010
Há um ano, estado registrava o primeiro óbito causado pelo vírus H1N1. Em Foz, menina de 11 anos morreu mesmo após ter tomado a vacina
20/07/2010 | 00:12 | Fabiula Wurmeister, da sucursal, e Fábio Luporini, do Jornal de LondrinaO que mais chamou a atenção no caso de Brenda é que ela havia sido vacinada contra a nova gripe. Segundo a chefe da Divisão de Atenção à Saúde da 9.ª Regional de Saúde, Diana Arenas, os cuidados com a gripe suína e outras doenças transmissíveis devem ser constantes, já que nenhuma vacina é 100% eficaz. “Lamentavelmente, mesmo com a imunização, pode acontecer de qualquer doença evoluir para um quadro mais grave, chegando a levar as pessoas à morte. Por isso a vacina não pode ser vista como única forma de prevenção”, orienta. Quanto à gripe A, a melhor maneira de se proteger ainda é manter a higiene das mãos e evitar lugares aglomerados e fechados (veja quadro nessa página).
Saiba como agir em casos de suspeita da gripe A:
Quando a pessoa deve procurar um médico?
Quando tiver sintomas como febre repentina, tosse, dor de cabeça, dores musculares, dores nas articulações, falta de ar, cansaço e dores nas costas.
O que fazer em caso de surgimento de sintomas?
Procure seu médico de confiança ou o serviço de saúde mais próximo para receber o tratamento adequado. Nos casos de agravamento ou de pessoas que façam parte do grupo de risco, os pacientes serão encaminhados para um hospital.
Quanto tempo dura vivo o vírus H1N1 numa maçaneta ou superfície lisa?
Até 8 horas.
O álcool em gel é eficaz para a limpeza das mãos?
Sim. Torna o vírus inativo e o mata, desde que haja uma higiene prévia das mãos e do ambiente.
Qual é o período de incubação do vírus?
Em média de dois a sete dias e os sintomas aparecem quase que imediatamente.
O vírus é mortal?
Não, o que ocasiona a morte é a complicação da doença causada pelo vírus, que é a pneumonia viral ou doenças preexistentes.
Quem já foi contaminado pelo vírus H1N1, fica imune?
Sim.
Existe algum risco em comer carne de porco?
Não há risco de contágio.
Fontes: Secretaria de Saúde do Paraná.
Das 22 regionais de saúde, oito já registraram mortes. Maringá, com quatro óbitos e 630 casos confirmados, lidera a lista, seguida pelas regionais de Londrina e Curitiba, com três cada uma. Segundo a Sesa, pelo menos um terço das vítimas tinha entre 20 e 49 anos. Outra faixa etária bastante afetada é a de pessoas com idade entre 5 e 19 anos.
De acordo com último boletim epidemiológico da secretaria, divulgado ontem, o Paraná soma 1.655 casos confirmados da doença e outros 2.922 descartados. No mesmo período do ano passado, haviam sido anotadas 33 confirmações e nenhuma morte. Em 2009, no total foram 289 mortes. Ainda segundo a Sesa, já foram vacinados mais de 5,6 milhões de pessoas em todo o estado.
Vacina de sobra
Por causa da baixa procura pela vacina contra a gripe A H1N1, a Secretaria de Saúde de Londrina decidiu ampliar a imunização para pessoas com até 19 anos, por tempo indeterminado. Até então, só tinham direito a receber a dose crianças com idade entre 10 e 13 anos. Há cerca de 20 mil doses sobrando.
Em uma semana, somente 12 mil pessoas do público-alvo anterior (10 a 13 anos) procuraram as unidades de Saúde de Londrina para ser vacinadas. Ao todo, havia 25 mil doses disponíveis. A baixa procura motivou a ampliação da faixa etária da campanha.
“Imagino que não vai dar para toda a população [de 14 a 19 anos]. Ainda tem os que não foram vacinados até 13 anos. São aproximadamente 60 mil pessoas”, explicou a gerente de epidemiologia, Sandra Caldeira. Quem for aos postos de saúde deve levar a carteira de vacinação. “Muitas pessoas nessa faixa não vão até os postos. Então vamos aproveitar a oportunidade para vacinar contra a hepatite B”, completou.
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